Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

entrevista

‘Caminhamos para o precipício ambiental’, diz CEO da Suzano

Walter Schalka diz que a sustentabilidade tem de unir empresas e governo para que o Brasil possa virar uma potência ambiental no mundo

Estadão Conteúdo
12 de julho de 2020
16:59
Walter Schalka - Imagem: J.F. Diorio/Estadão Conteúdo

Um dos líderes do movimento de empresários e associações que enviaram carta ao vice-presidente Hamilton Mourão pedindo medidas para combater o desmatamento da Amazônia, o presidente do grupo Suzano, Walter Schalka, diz que a sustentabilidade tem de unir empresas e governo para que o Brasil possa virar uma potência ambiental no mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o executivo, que comanda a maior companhia de celulose do mundo, o governo deve evitar a polarização e colocar o Brasil no protagonismo das discussões ambientais. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Estadão.

Qual a avaliação que o sr. faz da reunião entre os empresários e o vice-presidente Mourão?

A reunião foi positiva e reforça a necessidade de dialogarmos e construirmos juntos, entes públicos, iniciativa privada e sociedade, um caminho que permita ao Brasil assumir um papel de protagonismo nas discussões ambientais globais.

Quando os empresários começaram a ficar mais vocais para as questões ambientais?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Suzano já tem como tradição trabalhar nessa questão ambiental há muito tempo. Nós já fazemos parte da Coalizão Brasil - Clima, Florestas e Agricultura, que reúne empresas privadas, academia e ONGs, e também participamos do Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável. Nesse conselho, as empresas discutem formas de causar impacto. Recentemente, esse assunto ganhou mais representatividade. A razão é que o mundo acordou. Vamos ter de tomar ações relevantes para reverter o caminho que estamos seguindo. Vamos na direção do precipício ambiental e não podemos cair nele.

Leia Também

Quando se percebeu que estávamos indo para um precipício ambiental?

É nítido o fato de que estamos tendo aquecimento global. Ao tomarmos essa consciência, o mundo sabe que precisa tomar uma ação. E, para mim, é muito claro que teremos de fazer uma redução da emissão de CO2 ao longo do tempo. Vamos ter de aumentar muito o nível de eficiência de um modelo global para chegar lá. É inevitável também discutir a questão do plástico. Não podemos conviver com plásticos descartáveis crescendo na velocidade atual.

A imagem do Brasil ficou arranhada e ele é visto como um país que desmata.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O País ficou mais exposto em função das queimadas da Amazônia que voltaram a crescer.

Como as empresas se organizaram para enviar carta a Mourão?

O vice-presidente Mourão demonstrou desde que assumiu o Conselho da Amazônia, uma forma positiva, com elenco de propostas que tem muito alinhamento com o pensamento das empresas. E nós decidimos ofertar o nosso apoio a essas teses que são bastantes relevantes. A primeira é do combate ao desmatamento ilegal, que eu acho a tese mais significativa daquela carta. Mas nós precisamos resolver outras questões importantes, como a rastreabilidade dos produtos para se ter certeza que não foram utilizadas áreas de desmatamento para essa produção. Outra importante questão é do crédito de carbono. O Brasil poderia estar gerando US$ 10 bilhões por ano fazendo o combate ao desmatamento ilegal. E ao fazer o combate, poderia gerar esses créditos de carbono e negociá-los. Portanto, ter um papel geopolítico expressivo no mundo. O Brasil pode ser uma potência ambiental no mundo.

Como criar essa consciência?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma condição necessária para se chegar lá é o endereçamento da questão fundiária brasileira. Ao resolver os problemas fundiários, vamos saber quem são os responsáveis. Quando uma área da Amazônia queima, fica uma discussão enorme sobre quem é o responsável por aquela área. Como não tem responsabilidade, ninguém tem penalidade.

Temos visto um racha no agronegócio. Uma parte dos produtores diz que os países criticam por que são protecionistas.

Acho que esse é um falso dilema. Existe sim protecionismo estrangeiro e existe sim ilegalidade no Brasil. Precisamos combater as duas coisas. Precisa combater o protecionismo. Então, não dá para a gente usar como exemplo a forma inadequada como cada um dos lados está adotando para entrar nesse Fla-Flu. Existem entre os produtores o bom e o mau exemplo e, portanto, a gente não pode ficar se baseando nos maus exemplos para poder continuar a mesma política de não combater adequadamente o desmatamento ilegal.

Há muitas críticas em relação à gestão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele tem errado a mão?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Prefiro não comentar.

Vivemos uma crise política em meio à pandemia. Isso não prejudica o debate ambiental?

A polarização que está acontecendo já há bastante tempo não é benéfica para o País. Temos problemas estruturais que precisamos resolver em várias áreas. Temos problemas de déficit fiscal crônico, precisamos gerar um modelo de desenvolvimento para o Brasil. O País não poderá ser só um produtor de commodities no futuro. Temos problema de educação. Tem questão ambiental. Não podemos deixar que essa polarização nos impeça de fazer as transformações que o Brasil precisa.

Será um longo caminho para o Brasil reverter a imagem lá fora?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não é um longo caminho. Precisa de ações concretas. O Mourão tem uma oportunidade incrível de fazer isso acontecer porque todo mundo está dando suporte a ele nessa direção. O Brasil precisa exercer influência na COP26 (conferência mundial sobre o clima que será realizada em 2021). O Brasil pode alavancar isso. Se fizer isso, a partir de 2022, vamos estar bastante preparados para esse processo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PAPEL SOB PRESSÃO

A Suzano (SUZB3) não vale mais a pena? Ação entra em leilão e fecha em queda de 6,4% após BofA cortar R$ 25 do preço-alvo

7 de abril de 2026 - 18:45

Banco rebaixou ação para neutra e cortou preço-alvo tanto das ações quanto dos ADRs; Suzano figurou entre as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (7)

INVESTOR DAY

“Selic alta não atrapalha mais”: CEO da Multiplan (MULT3) mostra como pretende continuar crescendo apesar do cenário macro

7 de abril de 2026 - 18:20

Em evento nesta terça-feira (7), a diretoria da empresa detalhou como vem avançando em expansões, reforçando a aposta em experiência e usando a estratégia como escudo contra o impacto dos juros altos

PÉ NA PORTA

Vale (VALE3) entra em 2026 com fôlego: Santander vê trimestre “de alta qualidade” e reforça recomendação de compra

7 de abril de 2026 - 16:30

Banco projeta Ebitda de US$ 4,08 bilhões no 1T26 e destaca avanço dos metais básicos nos resultados da companhia

VEJA A MELHOR OPÇÃO

Vale a pena comprar remédios no Mercado Livre (MELI34)? Comparamos com iFood, Rappi e o aplicativo da RD Saúde (RADL3)

7 de abril de 2026 - 15:10

Na disputa pela conveniência no e-commerce de medicamentos, o Mercado Livre estreia com preços mais baixos e navegação mais fluida, mas ainda perde em rapidez para rivais já consolidados como iFood, Rappi e Raia

BALANÇO OPERACIONAL

MRV (MRVE3) reverte queima de caixa no 1T25 e se prepara para novas regras do MCMV, mas ações caem; o que desagradou?

7 de abril de 2026 - 12:40

“Apesar do bom desempenho operacional e avanços na Resia, a geração de fluxo de caixa fraca no Brasil deve pressionar a reação do mercado”, disse o banco BTG Pactual em relatório.

UM EM UM MILHÃO

O evento de R$ 8 por ação: o plano da Eneva (ENEV3) para destravar valor que o JP Morgan considera um fenômeno raro

7 de abril de 2026 - 12:31

O JP Morgan elevou o preço-alvo após a empresa garantir contratos estratégicos; saiba por que o banco vê riscos menores e maior geração de caixa no horizonte

SEM LIDERANÇA

Oncoclínicas (ONCO3) perde todos os membros do conselho de uma vez, com renúncia do presidente; entenda a situação

7 de abril de 2026 - 10:12

A notícia chega em um momento delicado para a companhia: ela tem caixa para apenas mais 15 dias e já vem adiando tratamentos de seus pacientes por falta de recursos

DE OLHO NAS ELEIÇÕES

Petrobras (PETR4) elege novo presidente do conselho e troca diretoria de Logística

7 de abril de 2026 - 7:50

A eleição ocorreu em reunião realizada na segunda-feira (6), e o mandato valerá até a próxima Assembleia Geral, que ocorrerá em 16 de abril

AJUSTE DE ROTA

Hapvida (HAPV3) troca CEO em meio a resultados pressionados; veja quem assume

6 de abril de 2026 - 20:07

Em carta ao mercado, Jorge Pinheiro anunciou sua saída do cargo de CEO e reconheceu que os resultados financeiros recentes ficaram abaixo do potencial da companhia

VAI MUDAR NA B3 TAMBÉM

Adeus, ODPV3. Olá, SAUD3! Acionistas dão o ‘sim’ para união entre a Odontoprev e o braço de saúde do Bradesco (BBDC4)

6 de abril de 2026 - 20:04

Agora restam apenas ritos formais de homologação pelos conselhos de administração. A expectativa é que a eficácia da incorporação de ações ocorra no dia 30 de abril.

CORRIDA DO PETRÓLEO

Petrobras (PETR4) a R$ 64, Prio (PRIO3) a R$ 74 ou PetroReconcavo (RECV3) a R$ 16: saiba qual petroleira vale mais a pena agora

6 de abril de 2026 - 19:43

Com o Brent em alta, o Itaú BBA revisou seus modelos para as petroleiras brasileiras; confira que esperar de Petrobras, Prio e PetroReconcavo após a atualização que elevou os preços-alvo do setor

GANHO TURBINADO

Petrobras (PETR4) pode elevar dividendos com novo subsídio ao diesel; BTG vê rendimento perto de 13%

6 de abril de 2026 - 19:22

Segundo cálculos do banco, pacote do governo pode adicionar até US$ 1,5 bilhão por trimestre ao caixa da estatal

NA CARTEIRA

Hora de comprar: esta ação pode subir até 35% na bolsa, segundo a XP; entenda os gatilhos

6 de abril de 2026 - 16:10

A correta atualizou a tese da companhia para refletir os desenvolvimentos estratégicos recentes e os resultados divulgados

JANELA ABERTA

Vale (VALE3) blindada? Citi vê ação protegida, aumenta preço-alvo dos ADRs e reforça aposta em dividendos

6 de abril de 2026 - 14:23

Banco destaca resiliência da Vale frente a outras mineradoras e projeta forte fluxo de caixa, mesmo com pressão de custos

AINDA SEM SOLUÇÃO

O que a Braskem (BRKM5) falou à CVM sobre a possibilidade de pedir recuperação judicial

6 de abril de 2026 - 10:43

A empresa diz que o contínuo ciclo de baixa da indústria petroquímica mantém os preços e os spreads pressionados, o que prejudica suas receitas. Por outro lado, as dívidas da empresa continuam crescendo como uma bola de neve

DANÇA DAS CADEIRAS

Embraer (EMBJ3): CFO deixa o cargo e vai para a Azul (AZUL53). Quem ficará no lugar?

6 de abril de 2026 - 10:19

Antonio Carlos Garcia ocupava o cargo desde janeiro de 2020 e renunciou para assumir a posição na Azul, no lugar de Alexandre Wagner Malfitani

ESTRATÉGIA PARA VENDER MAIS

Telefônica (VIVT3), dona da Vivo, abre crediário para vender celular

5 de abril de 2026 - 9:45

A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos

DANÇA DAS CADEIRAS

Petrobras (PETR4) já tem nome no radar para presidente do conselho, e governo quer indicar atual secretário da Fazenda, diz jornal

4 de abril de 2026 - 10:11

As mudanças na estatal ocorrem por conta das eleições de outubro, já que quem for se candidatar precisa deixar os cargos no Executivo até hoje (4)

ALVO DE CRÍTICAS

Hapvida (HAPV3) pode acatar sugestão da gestora Squadra e adotar voto múltiplo na próxima eleição do Conselho

3 de abril de 2026 - 12:01

Gestora carioca escreveu carta aberta à operadora de saúde, com críticas à reeleição do Conselho e sua alta remuneração ante os maus resultados da empresa

A QUEDA CONTINUA

Vendas da Tesla (TSLA34) no 1T26 decepcionam, e ação chega a cair 6% no after market; do que o mercado não gostou?

3 de abril de 2026 - 9:56

Montadora de carros elétricos do bilionário Elon Musk têm números abaixo das expectativas em meio a redirecionamento de negócios

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia