O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com queda de cerca de 20% no preço das ações desde o IPO, a construtora Mitre Realty entregou bons resultados no 3º trimestre e atingiu 75% da meta inicial de lançamentos para o ano; a partir de 2021, objetivo é estabilizar em seu “tamanho ideal” e focar em rentabilidade e dividendos, diz o presidente Fabrício Mitre.
Primeira empresa a fazer IPO na B3 em 2020, ano mais prolífico para ofertas iniciais de ações na bolsa brasileira desde 2007, a construtora Mitre Realty abriu capital num mundo muito diferente.
A empresa chegou à bolsa no dia 5 de fevereiro após captar R$ 1,18 bilhão num bem-sucedido IPO, com alta demanda e ações precificadas a R$ 19,30 no topo da faixa indicativa. No primeiro dia de negociação, as ações chegaram a valorizar 7,77%, fechando a R$ 20,80.
O ano começava com o pé direito para a companhia, que buscava recursos para acelerar lançamentos por meio da compra de terrenos e alocação de recursos para a construção. A meta de lançamentos para 2020 era da ordem de R$ 1,2 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV).
Porém, no fim de fevereiro, a chegada do coronavírus no Ocidente caiu como uma bomba sobre os mercados, mudando completamente as perspectivas para o resto do ano. Do IPO até o seu pior momento, as ações da Mitre derreteram 50%.
Assim como aconteceu com outras incorporadoras, cujas ações também estiveram entre as mais impactadas pela pandemia, os negócios da Mitre ficaram praticamente paralisados com as medidas de distanciamento social implementadas por prefeituras e governos estaduais.
Durante a primeira metade do ano, a companhia focada em imóveis residenciais na Grande São Paulo - principalmente na capital - não fez um lançamento sequer. Mas no segundo semestre foram oito lançamentos, totalizando R$ 900 milhões em VGV, o equivalente a 75% da expectativa inicial para o ano.
Leia Também
Foram quatro empreendimentos do segmento de alta renda Haus Mitre e outros quatro do segmento de média renda Raízes. Os resultados no terceiro trimestre, quando foi lançada metade dos empreendimentos, foram fortes e agradaram o mercado.
A construtora atingiu um lucro líquido de R$ 23 milhões, crescimento de 300% ante o mesmo período do ano passado e 130% frente ao segundo trimestre. A margem bruta atingiu 39,5% e o indicador Vendas Sobre Oferta (VSO) foi de 56%.
“Dados o tamanho da crise e os números da economia, fomos muito bem”, avalia Fabrício Mitre, presidente da companhia. Mesmo com a recuperação e as boas perspectivas para o setor imobiliário, porém, as ações da construtora ainda negociam 21% abaixo do valor do IPO.
A partir do ano que vem, a Mitre espera estabilizar seu valor de lançamentos em torno de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões, o que seu CEO considera como “o tamanho ótimo da companhia”.
“Nos últimos dez anos, tivemos um dos maiores retornos sobre capital do setor, e queremos continuar assim”, diz Mitre.
A seguir, você confere os principais trechos da minha entrevista do Fabrício Mitre, CEO da Mitre Realty, na qual conversamos sobre a vida depois do IPO, o cenário de juros baixos e as expectativas para o negócio, tendo em vista os riscos da economia.
Eu vejo São Paulo com uma demanda forte, e há alguns motivos para isso. O principal, para o mercado como um todo, é a queda na taxa de juros. Há poucos anos, falávamos de uma taxa, nos financiamentos, de 11%, 12% mais TR [Taxa Referencial]. Hoje falamos de algo por volta de 5,5%, 6%. É uma mudança enorme, estrutural, que já aconteceu. Acho que mudamos de patamar.
O mercado de baixa renda sempre teve uma taxa subsidiada, sem muita correlação com os juros de mercado. Os mercados de média e alta renda, onde atuamos, não. Nesses não tem subsídio, então de fato as taxas mudam quando o juro cai. E essa mudança foi muito importante.
Neste ano, lançamos quatro empreendimentos de cada segmento, totalizando R$ 900 milhões, com VSO bastante expressiva e, ainda assim, ganhando margem. A mudança no patamar da taxa de juros traz gente nova para o mercado. Se antes um casal, para comprar um apartamento e financiar R$ 300 mil, precisava de uma renda por volta de R$ 13 mil ou R$ 14 mil, agora basta ganhar em torno de R$ 8 mil a R$ 9 mil.
Devido às taxas baixas, também vemos o investidor retornando ao mercado imobiliário. Em um cenário de CDI em torno de 2%, o imóvel em São Paulo pode render de 4,5% a 5,5% de aluguel, fora a valorização do bem. No segmento Haus Mitre, o investidor compra sobretudo as unidades compactas, de 20 a 25 metros quadrados, e que respondem por 20% do nosso negócio.
Fora isso, a pandemia teve um efeito curioso: 60% das famílias passaram a dizer que queriam comprar um imóvel nos próximos 12 meses. Um número nunca visto numa pesquisa como essa. A pandemia trouxe algumas mudanças, como um convívio maior da família dentro de casa, e a mudança da percepção relativa de valor do imóvel ante os outros bens. As famílias perceberam que morar bem é a coisa mais importante, e não viajar ou ter um bom carro. Isso também aumentou a demanda.
Essa vontade de comprar apartamento trouxe o fenômeno do “fly to quality” [“voo para a qualidade”]. Isso foi muito favorável para os novos empreendimentos, que são mais modernos e têm áreas comuns melhores. Estamos ampliando os espaços de coworking nos empreendimentos e pensando muito na infraestrutura de dados, para suportar um aumento da utilização. Estamos incorporando home office em todos os empreendimentos, criando áreas separadas para entrada e saída de entregas sem contato e salas interativas para as crianças. Antes era brinquedoteca, mas agora esses espaços provavelmente serão usados também para cursos, aulas etc.
Então mais pessoas passaram a querer mudar de apartamento e viram que esta é uma boa hora, porque os preços em São Paulo estão bastante defasados nos últimos seis anos, quando tiveram alta de apenas 2% ao ano. Vamos ter alguns bons anos de demanda, por essas razões.
No segmento Raízes, vendemos os imóveis compactos para o ocupante final, que geralmente são pessoas que moram sozinhas, casais jovens e sem filhos e, em menor grau, idosos. Por exemplo, recentemente lançamos um empreendimento no bairro de Vila Matilde (Zona Leste de São Paulo) e um casal comprou um apartamento. No dia seguinte, eles levaram a mãe de um dos dois para conhecer, e ela acabou comprando um studio no mesmo empreendimento.
No segmento Haus Mitre, vendemos uma parte dos imóveis compactos para esse tipo de ocupante final e outra parte para investidores. Estes alugam principalmente para jovens que desejam uma vida com maior flexibilidade, num imóvel bem localizado, em um bairro bem servido de transporte público.
O IPO nos tornou mais eficientes e com mais responsabilidade para entregar resultados, porque hoje nós temos mais de 16 mil sócios. Felizmente, a parte de governança interna, processos e controles sempre foi muito bem feita, por isso conseguimos fazer o IPO em tempo recorde. Então essa parte mudou pouco.
Mas agora damos uma atenção mais forte ainda às margens, à geração de resultados, e somos uma companhia com sistema de partnership (sociedade). Ou seja, os principais executivos são sócios. Com mais sócios e tendo um patrimônio relevante, a busca por performance é maior.
O IPO também barateou o nosso custo de capital e trouxe mais demanda para os nossos produtos, pois mais pessoas começaram a conhecer a empresa. Também aumentou muito a procura de quem quer trabalhar na empresa. Nós temos um programa forte de estágio e trainee, e estamos com 20 mil inscritos para 20 vagas.
Nós vínhamos entregando resultados sistematicamente, com previsão de lançar R$ 1,2 bilhão neste ano, se não tivesse ocorrido a pandemia. Vamos conseguir terminar o ano com R$ 900 milhões em lançamentos, 75% do previsto. Dado o tamanho da crise e os números da economia, fomos muito bem. E ainda estamos com baixíssima alavancagem e um dos maiores landbanks (banco de terrenos) de São Paulo, no valor de R$ 4,8 bilhões. É o suficiente para uns três anos de lançamentos tranquilamente.
Quando a gente olha para o setor imobiliário como um todo, ele teve uma queda até maior do que a das nossas ações, em razão da pandemia. Mas cenário econômico a gente não controla. O nosso foco é fazer os melhores produtos de cada bairro. Não precisamos que o mercado cresça, mas sim sermos melhores que a concorrência, que o resultado vem.
É bom destacar que a gente tem como alvo, a partir do ano que vem, estabilizar a companhia entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões por ano em lançamentos e pagar bastante dividendo. Imaginamos que este seja o tamanho ótimo da companhia. O mercado já mostrou que crescer demais traz complicações e deseconomias de escala. É preciso saber o tamanho certo da empresa para operar de forma lucrativa. Nos últimos dez anos, tivemos um dos maiores retornos sobre capital do setor, e queremos continuar assim.
Essa crise foi horrível para o mercado de trabalho, e infelizmente os mais afetados foram os trabalhadores de menor renda. Apesar de serem efeitos negativos da crise, estão mais concentrados no segmento de renda mais baixa. No nosso caso, como produzimos para média e alta renda, sentimos um impacto menor.
Banco de Brasília apresentou na sexta (6) o plano para capitalizar a instituição após perdas com ativos do Banco Master; veja o que explica a queda da ação nesta segunda (9)
O BTG Pactual vê fundos ainda subalocados no papel, retorno esperado mais modesto e poucas razões para aumentar a aposta no curto prazo
Resultado do quarto trimestre fecha uma sequência de trimestres recordes e reforça a mensagem do banco: a rentabilidade elevada veio para ficar
Além das mortes, cerca de 200 casos de problemas no pâncreas estão sendo investigados pela agência
A Fitch estima que a companhia tenha cerca de R$ 10,5 bilhões em dívidas com vencimento nos próximos 18 meses, o que amplia o risco de refinanciamento
ROE do banco avança, mas analistas alertam para um “teto” que pode travar novas altas das ações BBDC4 na bolsa
A produtora de etanol enfrenta alto endividamento, com a dívida líquida atingindo R$ 53,4 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/26, e busca alternativas para sair do sufoco
Depois de um balanço forte no 4T25, o banco avalia captar recursos na B3; entenda os planos do Pine
Pressão financeira, plano mais detalhado e menos espaço para recuos explicam por que analistas veem maior chance de execução agora
O banco fechou o quarto trimestre de 2025 com um lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,59 bilhões. Veja os destaques do balanço
O montante da dívida em jogo é estimado em R$ 1,2 bilhão, tendo como credores nomes como BTG Pactual, Prisma, Farallon e Santander
Segundo o CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni, o projeto marca a expansão da presença da companhia na região
Grupo tenta coordenar reação dos investidores após pedido de recuperação judicial e decisão do TJ-SP que bloqueou R$ 150 milhões da empresa
Autuação cita descarga de fluido de perfuração no mar; estatal tem 20 dias para pagar ou recorrer, enquanto ANP libera retomada da perfuração
Banco do DF diz que ações são preventivas e que eventual aporte ainda depende do desfecho das investigações
Segundo a estatal, alienação de ativos ociosos começa em fevereiro e pode arrecadar até R$ 1,5 bilhão para fortalecer investimentos e sustentabilidade da empresa
Jovem de 18 anos fatura R$ 1,6 milhão em apenas um mês com o Beerzooka, acessório para bebidas criado com impressora 3D
Para 2026, a gigante automobilística busca um aumento na receita líquida e na margem ajustada de lucro operacional; UBS diz se a ação ainda vale a pena
Às vésperas dos resultados da safra 2025/2026 (3T26), a corretora rebaixou a Raízen e manteve cautela com o setor sucroenergético, por isso, a aposta do segmento veio com ressalvas
De acordo com vazamentos de sites especializados, a versão mais acessível do iPhone 17 deve ser lançada ainda no mês de fevereiro.