2020-11-27T11:55:36-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Separação de bens

XP estuda fazer proposta por ações com “supervoto” da corretora que estão com Itaú

Objetivo do negócio é eliminar potenciais conflitos de interesse para que apenas os acionistas controladores da XP detenham ações que dão direito a 10 votos cada

27 de novembro de 2020
11:04 - atualizado às 11:55
Imagem: Divulgação

A XP Investimentos quer aproveitar o anúncio do Itaú Unibanco de que vai segregar a participação que detém na corretora em uma nova empresa para fazer uma proposta pelas ações com "supervoto" que hoje estão nas mãos do banco.

Listada na bolsa norte-americana Nasdaq, a XP possui dois tipos de ações. Os papéis classe A, que são os negociados na Nasdaq, dão direito a um voto cada, enquanto que os da classe B, que pertencem aos controladores, têm dez votos cada.

Essa estrutura acionária permite que os sócios da XP continuem comandando a companhia mesmo sem ter a maioria do capital da empresa.

Leia também:

Em comunicado divulgado hoje, a XP informou que estuda propor uma fusão com a Newco, a empresa que receberá a participação de 41% que o Itaú possui na corretora.

Caso a operação seja aprovada, a XP vai entregar os acionistas da Newco ações classe A da corretora ou recibos de ações (BDRs, na sigla em inglês), que passariam a deter a participação diretamente.

A XP não informou, contudo, que vantagem vai oferecer à empresa do Itaú para que ela abra mão das "super-ações". O banco possui 28% das ações classe B da corretora, que possuem os direitos de "supervoto".

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente

Segundo a XP, o objetivo do negócio é eliminar potenciais conflitos de interesses, de forma que apenas os acionistas controladores da XP detenham ações classe B.

O Itaú comprou a participação na XP em 2017, por R$ 6,3 bilhões. O acordo original previa a opção de o banco assumir o controle acionário da corretora. Mas o BC acabou vetando essa possibilidade como condição para aprovar o negócio.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente
Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

A BOLSA HOJE

Esquenta dos mercados: notícia sobre possível baixa eficácia das vacinas contra ômicron derruba mercados, em dia de discurso de Powell e votação dos precatórios

O investidor local ainda permanece de olho nas falas de Roberto Campos Neto e Paulo Guedes em eventos separados hoje

SÓ NO SAPATINHO

Dividendos: Arezzo (ARZZ3) vai distribuir R$ 60 milhões aos acionistas; veja como participar

Serão R$ 33,78 milhões em JCP e R$ 26,22 milhões em dividendos a serem depositados até 31 de janeiro de 2022

INCERTEZAS NO RADAR

CEO da Moderna levanta dúvidas sobre eficácia de vacinas contra a ômicron e provoca reação negativa nos mercados

Stéphane Bancel disse que cientistas consultados por ele esperam ‘queda significativa’ na eficácia dos imunizantes contra a nova cepa

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Os investidores agora viraram virologistas: os impactos da Ômicron sobre os mercados

Ainda não sabemos o bastante para decidir se esta é uma oportunidade de compra, mas parecemos estar mais preparados como sociedade para enfrentar o problema

VAREJO DECEPCIONADO?

Black Friday supera prévias, mas vendas do fim de semana ainda perdem para os números registrados em 2019

Segundo índice calculado pela Cielo, as vendas cresceram 6,9% em relação ao ano passado, mas foram 3,8% inferiores ao período pré-pandemia