🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

volta por cima

Como a Via Varejo recuperou o caminho do lucro

Volta da família Klein ao comando da empresa foi o ponto de partida de um plano de virada corporativa que vem impressionando analistas e investidores; relembre a história

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
22 de novembro de 2020
14:05 - atualizado às 12:22
O empresário Michael Klein, é dono de negócios no setor imobiliário, aéreo e automotivo - Imagem: Raphael Lopes

A Via Varejo, dona da Casas Bahia e do Ponto Frio, é um dos destaques da bolsa brasileira neste ano. Mas até pouco tempo atrás a perspectiva para a empresa não era das melhores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2019, a companhia começou o ano sob pressão. Controlador da Via Varejo à época, o grupo francês Casino não acreditava que o modelo de margens apertadas do varejo de eletrodomésticos pudesse trazer resultados e, por isso, tentava se desfazer do controle do negócio - mas sem sucesso.

Dezenas de companhias do Brasil e do mundo eram apontadas como potenciais compradoras, mas, no fim das contas, quem quis o negócio de volta foi Michael Klein, filho do fundador da Casas Bahia, Samuel Klein.

Foi o ponto de partida de um plano de virada corporativa que vem impressionando analistas e investidores.

A situação da empresa, apenas 18 meses atrás, era de terra arrasada, lembra o diretor de operações, Abel Ornelas Vieira. “Não tinha crachá para fazer a identificação das pessoas que chegavam. Faltavam cadeiras para os clientes serem atendidos nas lojas", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Os vendedores do Ponto Frio compravam camisa vermelha para trabalhar, pois a direção não vinha repondo uniformes. Tudo estava abandonado”.

Leia Também

Mudanças internas

A saída do Casino se deu em um leilão de ações na Bolsa, em junho de 2019 - os papéis foram comprados pela família Klein e por fundos de investimento, em operação organizada pela XP. Era preciso mudar muita coisa - e rápido.

Com as ações em baixa, resultados negativos sucessivos e desempenho pífio do e-commerce, Michael Klein, então presidente do conselho, colocou a missão de reerguer o negócio nas mãos de Roberto Fulcherberguer.

O executivo tem 30 anos de experiência no varejo e anos antes havia sido “escanteado” para o conselho pelos franceses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto a dona da Casas Bahia se afundava em decisões equivocadas, como a separação do e-commerce do negócio de lojas físicas, o Magazine Luiza apostava na multicanalidade e virava a “queridinha” do mercado.

Já a terceira força do mercado de eletrodomésticos no País, a Máquina de Vendas, provava que tudo poderia desmoronar. Dona da Ricardo Eletro e da Insinuante, a companhia afundou e teve de ser repassada a especialistas em negócios em dificuldade. A Máquina de Vendas, hoje em recuperação judicial, fechou a maioria das lojas e demitiu milhares de funcionários.

Via Varejo e Magazine Luiza

No meio dos dois exemplos extremos, a Via Varejo conseguiu, até agora, pender para o lado mais positivo. De junho de 2019 para cá, a fatia das vendas pela internet mais que dobrou, chegando a 40% no terceiro trimestre, quando a empresa registrou receita recorde.

O lucro líquido atingiu R$ 590 milhões, revertendo prejuízo de R$ 346 milhões em igual período de 2019. Os investidores reagiram às mudanças e a dona da Casas Bahia acumulava, até quinta-feira passada, alta de 60% na Bolsa paulista este ano. O resultado, porém, ainda é pálido em relação ao do papel do Magalu, que subia 104% na mesma comparação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao chegar, Fulcherberguer sabia que a mudança precisaria ficar clara em semanas ou mesmo dias. O primeiro a chegar para auxiliar na nova fase foi justamente Vieira, cuja primeira missão foi buscar executivos no mercado que entendessem de varejo e estivessem dispostos a apostar na “nova” Via Varejo.

Enquanto Klein e a XP organizavam a recompra do negócio, Vieira e Fulcherberguer corriam atrás de nomes na concorrência, faziam propostas e prometiam carta branca em cada área.

Prioridades

Nomes escolhidos, o primeiro dia do novo presidente se desenrolou da seguinte forma: 15 diretores foram demitidos para abrir espaço para a nova equipe. A primeira urgência era unir o faturamento das vendas físicas e virtuais.

A segunda, lembra Fulcherberguer, foi consertar o e-commerce. Apesar de representar apenas 18% do negócio, era um mar de problemas porque era operado às cegas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Se acontecia um problema e o cliente não recebia o produto, a gente não conseguia identificar onde havia ocorrido a falha: se no centro de distribuição, no estoque ou no envio.”

Enquanto fazia reparos nas lojas físicas, encomendava crachás dos funcionários e comprava uniformes, tentando reativar o ânimo do pessoal de loja gastando pouco, o time se debruçou sobre sua primeira grande missão: garantir que a Black Friday não repetisse o desastre do ano anterior, quando a empresa se viu afogada em um mar de reclamações.

“A ordem era disciplina absoluta na execução. A gente foi priorizando o que destravava a companhia”, lembra. “E, à medida que fizemos isso, os resultados começaram a aparecer.”

Novos focos

Depois de resolver as principais urgências na área digital e passar pela Black Friday de 2019, a companhia iniciou o ano com ideias mais ambiciosas, com foco nas áreas de logística, marketing e finanças.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além de renovar a marca Casas Bahia - que ganhou identidade digital e discurso mais moderno, ligado à diversidade -, a empresa comprou um “Uber” de entregas (a AsapLog), o BanQi (serviço de contas digitais) e a I9XP (startup de comércio eletrônico).

Neste mês, virou sócia da Distrito, um “hub” de inovação, para identificar mais rapidamente oportunidades de aquisição.

'Gente do ramo'

Para o fundador da consultoria em varejo Gouvêa, Marcos Gouvêa de Souza, o grande acerto da Via Varejo foi apostar em “gente do ramo”.

A maior parte do time de executivos já havia trabalhado anteriormente em conjunto em varejistas como Magazine Luiza, Pernambucanas e mesmo na época em que a Casas Bahia ainda não tinha sido vendida ao Grupo Pão de Açúcar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Eles souberam tirar gente altamente competente de outras redes e, ao mesmo tempo, adaptar esse ímpeto varejista à realidade digital, que era o que lhes faltava.”

Não que o caminho tenha sido sem percalços. Em abril, Michael Klein deixou o conselho da empresa, sendo substituído pelo filho Raphael.

Segundo a empresa, a mudança estava programada - apesar de ter ocorrido menos de um ano após a família ter reassumido a companhia -, mas fontes de mercado apontam uma disputa interna.

Em meio à pandemia, a Casas Bahia estava em uma frente de renegociações agressivas de valores de aluguel. E, como os Kleins são donos de boa parte desses imóveis, isso teria incomodado o agora ex-presidente do conselho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

‘Corporation’

Apesar da presença de Raphael no conselho, a visão dos executivos da Via Varejo é de que a empresa agora é uma “corporation” - ou seja, um negócio tocado por profissionais, com o conselho tendo função de orientação. E esse poder de decisão está descendo em cascata para os gerentes de loja.

A diretora de marketing, Ilca Sierra, conta, por exemplo, que descentralizou a administração das mídias sociais da Casas Bahia. “A gente dá autonomia e verba, além de orientar. Mas a decisão sobre a comunicação nas lojas fica na ponta. Funciona melhor assim.”

Para 2021, a ordem é continuar com o pé no acelerador. Uma das prioridades é o marketplace - Fulcherberguer admite que o Magazine Luiza está bem mais adiantado no segmento.

No entanto, ainda no primeiro trimestre a companhia pretende acelerar a estratégia de oferecer os “minihubs” de distribuição aos vendedores terceirizados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Das cerca de mil lojas da Casas Bahia e do Ponto Frio, cerca de 500 estão sendo usadas para agilizar a entrega dos produtos comprados pelo e-commerce. O ano que vem deve marcar também o reposicionamento da marca Ponto Frio.

Para Gouvêa de Souza, é vital que, à medida que cresça, a companhia não perca agilidade. Até porque, ao ficar parada nos boxes na gestão do Casino, ficou atrás na corrida com o Magazine Luiza.

“O Magalu saiu na frente. A diferença, agora, é que a Via Varejo tem equipe com poder de decidir para onde o negócio deve ir.”

*Com Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BIG TECHS

Alphabet, dona do Google, planeja emissão histórica de títulos de 100 anos para financiar corrida pela IA

10 de fevereiro de 2026 - 15:21

Operação em libras pode ser a primeira de uma empresa de tecnologia com prazo tão longo desde os anos 1990

PEQUENO EMPREENDEDOR

O ‘reizinho dos ovos’: como um menino de apenas seis anos criou um negócio familiar para realizar o sonho de estudar

10 de fevereiro de 2026 - 14:10

Atualmente, o menino divulga os produtos na rede social Instagram, monitorada pela sua mãe

CRISE CONTINUA

Fictor: perícia encontra subsidiárias sem operação e credores pedem ampliação da recuperação judicial

10 de fevereiro de 2026 - 13:32

Entre as exigências está a apresentação de uma relação de credores mais completa, organizada por empresa, com os respectivos valores e a natureza dos créditos

PARA SAIR DO BURACO

Raízen (RAIZ4) contrata assessores para solucionar dívidas, liquidez e cortes de rating

10 de fevereiro de 2026 - 11:29

O anúncio da contratação dos escritórios vem após a empresa ter tido suas notas de crédito rebaixadas por três empresas empresas de rating

DANO AMBIENTAL

Vale (VALE3): Justiça suspende mina após vazamento de sedimentos em MG, mas bloqueios de R$ 2,85 bilhões foram suspensos

10 de fevereiro de 2026 - 11:00

A decisão foi motivada pelo vazamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água e áreas industriais da região há algumas semanas.

LITHIUM OPEN AIR

Explosão de powerbank em aviões: por que equipamentos eletrônicos como baterias portáteis e até um MacBook específico têm regras para ir aos céus; veja a lista do que pode e não pode

10 de fevereiro de 2026 - 10:36

A Anac define regras específicas para as baterias de lítio, que são comuns em celulares, notebooks e powerbanks

DANÇA DAS CADEIRAS

Mais uma troca no alto escalão: Gafisa (GFSA3) anuncia novo presidente do conselho; veja quem assume agora

10 de fevereiro de 2026 - 10:17

Saída de Mariana de Oliveira se soma às mudanças na diretoria executiva da construtora; entenda o movimento

APETITE RENOVADO

Antes do IPO, Aegea garante cheque de R$ 1,2 bilhão da Itaúsa e GIC — e se prepara para disputa pela Copasa

10 de fevereiro de 2026 - 9:36

Aumento de capital acontece enquanto mercado anseia por IPO e empresa avalia novos ativos de saneamento

LADEIRA ABAIXO

Fitch corta nota de crédito da Raízen (RAIZ4) pela segunda vez no mesmo dia; rating passou de B para CCC

9 de fevereiro de 2026 - 20:09

Agora, Fitch, S&P Global e Moody’s — as três principais agências de rating — rebaixaram a companhia para nível especulativo

ANOTE NA AGENDA

Dividendos ou JCP? Itaúsa (ITSA4) anuncia calendário de pagamentos de proventos em 2026; confira as datas e os valores

9 de fevereiro de 2026 - 19:56

Segundo a companhia, esses pagamentos serão realizados a título de antecipação do dividendo obrigatório do exercício de 2026

PREPAREM OS BOLSOS

BB Seguridade (BBSE3) vai distribuir quase R$ 5 bilhões em dividendos após lucro recorde em 2025

9 de fevereiro de 2026 - 19:40

Na prática, cada papel BBSE3 vai receber R$ 2,54996501627 por ação, valor que será corrigido pela taxa Selic desde 31 de dezembro de 2025 até a data do pagamento

DEPOIS DA CRISE

O problema não é a vitrine, é o caixa: BTG Pactual entra no debate do FGC após crise do Banco Master

9 de fevereiro de 2026 - 19:03

Para o maior banco de investimentos do país, o problema não está na distribuição — mas no uso excessivo do FGC como motor de crescimento

SOB PRESSÃO

S&P Global tira grau de investimento da Raízen (RAIZ4) e alerta para risco crescente de calote em meio a dívida alta e queima de caixa

9 de fevereiro de 2026 - 18:40

Mudança veio após a Raízen contratar assessores financeiros e legais para estudar saídas para o endividamento crescente e a falta de caixa; Fitch também cortou recomendação da companhia

BRB EM QUEDA

Mercado reage a plano de recomposição de capital e ações do BRB (BSLI4) chegam a cair 20%

9 de fevereiro de 2026 - 18:13

Banco de Brasília apresentou na sexta (6) o plano para capitalizar a instituição após perdas com ativos do Banco Master; veja o que explica a queda da ação nesta segunda (9)

SINAL DE ALERTA

O que os dividendos da Petrobras (PETR4) têm a ver com a cautela de analistas e investidores em relação à estatal

9 de fevereiro de 2026 - 18:01

O BTG Pactual vê fundos ainda subalocados no papel, retorno esperado mais modesto e poucas razões para aumentar a aposta no curto prazo

DIFÍCIL DE RECLAMAR?

O novo normal do BTG Pactual: o que o CEO prevê por trás do guidance de rentabilidade — e quais as alavancas de crescimento para 2026

9 de fevereiro de 2026 - 17:47

Resultado do quarto trimestre fecha uma sequência de trimestres recordes e reforça a mensagem do banco: a rentabilidade elevada veio para ficar

SOB INVESTIGAÇÃO

De caneta milagrosa a perigo para a saúde: mortes por pancreatite colocam canetas emagrecedoras na mira da Anvisa

9 de fevereiro de 2026 - 17:20

Além das mortes, cerca de 200 casos de problemas no pâncreas estão sendo investigados pela agência

NO INFERNO ASTRAL

Endividada, Raízen (RAIZ4) perde grau de investimento da Fitch, com corte na nota de crédito

9 de fevereiro de 2026 - 16:05

A Fitch estima que a companhia tenha cerca de R$ 10,5 bilhões em dívidas com vencimento nos próximos 18 meses, o que amplia o risco de refinanciamento

DEGRAU OU TETO?

Rentabilidade do Bradesco (BBDC4) deve ‘emperrar’ em 17%, abaixo dos rivais, aposta JP Morgan

9 de fevereiro de 2026 - 13:20

ROE do banco avança, mas analistas alertam para um “teto” que pode travar novas altas das ações BBDC4 na bolsa

PROCURA-SE AJUDA

Com ação valendo menos de R$ 1, Raízen (RAIZ4) busca assessores para sair do sufoco das dívidas

9 de fevereiro de 2026 - 11:27

A produtora de etanol enfrenta alto endividamento, com a dívida líquida atingindo R$ 53,4 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/26, e busca alternativas para sair do sufoco

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar