2020-03-10T12:30:11-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
troca de cadeiras

Ex-Smiles assume presidência da CVC após erros no balanço

Executivo será o novo CEO da operadora de viagens depois da empresa comunicar possíveis erros em provisões entre 2015 e 2019 na semana passada — papéis já desabaram 24%

6 de março de 2020
10:20 - atualizado às 12:30
Brasil, São Paulo, SP. 06/02/2014. Leonel Andrade, então presidente da Smiles posa para fotos durante entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. - Imagem: SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

A operadora e agência de viagens CVC trocou de diretor presidente, uma semana após divulgar que constatou um possível erro contábil nos balanços entre 2015 e 2019. O executivo Leonel Andrade assume o posto de Luiz Fernando Fogaça.  

Andrade era diretor-presidente do Smiles desde sua fundação, mas deixou a empresa em março de 2019, após um intenso processo de redução de valor da companhia promovido pela Gol na tentativa garantir a própria prosperidade — e que culminou na decisão de incorporar a empresa de programa de milhagem à estrutura da aérea.

O executivo assume o comando da CVC às vésperas da divulgação dos resultados financeiros de 2019, no próximo dia 12, e após a companhia informar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um impacto potencial de R$ 250 milhões na receita líquida entre 2015 e 2019. A cifra representa de 4% da receita total apurada no período.

Desde que comunicou os erros contábeis, as ações da CVC já desabaram 27% até o pregão desta quinta-feira (5), quando terminaram o dia cotadas a R$ 20. Veja como deve ser o dia dos mercados.

Segundo a CVC, os problemas estão ligados à contabilização de provisões. Ao contratar serviços turísticos, a companhia fez uma provisão dos valores a serem pagos aos fornecedores, mas as cifras podem não corresponder ao que foi transferido aos prestadores.

A empresa diz que eventuais ajustes não terão impactos sobre a geração e o saldo de caixa reportados nos balanços.

A divulgação dos erros se soma a uma série de notícias que têm abalado a CVC desde 2019. A quebra da Avianca, a menor demanda por viagens ao Nordeste por causa do vazamento de óleo nas praias da região e o surto de coronavírus já trouxeram enorme pressão aos papéis.

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