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2020-07-09T10:17:02-03:00
Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
CEO do Seu Dinheiro. É CFP® (Certified Financial Planner). Tem graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa. Foi Diretora de Conteúdo e editora-chefe do Seu Dinheiro, editora de Economia do G1 e repórter de O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e do portal IG.
REFORÇO DE CAIXA

IRB fará aumento de capital de até R$ 2,3 bilhões com garantias de Itaú e Bradesco

Segundo o comunicado, o Bradesco e Itaú, que são acionistas da empresa, se comprometeram a acompanhar o aumento de capital com investimento somado de, no mínimo, R$ 615 milhões.

9 de julho de 2020
9:08 - atualizado às 10:17
Executivos do IRB em cerimônia do IPO da empresa
Executivos do IRB em cerimônia do IPO da empresa - Imagem: B3

O IRB Brasil anunciou nesta quinta-feira (09) que fará um aumento de capital de até R$ 2,3 bilhões. A capitalização foi aprovada pelo conselho de administração da companhia e visa a buscar recursos para enquadrar a empresa em critérios da Superintendência de Seguros Privados (Susep) sobre cobertura de provisões e margens de liquidez regulatória. .

Segundo o comunicado, os braços de seguro do Bradesco e Itaú, que são acionistas da empresa, serão investidores âncoras no processo de capitalização. Ou seja, eles se comprometeram a acompanhar o aumento de capital com investimento somado de, no mínimo, R$ 615 milhões.

Os acionistas da empresa terão direito de preferência de subscrição e poderão manifestar seu interesse no processo entre os dias 14 de julho e 12 de agosto. Cada ação dará o direito de subscrição de 0,35938828 nova ação ordinária .

O preço das ações emitidas foi definido em R$ 6,93, cerca de 25% de desconto sobre o preço de fechamento no dia 8 de julho.

Reforço de caixa após crise

O aumento de capital em meio à uma reestruturação da empresa, que ocorre após o IRB ter sido alvo de uma série de escândalos que ferem as boas práticas de governança.

Em fevereiro, a gestora Squadra publicou uma carta questionando os dados financeiros do IRB. A seu ver, os números foram inflados para melhorar de forma artificial o resultado da companhia.

A ação do IRB desabou e, no primeiro momento, a companhia contestou a análise da Squadra. Em meio à baixa dos papéis, saiu na imprensa uma notícia de que a Berkshire Hathaway, o conglomerado de Warren Buffett, teria comprado ações da resseguradora, o que foi negado.

A diretoria da empresa foi alterada e a companhia abriu uma investigação interna. No final de junho, o IRB informou que encontrou uma fraude de R$ 60 milhões em bônus pagos a funcionários e os responsáveis pela disseminação da informação falsa sobre a venda de ações para Warren Buffett.

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