Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Perdas gigantes

Petrobras tem prejuízo de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre, afetada pelo petróleo em queda livre

Ajustes contábeis gerados pelo colapso no petróleo fizeram a Petrobras reportar um prejuízo de quase R$ 50 bilhões no primeiro trimestre

Victor Aguiar
Victor Aguiar
14 de maio de 2020
19:48 - atualizado às 20:38
Petrobras petr4
Petrobras - Imagem: Shutterstock

Ao fim de 2019, o barril do petróleo era negociado acima da faixa dos US$ 60 dólares, tanto o WTI quanto o Brent. Passados três meses, a commodity sofreu um colapso, passando a girar ao redor dos US$ 20 — e é claro que a Petrobras seria fortemente afetada por esse cenário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dimensão dos estragos foi revelada nesta quinta-feira (14): a estatal fechou o primeiro trimestre de 2020 com um prejuízo líquido de R$ 48,5 bilhões, revertendo o lucro de R$ 4 bilhões reportado no mesmo intervalo do ano passado.

É um resultado muito aquém da expectativa dos analistas, que trabalhavam com um cenário de expansão nos ganhos: a média das projeções compilada pela Bloomberg apontava para um lucro de R$ 4,21 bilhões entre janeiro e março.

Esse forte prejuízo, no entanto, não se deve a um desempenho operacional mais fraco: ocorre que, com as perspectivas desanimadoras para o mercado de petróleo, a Petrobras precisou fazer ajustes contábeis no valor de seus ativos, dada a perda de valor de suas reservas da commodity.

A companhia trabalhava com uma projeção de US$ 65 dólares para o barril de petróleo, mas, considerando a queda abrupta dos preços e a perspectiva de baixa demanda pela commodity por causa da pandemia de coronavírus, precisou cortar suas estimativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora, a Petrobras vê o petróleo fechando 2020 em US$ 25 o barril. Mais que isso, a estatal não vê uma recuperação rápida dos preços: a elevação deve ser, em média, de US$ 5 dólares ao ano — no longo prazo, o valor deve se estabilizar ao redor dos US$ 50.

Leia Também

"Haverá uma mudança estrutural na economia mundial, pois são esperados efeitos permanentes do choque provocado pela crise atual sobre a economia, bem como ocorrerá uma mudança de hábitos dos consumidores, já observados nos dias atuais, que tende a ser perene" — Petrobras, em mensagem aos acionistas

Considerando esse cenário, a Petrobras precisou reavaliar a recuperabilidade de seus ativos, lançando uma desvalorização contábil de R$ 65,3 bilhões — o chamado impairment, no jargão contábil.

Desse montante, R$ 57,6 bilhões dizem respeito aos impactos sobre o valor recuperável dos campos de exploração e produção (E&P) — outros R$ 6,6 bilhões estão relacionados aos campos de águas rasas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Operações resilientes

No lado operacional, a Petrobras não sentiu grandes impactos do surto de coronavírus no primeiro trimestre do ano. A receita líquida, por exemplo, subiu 6,5% na base anual, totalizando R$ 75,5 bilhões, impulsionada especialmente pelo bom desempenho no mercado externo.

As exportações de petróleo e derivados aumentaram 70% em um ano, chegando a R$ 24,7 bilhões, um resultado que compensou a queda de 6,1% na receita gerada no mercado interno, para R$ 49,1 bilhões.

"Houve um aumento significativo no volume exportado, principalmente de petróleo, com recordes registrados em janeiro e fevereiro, meses em que a queda do Brent ainda não era tão acentuada quando comparada a março", destaca a Petrobras.

Ainda em relação às exportações de petróleo, um ponto importante foi a menor participação da China no primeiro trimestre deste ano em comparação com os últimos três meses de 2019 — vale lembrar que o surto de coronavírus foi sentido com maior intensidade no gigante asiático em janeiro e fevereiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como resultado, as métricas financeiras operacionais da Petrobras tiveram um bom resultado: o Ebitda — ou seja, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — em termos ajustados ficou em R$ 37,5 bilhões, alta de 36,4% na base anual;

A estatal diz ter conseguido aproveitar a valorização do petróleo do óleo combustível no mercado externo na primeira metade do trimestre, o que permitiu a captura de margens interessantes. " A desvalorização do real frente ao dólar no período também contribuiu para este resultado", diz a empresa.

Fonte: Petrobras

Endividamento em foco

Um tema sempre relevante nos balanços da Petrobras é a gestão da dívida: uma das bandeiras das administrações recentes da estatal é a redução do endividamento e a manutenção da alavancagem em níveis baixos.

E, ao olharmos as métricas em dólar, vemos que a Petrobras continua tendo sucesso em sua empreitada. A dívida líquida da estatal somava US$ 73,1 bilhões ao fim de março, uma baixa de 7,3% em relação aos US$ 78,8 bilhões contabilizados no término de 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, o índice de alavancagem da Petrobras, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda nos últimos 12 meses, caiu de 2,41 para 2,15 vezes.

"Apesar da crise, a desalavancagem ainda permanece uma prioridade para a Petrobras", diz a estatal, ressaltando que tem como meta fechar o ano com uma dívida bruta de US$ 87 bilhões — atualmente, o indicador está em US$ 89 milhões.

No entanto, com a disparada do dólar, as métricas de endividamento da Petrobras em reais sofreram um impacto e acabaram subindo ao longo dos últimos três meses. A dívida líquida avançou 19,6% na base trimestral, para R$ 380,1 bilhões, e o índice de alavancagem foi de 2,46 para 2,73 vezes.

Reforçando o caixa

Ainda no tema do enfrentamento à crise do coronavírus, a Petrobras ressalta que optou por reforçar seu caixa, de modo a ter uma posição confortável de liquidez para atravessar os períodos de forte incerteza gerada pela crise do coronavpirus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fluxo de caixa livre da estatal foi de R$ 26,6 bilhões entre janeiro e março deste ano, muito acima dos R$ 11,8 bilhões reportados no primeiro trimestre de 2019 — nos três últimos meses do ano passado, o fluxo de caix foi de R$ 23,2 bilhões.

Com isso, a posição de caixa e equivalentes ao fim do trimestre chegou a R$ 80,4 bilhões, mais que o dobro dos R$ 36,4 bilhões mantidos em março de 2019.

"No ambiente de incerteza prevalecente, decidimos por manter, durante a crise, saldo de caixa bem mais elevado do que anteriormente, o que no curto prazo possui reflexo negativo sobre o retorno sobre capital empregado, mas que também não significa abandono da meta de maximizá-lo para criar valor ao longo do tempo" — Petrobras, em mensagem aos acionistas

Reação contida

Os investidores reagem de maneira tímida ao balanço da Petrobras, ainda digerindo o enorme prejuízo combinado com uma abordagem mais prudente em meio à pandemia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 20h20 (horário de Brasília), os recibos de ações (ADRs) da Petrobras (PBR) operavam em alta de 1,82% no after market de Nova York — uma espécie de prorrogação do pregão regular.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PROJEÇÕES REVISADAS

O minério de ferro vai dar uma trégua? A aposta do mercado para os números da Vale (VALE3) no primeiro trimestre de 2026

28 de abril de 2026 - 6:59

Mesmo com queda trimestral esperada, projeções indicam Ebitda acima de US$ 4 bilhões, impulsionado por metais básicos

O BRILHO DO AÇO

Gerdau (GGBR4) decide abrir o cofre e distribuir R$ 354 milhões em dividendos; Metalúrgica Gerdau (GOAU4) recomprará ações

27 de abril de 2026 - 19:57

A Metalúrgica Gerdau também anunciou nesta segunda-feira (27) o repasse de R$ 105,9 milhões (R$ 0,08 por ação) aos acionistas, com pagamento agendado para o dia 10 de junho

PIZZA FATIADA

O ‘milagre’ da multiplicação na Sabesp (SBSP3): uma ação pode virar cinco; entenda se o acionista ganha mais com isso 

27 de abril de 2026 - 19:44

A empresa de saneamento de São Paulo vota nesta terça-feira (28) o desdobramento de seus papéis, e o Seu Dinheiro conta como funciona o ajuste de preço, as datas de corte e o impacto para quem já tem SBSP3 na carteira

TCHAU, SÓCIOS

A estratégia da Petrobras para dominar o pré-sal de Jubarte por quase US$ 1 bilhão

27 de abril de 2026 - 19:06

Ao tirar Shell, ONGC e Brava do Campo de Argonauta, a estatal elimina as burocracias de negociação, simplifica a gestão e encerra processos de equalização que costumam dar dor de cabeça (e tomar tempo) para as petroleiras

TEM MAIS PELA FRENTE?

O ‘apagão chinês’ que está forjando a virada da Usiminas (USIM5) — ação ainda pode saltar 30%

27 de abril de 2026 - 17:13

Para analistas do UBS BB, tarifas antidumping contra a China e preços mais altos podem destravar valor para USIM5; Morgan Stanley está menos otimista

NEM LUXO, NEM BÁSICO

Santander (SANB11) vai à caça da média alta renda: banco quer levar cliente ‘do meio do caminho’ ao topo — e dobrar o Select até 2028

27 de abril de 2026 - 15:48

Com novo programa de recompensas e benefícios, banco quer fisgar cliente que fica no meio do caminho entre varejo e private, afirmou Thiago Mendonça ao Seu Dinheiro; veja a estratégia

INVESTIR PARA CRESCER

Nubank (ROXO34) anuncia investimentos de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026; para onde irá este dinheiro?

27 de abril de 2026 - 13:15

Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos

ALTA RENDA NO RADAR

Na rota do luxo entre Brasil e Miami: JHSF (JHSF3) compra operação de aviação executiva nos EUA e reforça ambições internacionais

27 de abril de 2026 - 12:01

A Embassair oferece uma plataforma completa de serviços para a aviação executiva, incluindo abastecimento de aeronaves e atendimento a passageiros, com operação 24 horas por dia

AÇÕES COMO GARANTIA

Do grupo Mover ao Bradesco BBI: acionistas da Motiva (MOTV3) vendem participação para pagar dívida bilionária

27 de abril de 2026 - 10:57

A companhia tem 37 concessões em rodovias, aeroportos e trilhos e pode mudar de mãos para pagar dívida entre Bradesco e Grupo Mover

NEGOCIAÇÕES ACALORADAS

O nó da Raízen (RAIZ4): empresa faz nova proposta aos credores, mas bate o pé para manter Ometto no comando, diz jornal

27 de abril de 2026 - 10:01

A companhia tenta levantar até R$ 5 bilhões em novo capital e negocia alternativas com credores, que pressionam por mudanças na governança e discutem conversão de dívida em participação acionária

SAI LATACHE, ENTRA MAK

Oncoclínicas (ONCO3): sócio da Latache renuncia aos cargos de vice-presidente, CFO e diretor de RI

27 de abril de 2026 - 9:28

A empresa teve três CFOs em menos de três meses. Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, durou pouco mais de um mês no cargo, e deu espaço à Vieira, agora substituído por Quintino

PRÉVIA DOS BALANÇOS

Itaú (ITUB4) vai ser o grande destaque da safra do 1T26 ou o Bradesco (BBDC4) encosta? O que esperar dos balanços dos bancos

27 de abril de 2026 - 6:11

Inadimplência, provisões e pressão no lucro devem dominar os balanços do 1T26; veja o que esperar dos resultados dos grandes bancos

DE OLHO NA AGENDA

Temporada de balanços ganha força: Vale (VALE3), Santander (SANB11) e WEG (WEGE3) divulgam resultados; veja o calendário da semana

26 de abril de 2026 - 16:42

Bancos e indústria chegam com projeções otimistas para o 1T26, enquanto o mercado monitora sinais sobre demanda e rentabilidade

REGRAS DO MERCADO

Por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)?

25 de abril de 2026 - 16:02

As partes envolvidas, Ecopetrol e demais acionistas, estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle

FUSÕES

Sabesp (SBSP3) avalia transformar a EMAE em uma subsidiária integral

25 de abril de 2026 - 14:25

A Sabesp afirmou que avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE por meio de uma relação de troca

COMPRA OU VENDA?

Rali do Bradesco (BBDC4) impressiona, mas XP mantém pé no freio e prefere ficar de fora

25 de abril de 2026 - 12:45

Mesmo com execução melhor que o esperado e recuperação operacional em curso, analistas avaliam que juros altos, competição e upside limitado justificam recomendação neutra para BBDC4

FIM DA NOVELA?

Petrobras (PETR4) e IG4 selam acordo pela Braskem (BRKM5); XP diz que movimento pode “destravar” reestruturação

24 de abril de 2026 - 19:50

Novo acordo prevê paridade no conselho e decisões conjuntas; analistas destacam maior influência da estatal em meio à fragilidade financeira da Braskem

A CERVEJA ESQUENTOU

Nem a Copa do Mundo salva a Ambev (ABEV3): Safra rebaixa ação e aumenta preço-alvo

24 de abril de 2026 - 16:15

Banco eleva preço-alvo de ABEV3 para R$ 16, mas avalia que mercado ignora pressão de margens e já precifica cenário positivo

VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia