🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

entrevista

‘País tem de recuperar capacidade fiscal’, diz presidente do Santander Brasil

Na visão do executivo, a covid-19 ressaltou a importância do papel do Estado, mas mostrou que as crises virão e serão cada vez mais frequentes

Estadão Conteúdo
29 de abril de 2020
8:08 - atualizado às 8:17
São Paulo, 13 de Setembro, Retrato de Sérgio Rial, presidente do banco Santander, na sede do Banco em São Paulo, Foto: Murillo Constantino/Quartetto -

Diante dos reflexos da pandemia do novo coronavírus e de uma crise política agravada pela saída do ministro Sérgio Moro do governo, o presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, vê como o principal risco a possibilidade de o País deixar de lado a agenda de equilíbrio fiscal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão do executivo, a covid-19 ressaltou a importância do papel do Estado, mas mostrou que as crises virão e serão cada vez mais frequentes. "As nações que vão poder melhor enfrentar as crises são aquelas com maior equilíbrio fiscal. O Brasil tem de recuperar capacidade fiscal para a próxima crise, que não vai levar 50 anos", afirmou Rial, em entrevista por videoconferência para comentar os resultados do primeiro trimestre.

O Santander conseguiu, pela primeira vez, ultrapassar a marca de R$ 1 trilhão em ativos totais em sua operação brasileira, encostando, agora em tamanho, nos concorrentes privados. O motor veio do crédito a empresas, com o banco desembolsando mais de R$ 70 bilhões para o segmento no período, de acordo com Rial. A crise ainda não deixou marcas nos resultados do Santander Brasil, mas já há sinais de aumento dos calotes nos próximos trimestres. O lucro líquido do banco cresceu 10,5% no primeiro trimestre ante um ano, para R$ 3,853 bilhões. Com tal desempenho, a participação do Brasil no resultado global do conglomerado espanhol voltou a subir para 29%.

Como o banco está vendo o impacto da crise para os próximos trimestres?

Abril foi um mês desafiador. Já tivemos queda de volume de mais de 35% cartão de débito e crédito, e isso vai ter um impacto importante na receita. No que diz respeito à inadimplência, tomamos a decisão, como todo o sistema, da renovação, reestruturação e prorrogação porque acreditamos que a ausência de fluxo de caixa em três meses não necessariamente tem de levar à inadimplência. O que temos de esperar para responder é o impacto do nível de desemprego. Existiram várias medidas para amenizar isso. A primeira foi o financiamento das folhas de pagamento. Outra é a campanha Não Demita, que ajudamos a liderar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto o banco já emprestou nesta linha, na qual 85% dos recursos vêm do Tesouro?

Leia Também

Quando o governo e os bancos desenharam essa linha, ninguém sabia o quanto seria tomado em recursos. A demanda fica a mercê da empresa querer ou não. Tivemos um desafio de comunicação de algo que nunca foi feito na história do Brasil e dificuldade da própria infraestrutura dos bancos de sermos claros em explicar como seria o acesso. A sinalização que estamos vendo é que, para este intervalo de empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões, parece ser um dispêndio mais de R$ 7 bilhões a R$ 10 bilhões do que R$ 40 bilhões. Muitas empresas talvez não queiram.

O que isso significa?

Que existem potencialmente R$ 30 bilhões para fazermos coisas diferentes. Podemos alterar o intervalo (de faturamento) e em vez de R$ 10 milhões, levarmos a R$ 30 milhões ou R$ 50 milhões. Podemos pensar juntamente com equipe econômica em um fundo garantidor e que permita uma abrangência maior para empresas. O que é importante é que existe mobilização dos setores privado e público para dar liquidez às pequenas e médias empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como o senhor vê a demanda por crédito na crise?

Vai se estabilizar. Tivemos um aumento importante. Existiam dúvidas de represamento. Os números mostram que não: R$ 70 bilhões a mais para empresas no nosso caso. Existe liquidez e há desenhos que estão sendo construídos pela equipe econômica e o setor privado para diversos setores. Não tem nada mandatório. Algumas empresas, por exemplo, preferem não aderir ao financiamento da folha de pagamentos porque querem ter a flexibilidade se quiserem demitir. Estamos instruindo, mostrando que custa mais caro que outras linhas, mas tudo é um aprendizado.

Qual a grande diferença dessa crise para outras?

Várias, mas esta tem uma muito diferente. Nós nunca tivemos Selic a 3,75% e propensão a pagar a prazo. No Brasil, o prazo as crises passadas era de seis meses. Hoje, falamos em uma carência de 6 meses. O Brasil conseguiu chegar a uma maturidade monetária que permite, de maneira correta e com prazo, dar capacidade a empresa e pessoas físicas de pagarem. São elementos novos de uma crise que nunca vivemos no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se não bastasse a crise de saúde, o Brasil viu sua crise política acentuada na última semana. Qual a sua leitura?

Acredito muito na liderança da equipe econômica. Tem sinalização correta no sentido da aderência de uma cultura de equilíbrio fiscal. Acho que o grande risco do Brasil agora é a gente esquecer que não há nada mais importante do que o equilibro fiscal. A covid-19 demonstrou algo que acredito que fique por bastante tempo: nós vamos continuar enfrentando crises que não seremos capazes de prever. Tivemos a crise em 2008 que ninguém necessariamente viu nos Estados Unidos e que se transportou para a Europa, em 2010. Em menos de dez anos, temos uma crise que jamais imaginamos que o planeta iria enfrentar. As nações que vão poder melhor enfrentar as crises são aquelas com maior equilíbrio fiscal. E a gente vê exemplos ao lado do Brasil como Peru e Chile ou o próprio México com uma capacidade fiscal muito maior. O Brasil tem de recuperar capacidade fiscal para a próxima crise, que não vai levar 50 anos.

E quanto ao papel do Estado na crise?

Outra questão importante para aqueles que ficam discutindo se é liberal ou não é a importância do Estado. Em momentos dessa envergadura, espero que tenha ficado claro a importância de termos um Estado porque o mercado sozinho jamais seria capaz. Então, também, dentro desse contexto é a revalorização do Estado, do Ministério da Saúde e do SUS, que é um sistema com um tripé super bem organizado. O Brasil, sem o SUS, estaria numa situação muito mais caótica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AUTOMÓVEIS

Fim da euforia dos carros elétricos? Stellantis nada contra a maré e revive motores a diesel na Europa elétrica

15 de fevereiro de 2026 - 16:02

Montadora recalibra estratégia após freio nas vendas de elétricos e pressão da concorrência chinesa; entenda a nova cartada da Stellantis na Europa

A CRISE SE APROFUNDA...

Membros do conselho do Banco de Brasília (BRB) apadrinhados por Ibaneis Rocha e Reag renunciam ao cargo

15 de fevereiro de 2026 - 9:15

Ambas as indicações atribuídas ao fundo da Reag constavam na ata da reunião na qual os conselheiros foram eleitos, em março de 2025

CONVERSÃO DE DÍVIDA

Cosan (CSAN3) e Shell apresentam propostas para aumento de capital da Raízen (RAIZ4), diz jornal: entenda o que está na mesa

14 de fevereiro de 2026 - 10:50

A Cosan (CSAN3) e o BTG Pactual (BPAC11), por meio de fundos, apresentaram uma proposta à Shell de reestruturação da Raízen. Já a inglesa Shell devolveu com um novo plano

WILL BANK

Tem até R$ 1 mil no will bank? Veja como receber o dinheiro de volta direto pelo aplicativo

14 de fevereiro de 2026 - 10:00

Fundo Garantidor de Crédito (FGC) vai antecipar o pagamento de até R$ 1 mil a credores do will bank pelo app do banco; veja o passo a passo para resgate

VENTOS FAVORÁVEIS

O bilhão da virada: Log (LOGG3) anuncia negócio histórico e JP Morgan ainda vê potencial de 21% de alta para as ações

13 de fevereiro de 2026 - 19:37

LOGG3 foi promovida para “compra” com preço-alvo em R$ 34; banco cita o início do ciclo de cortes na taxa básica como um dos principais gatilhos para o papel

GLOW UP

Depois de melhor ano da história, Riachuelo (RIAA3) irá retomar expansão de lojas em 2026 — conheça os planos da varejista

13 de fevereiro de 2026 - 17:30

Para 2026, a expectativa é de 15 novas unidades Riachuelo, em postos que já estão praticamente fechados, disse Miguel Cafruni, diretor financeiro, em entrevista ao Seu Dinheiro. 

TELECONFERÊNCIA COM ANALISTAS

Vale (VALE3): superamos todas as metas previstas para 2025, diz CEO – veja o que impulsionou o resultado, apesar da queda do preço do ferro

13 de fevereiro de 2026 - 16:59

Executivos destacam desempenho operacional recorde em teleconferência, apesar do prejuízo contábil no 4T25

DO TOMBO AO TOPO

A redenção da Eneva (ENEV3): após derreter na bolsa, ação lidera ganhos do Ibovespa com novos valores para leilão. Vale comprar agora? 

13 de fevereiro de 2026 - 14:32

Os papéis da companhia chegaram a subir mais de 8% nesta sexta-feira (13) com a revisão do preço-teto do leilão de reserva

DESAGRADOU MESMO?

Vale (VALE3) teve resultado sólido no 4T25, segundo analistas. Por que o mercado pune a mineradora e as ações caem mais de 1%?

13 de fevereiro de 2026 - 11:44

Os papéis da mineradora acumulam ganho de 22% em 2026; saiba se ainda há espaço para mais ou se VALE3 chegou ao topo da valorização para o ano

DESVALORIZADA

A conta do rebaixamento da Raízen (RAIZ4) chegou e é de R$ 11 bilhões: entenda o que motivou o impairment

13 de fevereiro de 2026 - 11:26

Com os recentes rebaixamentos feitos por agências de classificação de risco, a produtora acredita que será mais difícil vender ativos, recuperar créditos fiscais e até pegar crédito no mercado, já que perdeu o grau de investimento

MOMENTO DELICADO

Prestes a ser privatizada, Copasa (CSMG3) vê renúncia de presidente do conselho após delação premiada relacionada à Aegea

13 de fevereiro de 2026 - 10:47

A renúncia acontece em um momento sensível para a empresa, que atravessa processo de privatização por meio de oferta de ações na Bolsa

BALANÇO

IRB (IRBR3) lucra mais e promete a volta dos dividendos — mas fantasma da fraude reaparece com cobrança milionária de investidores

13 de fevereiro de 2026 - 9:59

Seis anos após crise contábil, resseguradora tenta consolidar virada enquanto enfrenta novas arbitragens de acionistas

BALANÇO DO 4T25

Vale (VALE3) tem prejuízo líquido de US$ 3,844 bilhões no 4T25, mas papéis sobem no after em Nova York

12 de fevereiro de 2026 - 20:38

Projeções da Bloomberg indicavam expectativas mais altas de receita e Ebitda, depois do recorde de produção e da volta ao topo do ranking global de minério

EFEITO DOMINÓ

S&P acende sinal amarelo após rebaixamentos da Raízen (RAIZ4) e muda perspectiva da Cosan (CSAN3) para negativa

12 de fevereiro de 2026 - 17:50

Com a Raízen afundando para a faixa de alto risco, a S&P passou a ver mais incertezas e riscos financeiros para a controladora

PRESSÃO NA CARTEIRA

A inadimplência do Banco do Brasil (BBAS3) subiu — e Novonor, ex-Odebrecht, é responsável por R$ 3,6 bilhões, diz site

12 de fevereiro de 2026 - 17:07

Antiga controladora da petroquímica teria sido responsável por evento pontual que pressionou indicador do BB, diz Money Times

PROVENTOS NO RADAR

Ambev (ABEV3) sobe mais de 4% apesar do lucro menor no 4T25; dividendos entram na conta. Vale comprar agora?

12 de fevereiro de 2026 - 16:10

Mesmo com pressão sobre volumes e margens, ABEV3 avança embalada por JCP e pelo humor do mercado; bancos divergem sobre o balanço

MELHOR ANO DA HISTÓRIA

Riachuelo (RIAA3): Após números do 4T25 baterem expectativas, é hora de comprar?

12 de fevereiro de 2026 - 16:07

As ações da ex-Guararapes reagem positivamente ao balanço do quarto trimestre de 2025, com o melhor ano da série histórica para a varejista de moda

TROCA DE MÃOS

Petrobras decide não exercer direito de preferência pela Braskem (BRKM5): quem é a IG4, nova controladora da petroquímica

12 de fevereiro de 2026 - 15:05

A Petrobras optou por não comprar a parte da Novonor para se tornar dona sozinha da petroquímica, nem vender sua própria fatia na mesma operação

A FATURA DA CRISE

A conta do Master chegou: Banco do Brasil (BBAS3) vai desembolsar R$ 5 bilhões para socorrer o FGC, diz diretor

12 de fevereiro de 2026 - 14:31

FGC impõe reforço extraordinário e eleva contribuição anual dos bancos para recompor liquidez; entenda o impacto para o BB

VEM A VIRADA?

Esqueça o ROE de 20%: “Sabíamos que seria impossível”, diz diretor do Banco do Brasil (BBAS3) — ele também afastou o sonho de dividendos extraordinários

12 de fevereiro de 2026 - 13:51

Administração fala em “low teens” para o ROE e prioriza ajuste da carteira antes de aumentar remuneração ao acionista

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar