Suzano aumenta previsão para investimentos em 2021, diante do crescimento da produção
Empresa prevê dispêndios de R$ 4,9 bilhões no ano que vem, a maior parte indo para atividades de manutenção

A Suzano (SUZB3) anunciou na terça-feira (15) à noite que vai investir R$ 700 milhões a mais em 2021, na comparação com o planejado para este ano, destinando mais recursos às atividades de manutenção do que novos projetos, para acompanhar a perspectiva de aumento da produção.
O conselho de administração aprovou ontem investir R$ 4,9 bilhões no ano que vem, acima dos R$ 4,2 bilhões em que os aportes devem terminar este ano.
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A companhia informou que vai destinar R$ 4 bilhões para manutenção, em razão dos efeitos do plano de contingência adotado em 2020, que postergou parte dos projetos para 2021, da maior concentração de aportes em máquinas e equipamentos florestais e da elevação de produção prevista para o ano que vem, além dos efeitos da valorização do dólar ante o real.
Com relação aos demais investimentos, o segundo maior dispêndio está associado a terras e florestas (R$ 400 milhões). Para a Suzano, este valor é o mínimo necessário para que ela mantenha sua opcionalidade de crescimento no longo prazo e sua competitividade.
Tudo indo bem
Os ventos sopram em favor da Suzano. Depois de sofrer no começo do ano com a queda nos preços da celulose, a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo deve aproveitar uma recuperação das cotações, iniciada no quarto trimestre, e que deve se estender ao longo de 2021.
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Os preços da celulose de fibra curta tiveram mais uma leve alta na semana passada, de US$ 2,80 por tonelada, para US$ 467,46 a tonelada, segundo a XP Investimentos. E existe espaço para subir no longo prazo, de acordo com o analista Yuri Pereira. Para ele, os valores se encontram há muito tempo abaixo do custo marginal, que ele calcula girar em torno de US$ 500 a tonelada.
“Adicionalmente, esperamos que uma recuperação da demanda na China seja gatilho para um movimento de recomposição de estoques”, diz trecho de relatório.
O cenário está permitindo à Suzano reajustar os preços da fibra para cima. Segundo apurou o jornal “Valor Econômico”, ela está comunicando a seus clientes na Europa e nos Estados Unidos novos preços para a fibra a partir de 1º de janeiro, de US$ 750 e US$ 970 por tonelada, respectivamente.
No começo do mês, ela aumentou os preços para clientes na China, para US$ 500 a tonelada, segundo o jornal.
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