🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

entrevista

‘Caminhamos para o precipício ambiental’, diz CEO da Suzano

Walter Schalka diz que a sustentabilidade tem de unir empresas e governo para que o Brasil possa virar uma potência ambiental no mundo

Walter Schalka - Imagem: J.F. Diorio/Estadão Conteúdo

Um dos líderes do movimento de empresários e associações que enviaram carta ao vice-presidente Hamilton Mourão pedindo medidas para combater o desmatamento da Amazônia, o presidente do grupo Suzano, Walter Schalka, diz que a sustentabilidade tem de unir empresas e governo para que o Brasil possa virar uma potência ambiental no mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o executivo, que comanda a maior companhia de celulose do mundo, o governo deve evitar a polarização e colocar o Brasil no protagonismo das discussões ambientais. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Estadão.

Qual a avaliação que o sr. faz da reunião entre os empresários e o vice-presidente Mourão?

A reunião foi positiva e reforça a necessidade de dialogarmos e construirmos juntos, entes públicos, iniciativa privada e sociedade, um caminho que permita ao Brasil assumir um papel de protagonismo nas discussões ambientais globais.

Quando os empresários começaram a ficar mais vocais para as questões ambientais?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Suzano já tem como tradição trabalhar nessa questão ambiental há muito tempo. Nós já fazemos parte da Coalizão Brasil - Clima, Florestas e Agricultura, que reúne empresas privadas, academia e ONGs, e também participamos do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável. Nesse conselho, as empresas discutem formas de causar impacto. Recentemente, esse assunto ganhou mais representatividade. A razão é que o mundo acordou. Vamos ter de tomar ações relevantes para reverter o caminho que estamos seguindo. Vamos na direção do precipício ambiental e não podemos cair nele.

Leia Também

Quando se percebeu que estávamos indo para um precipício ambiental?

É nítido o fato de que estamos tendo aquecimento global. Ao tomarmos essa consciência, o mundo sabe que precisa tomar uma ação. E, para mim, é muito claro que teremos de fazer uma redução da emissão de CO2 ao longo do tempo. Vamos ter de aumentar muito o nível de eficiência de um modelo global para chegar lá. É inevitável também discutir a questão do plástico. Não podemos conviver com plásticos descartáveis crescendo na velocidade atual.

A imagem do Brasil ficou arranhada e ele é visto como um país que desmata.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O País ficou mais exposto em função das queimadas da Amazônia que voltaram a crescer.

Como as empresas se organizaram para enviar carta a Mourão?

O vice-presidente Mourão demonstrou desde que assumiu o Conselho da Amazônia, uma forma positiva, com elenco de propostas que tem muito alinhamento com o pensamento das empresas. E nós decidimos ofertar o nosso apoio a essas teses que são bastantes relevantes. A primeira é do combate ao desmatamento ilegal, que eu acho a tese mais significativa daquela carta. Mas nós precisamos resolver outras questões importantes, como a rastreabilidade dos produtos para se ter certeza que não foram utilizadas áreas de desmatamento para essa produção. Outra importante questão é do crédito de carbono. O Brasil poderia estar gerando US$ 10 bilhões por ano fazendo o combate ao desmatamento ilegal. E ao fazer o combate, poderia gerar esses créditos de carbono e negociá-los. Portanto, ter um papel geopolítico expressivo no mundo. O Brasil pode ser uma potência ambiental no mundo.

Como criar essa consciência?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma condição necessária para se chegar lá é o endereçamento da questão fundiária brasileira. Ao resolver os problemas fundiários, vamos saber quem são os responsáveis. Quando uma área da Amazônia queima, fica uma discussão enorme sobre quem é o responsável por aquela área. Como não tem responsabilidade, ninguém tem penalidade.

Temos visto um racha no agronegócio. Uma parte dos produtores diz que os países criticam por que são protecionistas.

Acho que esse é um falso dilema. Existe sim protecionismo estrangeiro e existe sim ilegalidade no Brasil. Precisamos combater as duas coisas. Precisa combater o protecionismo. Então, não dá para a gente usar como exemplo a forma inadequada como cada um dos lados está adotando para entrar nesse Fla-Flu. Existem entre os produtores o bom e o mau exemplo e, portanto, a gente não pode ficar se baseando nos maus exemplos para poder continuar a mesma política de não combater adequadamente o desmatamento ilegal.

Há muitas críticas em relação à gestão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele tem errado a mão?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Prefiro não comentar.

Vivemos uma crise política em meio à pandemia. Isso não prejudica o debate ambiental?

A polarização que está acontecendo já há bastante tempo não é benéfica para o País. Temos problemas estruturais que precisamos resolver em várias áreas. Temos problemas de déficit fiscal crônico, precisamos gerar um modelo de desenvolvimento para o Brasil. O País não poderá ser só um produtor de commodities no futuro. Temos problema de educação. Tem questão ambiental. Não podemos deixar que essa polarização nos impeça de fazer as transformações que o Brasil precisa.

Será um longo caminho para o Brasil reverter a imagem lá fora?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não é um longo caminho. Precisa de ações concretas. O Mourão tem uma oportunidade incrível de fazer isso acontecer porque todo mundo está dando suporte a ele nessa direção. O Brasil precisa exercer influência na COP26 (conferência mundial sobre o clima que será realizada em 2021). O Brasil pode alavancar isso. Se fizer isso, a partir de 2022, vamos estar bastante preparados para esse processo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MUDANÇA NO TOPO

Petrobras (PETR4) no controle: CEO Magda Chambriard deve comandar conselho da Braskem (BRKM5) em novo acordo, diz jornal

23 de janeiro de 2026 - 17:50

Petrobras e IG4 dividirão igualmente o poder de decisão na Braskem, segundo apurou o Valor Econômico; transação pode ser consumada ainda em fevereiro

NO MUNDO FÍSICO

Avenida Paulista é o palco da aposta do Itaú (ITUB4): novo conceito de agência mira classe média, enquanto rivais reduzem presença física

23 de janeiro de 2026 - 17:29

Batizado de “Espaço Uniclass”, o projeto mira a classe média e tenta ressignificar o papel do banco no dia a dia do cliente

ENERGIA DEMAIS?

Curtailment muda o jogo: Engie Brasil (EGIE3) reduz investimentos em renováveis e prevê consolidação do setor

23 de janeiro de 2026 - 14:00

Cortes na geração de energia pelo ONS afetam planos e impulsionam concentração no mercado de renováveis, segundo diretor da companhia; confira a entrevista completa com Guilherme Ferrari

O FUTURO ESTÁ PRÓXIMO

Todo mundo vai ter um? Elon Musk promete comercializar robôs humanoides até 2027

23 de janeiro de 2026 - 11:15

Optimus já trabalha em fábricas da Tesla, reaproveita a IA dos carros da marca e pode virar o próximo produto de massa do bilionário

PODE TER PREJUÍZO

Banco Central pede que BRB provisione R$ 2,6 bilhões para perdas, após compras de carteiras fraudadas do Master, diz jornal

23 de janeiro de 2026 - 11:04

Embora o BC não tenha detalhado os motivos, a data da reunião indica que a medida está ligada à compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras do Banco Master.

DÓLARES NO CAIXA

MRV (MRVE3) se desfaz de terrenos nos EUA por US$ 18,3 milhões; plano é chegar a US$ 800 milhões em vendas

23 de janeiro de 2026 - 10:35

A operação faz parte da revisão estratégica da Resia, que queimou caixa no último trimestre e busca vender determinados ativos até o fim deste ano

VÃO-SE OS ANÉIS...

ByteDance cede e livra TikTok do banimento nos EUA; o que ela precisou fazer?

23 de janeiro de 2026 - 9:53

Acordo com investidores americanos muda o controle dos dados, do algoritmo e encerra o risco de banimento do aplicativo nos EUA

ALÔ, ACIONISTA

União Pet (AUAU3) e Engie Brasil (EGIE3) detalham distribuição de quase R$ 325 milhões aos acionistas; confira as condições

22 de janeiro de 2026 - 20:27

União Pet pagará R$ 320,8 milhões, enquanto Engie Brasil conclui leilão de 72,5 mil ações que movimentou R$ 2,2 milhões

HORA DE LARGAR O OSSO?

Cade nega recurso da Petlove contra aprovação da fusão Petz-Cobasi; saiba o que acontece agora

22 de janeiro de 2026 - 19:49

Decisão encerra a disputa administrativa, mas mantém em aberto a fase de desinvestimento e monitoramento, que será determinante para o arquivamento definitivo do processo

ERROU NO LOOK

Citi rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta R$ 17 do preço-alvo; entenda por que a ação está fora de moda para os analistas

22 de janeiro de 2026 - 19:01

Banco reduz recomendação e preço-alvo da companhia, citando recuperação lenta e margens pressionadas, enquanto papéis subiram em dia de recorde do Ibovespa

UM DEGRAU POR ANO

Nubank (ROXO34) mira o topo: fintech assume o posto de 2ª maior instituição financeira do Brasil — e não pretende parar por aí

22 de janeiro de 2026 - 17:19

Depois de subir uma posição por ano no ranking, a fintech do cartão roxo conquistou medalha de prata na disputa por número de clientes

GANHANDO ALTITUDE

Embraer (EMBJ3) pode voar mais alto: Safra turbina projeções e revela se é hora de comprar

22 de janeiro de 2026 - 16:01

Os analistas elevaram o preço-alvo da ação EMBJ3 para US$ 92 por ação até o fim de 2026. O que está por trás do otimismo?

VAREJO

Amazon aposta no varejo físico e anuncia megaloja para disputar espaço com Walmart e Target

22 de janeiro de 2026 - 15:31

Com 21 mil m², a nova unidade da Amazon nos arredores de Chicago mistura supermercado, varejo e logística 

SACOLA PREMIUM

De Zara a Shein, Brasil é um dos países mais caros para roupas; veja por que BTG prefere ações da Vivara (VIVA3) e da Track&Field (TFCO4) para ir às compras 

22 de janeiro de 2026 - 14:07

Relatório com o Índice Zara do banco apresentou as expectativas para as varejistas de moda em 2026; marcas voltadas para as classes mais baixas devem continuar sofrendo com o baixo poder de compra da população

QUEM PAGA A CONTA

Crise no Master e no will bank vai bater no caixa dos bancões? FGC deve antecipar contribuições para recompor o fundo

22 de janeiro de 2026 - 12:21

A conta da crise do Master não ficou só com o investidor: FGC avalia medidas para reforçar o caixa

CELEBRIDADES

Não foram só Huck e Vini Jr: Pabllo Vittar, Whindersson Nunes e outras personalidades associaram imagem ao Will Bank

22 de janeiro de 2026 - 12:18

Instituição apostou em entretenimento, TV aberta e celebridades para crescer rápido, mas acabou liquidada após colapso do Banco Master

FORA DE CIRCULAÇÃO?

Anvisa manda recolher um dos chocolates mais tradicionais do Brasil por erro que pode afetar pessoas alérgicas

22 de janeiro de 2026 - 11:07

Anvisa determinou o recolhimento de um lote do chocolate Laka após identificar erro na embalagem que omite a informação sobre a presença de glúten

ENTENDA

JBS (JBSS32) quer dobrar aposta na Arábia Saudita e não é a primeira a pisar no acelerador por lá. Por que esse mercado é tão importante?

22 de janeiro de 2026 - 11:05

A companhia quer dobrar a produção em fábrica nova no país, em um movimento que acompanha a estratégia saudita de reduzir importações e já atraiu investimentos fortes de concorrentes como a MBRF

SEM DANÇA DAS CADEIRAS

Sabesp (SBSP3) conclui compra da Emae, mas não coloca reorganização societária nos planos

22 de janeiro de 2026 - 10:29

A conclusão da operação ocorre após a Sabesp obter, na terça-feira (20), as aprovações do Cade e da Aneel

ALTA PERFORMANCE

Smart Fit (SMFT3) ainda pode subir 40%, e o BTG explica por que é uma das ações mais promissoras da América Latina

21 de janeiro de 2026 - 19:31

Banco revisa preço-alvo para R$ 30, mas reforça confiança na trajetória de crescimento acelerado da companhia nos próximos anos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar