🔴 [NO AR] TOUROS E URSOS: QUEM BRILHOU DENTRO E FORA DA ECONOMIA EM 2025? – CONFIRA OS TOUROS DO ANO

Estadão Conteúdo

Setor em destaque

Estatais de saneamento querem flexibilizar regras para contratar empréstimos

Com regras mais fáceis para a entrada do setor privado, as estatais de saneamento querem que a concessão de empréstimos ao segmento seja menos rigorosa

Saneamento básico
Imagem: Shutterstock

Após a aprovação do novo marco legal do saneamento, empresas estatais do setor intensificaram uma ofensiva para convencer o governo federal a flexibilizar regras de contratação de empréstimos no setor público e abrir caminho aos financiamentos necessários para bancar investimentos vultosos nos próximos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, as operações de crédito dessas estatais ficam sujeitas aos mesmos limites e regulamentos seguidos por Estados e municípios, muitos deles com finanças comprometidas e com o pior selo de classificação de risco junto ao Tesouro Nacional.

As empresas querem que o Conselho Monetário Nacional (CMN) retire os financiamentos às estatais de saneamento do cálculo do limite de exposição dos bancos ao setor público, hoje de 45% do Patrimônio de Referência (PR). Elas também são contra contabilizar essas operações nos limites anuais para operações de crédito de Estados e municípios — neste ano, o teto de R$ 7,5 bilhões em contratos sem garantia da União foi rapidamente consumido.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a área econômica é contra e entende que é precipitado adotar um 'waiver' (exceção) para essas operações antes mesmo de saber qual será o montante necessário.

Além disso, a avaliação é que uma medida nesse sentido pode ir contra princípios da própria Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pois a contratação de empréstimos abre caminho para gastar mais, o que pode comprometer o cumprimento das metas fiscais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A avaliação das empresas estatais, por sua vez, é que a ausência de uma regra específica para o setor é um entrave para as companhias competirem de igual para igual com o privado. As companhias públicas dominam hoje o mercado de saneamento. Essa concentração, no entanto, é ameaçada pelo novo marco legal, que obriga os municípios a abrirem licitação e abre portas para as empresas privadas atuarem com mais força no segmento.

Leia Também

A pauta da flexibilização é levantada pela Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) e ganhou apoio do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR). Seria um tratamento semelhante ao dado a Petrobrás, Eletrobrás e suas subsidiárias e controladas, cujos financiamentos não precisam ser contabilizados pelos bancos na regra dos 45%.

"Estamos brigando no Conselho Monetário Nacional para realmente a gente conseguir com que o saneamento não entre no endividamento público", disse na semana passada o secretário nacional de Saneamento Básico do MDR, Pedro Maranhão.

"O que queremos é um leque para que as empresas possam trabalhar e ter essas opções. O objetivo do novo marco não é trazer novos esforços para buscar a universalização? Então, se esse for o trabalho, fantástico, temos que buscar ‘n’ opções", diz ao Estadão/Broadcast o presidente da Aesbe, Marcus Vinícius Fernandes Neves, que também chefia a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neves argumentou que as companhias públicas já enfrentam uma série de limitações em relação aos negócios privados. Por isso, segundo ele, é preciso que o governo "facilite" o máximo possível para equiparar as condições entre o público e o privado. "Por que uma empresa privada vai acessar a Caixa (Econômica) com juros mais baratos e eu não posso acessar porque tenho limitação que me considera pública, quando sou independente?", questionou o presidente da Aesbe.

A capacidade de as empresas injetarem novos recursos no saneamento é um dos pontos cruciais do novo marco. O texto, que aguarda a sanção do presidente Jair Bolsonaro, cobra comprovação de poder econômico-financeiro para fazer os investimentos necessários à universalização dos serviços. Se não conseguirem comprovar, perdem o negócio ou não conseguem fechar novos contratos.

Diagnóstico

Procurado, o Ministério da Economia informou que o pedido foi recebido, e a decisão cabe ao CMN.

"Neste momento, está sendo finalizado no âmbito do Ministério da Economia um diagnóstico sobre a situação fiscal e financeira dos Estados em face das complexas consequências da pandemia para que seja possível dimensionar eventual expansão do limite de exposição do sistema financeiro aos governos regionais. Isso é importante porque, como determina a LRF e resoluções do Senado Federal, os Estados devem ser garantidores das operações de crédito de suas respectivas estatais”, diz a nota. O MDR não respondeu até a publicação deste texto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O presidente da Aesbe afirmou que houve uma "evolução crescente" de gestão das companhias estaduais nos últimos tempos. "Nós temos visto avanços em várias questões. Muitas empresas que não tinham capacidade para grandes valores, hoje têm", disse. Para ele, se as empresas públicas de saneamento são independentes, trabalham com recursos próprios e têm capacidade para tomar empréstimos, não faz sentido que os empréstimos concedidos a ela entrem no "rol do endividamento público comum".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EMISSÃO DE AÇÕES

Prio (PRIO3) anuncia aumento de capital no valor de R$ 95 milhões após exercício de opções de compra de ações

2 de janeiro de 2026 - 14:00

Diluição dos acionistas deve ser pequena; confira os detalhes da emissão das novas ações PRIO3

ALÍVIO

Marisa (AMAR3) ganha disputa na CVM e mantém balanços válidos

2 de janeiro de 2026 - 13:20

Colegiado da CVM acolheu recurso da varejista, derrubou entendimento da área técnica e afastou a exigência de reapresentação de balanços de 2022 a 2024 e de informações trimestrais até 2025

PARA MELHORAR A SAÚDE

Dasa (DASA3) quer começar o ano mais saudável e vende hospital por R$ 1,2 bilhão

2 de janeiro de 2026 - 11:03

A companhia anunciou a venda do Hospital São Domingos para a Mederi Participações Ltda, por cerca da metade do que pagou há alguns anos

COMEÇANDO O ANO COM PÉ DIREITO

Por R$ 7, Natura (NATU3) conclui a venda da Avon Internacional e encerra capítulo turbulento em sua história

2 de janeiro de 2026 - 10:22

A companhia informou que concluiu a venda da Avon Internacional para o fundo Regent LP. O valor pago pela operação da marca foi simbólico: uma libra, cerca de R$ 7

ÚLTIMO GOLE

Cyrela (CYRE3) aprova aumento de capital de R$ 2,5 bilhões e criação de ações preferenciais para bonificar acionistas

1 de janeiro de 2026 - 15:49

Assembleia de acionistas aprovou bonificação em ações por meio da emissão de papéis PN resgatáveis e conversíveis em ações ordinárias, com data-base de 30 de dezembro

CREDORES

Ressarcimento pelos CDBs do Banco Master fica para 2026

31 de dezembro de 2025 - 17:08

Mais de um mês depois de liquidação extrajudicial do Banco Master, lista de credores ainda não está pronta.

VENDA ESTRATÉGICA

Cosan (CSNA3): Bradesco BBI e BTG Pactual adquirem fatia da Compass por R$ 4 bilhões, o que melhora endividamento da holding

31 de dezembro de 2025 - 14:15

A operação substitui e renegocia condições financeiras da estrutura celebrada entre a companhia e o Bradesco BBI em 2022

DAVI X GOLIAS

Petz e Cobasi: como a fusão das gigantes abre uma janela de oportunidade para pet shops de bairro

31 de dezembro de 2025 - 13:00

A união das gigantes resultará em uma nova empresa com poder de negociação e escala de compra, mas nem tudo está perdido para os pequenos e médios negócios do setor, segundo especialistas

MAIS UM PASSO NA REESTRUTURAÇÃO

Casas Bahia aprova aumento de capital próprio de cerca de R$ 1 bilhão após reestruturar dívida

31 de dezembro de 2025 - 12:19

Desde 2023, a Casas Bahia vem passando por um processo de reestruturação que busca reduzir o peso da dívida — uma das principais pedras no sapato do varejo em um ambiente de juros elevados

A HISTÓRIA DA RUÍNA EM DETALHES

Oi (OIBR3) não morreu, mas foi quase: a cronologia de um dos maiores desastres da bolsa em 2025

31 de dezembro de 2025 - 6:30

A reversão da falência evitou o adeus definitivo da Oi à bolsa, mas não poupou os investidores: em um ano marcado por decisões judiciais inéditas e crise de governança, as ações estão entre as maiores quedas de 2025

AS 10 MAIS

Cogna (COGN3), Cury (CURY3), Axia (AXIA3) e mais: o que levou as 10 ações mais valorizadas do Ibovespa em 2025 a ganhos de mais de 80%

31 de dezembro de 2025 - 6:13

Com alta de mais de 30% no Ibovespa no ano, há alguns papéis que cintilam ainda mais forte. Entre eles, estão empresas de educação, construção e energia

E PARTE AINDA NÃO FOI PAGA

R$ 90 bilhões em dividendos, JCP e mais: quase 60 empresas fazem chover proventos às vésperas da taxação

30 de dezembro de 2025 - 16:59

Um levantamento do Seu Dinheiro mostrou que 56 empresas anunciaram algum tipo de provento para os investidores com a tributação batendo à porta. No total, foram R$ 91,82 bilhões anunciados desde o dia 1 deste mês até esta data

ENDIVIDADA

Braskem (BRKM5) é rebaixada mais uma vez: entenda a decisão da Fitch de cortar o rating da companhia para CC

30 de dezembro de 2025 - 16:15

Na avaliação da Fitch, a Braskem precisa manter o acesso a financiamento por meio de bancos ou mercados de capitais para evitar uma reestruturação

CASO MASTER

S&P retira ratings de crédito do BRB (BSLI3) em meio a incertezas sobre investigação do Banco Master

30 de dezembro de 2025 - 14:41

Movimento foi feito a pedido da própria instituição e se segue a outros rebaixamentos e retiradas de notas de crédito de agências de classificação de risco

CRISE NA ESTATAL

Correios precisam de R$ 20 bilhões para fechar as contas, mas ainda faltam R$ 8 bilhões — e valor pode vir do Tesouro

30 de dezembro de 2025 - 13:00

Estatal assinou contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, mas nova captação ainda não está em negociação, disse o presidente

VAI PINGAR NA CONTA

Moura Dubeux (MDNE3) anuncia R$ 351 milhões em dividendos com pagamento em sete parcelas; veja como receber

30 de dezembro de 2025 - 12:25

Cerca de R$ 59 milhões serão pagos como dividendos intermediários e mais R$ 292 milhões serão distribuídos a título de dividendos intercalares

INGERÊNCIA POLÍTICA?

Tupy (TUPY3) convoca assembleia para discutir eleição de membros do Conselho em meio a críticas à indicação de ministro de Lula

30 de dezembro de 2025 - 11:32

Assembleia Geral Extraordinária debaterá mudanças no Estatuto Social da Tupy e eleição de membros dos conselhos de administração e fiscal

NEGÓCIOS DAS MULHERES

Fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes já impactou mais de 15 milhões de pessoas — e agora quer conceder crédito 

30 de dezembro de 2025 - 6:00

Rede Mulher Empreendedora (RME) completou 15 anos de atuação em 2025

RETORNO AO ACIONISTA

Localiza (RENT3) e outras empresas anunciam aumento de capital e bonificação em ações, mas locadora lança mão de ações PN temporárias

29 de dezembro de 2025 - 20:16

Medidas antecipam retorno aos acionistas antes de entrada em vigor da tributação sobre dividendos; Localiza opta por caminho semelhante ao da Axia Energia, ex-Eletrobras

INFORMAÇÃO FALSA

CVM inicia julgamento de ex-diretor do IRB (IRBR3) por rumor sobre investimento da Berkshire Hathaway

29 de dezembro de 2025 - 19:07

Processo surgiu a partir da divulgação da falsa informação de que empresa de Warren Buffett deteria participação na resseguradora após revelação de fraude no balanço

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar