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Renda fixa sem imposto

Eneva vai captar R$ 835 milhões com debêntures isentas de IR; veja as condições

Você pode emprestar dinheiro para a Eneva recebendo uma taxa que pode ficar acima da oferecida pelos títulos públicos e ainda com isenção de imposto de renda

Complexo Parnaíba, parque de geração de energia da Eneva
Complexo Parnaíba, parque de geração de energia da Eneva - Imagem: Divulgação

A empresa de geração de energia Eneva vai tomar dinheiro emprestado no mercado de capitais. A companhia pretende captar R$ 835 milhões por meio de uma emissão de debêntures.

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Você pode emprestar dinheiro para a Eneva recebendo uma taxa que pode ficar acima da oferecida pelos títulos públicos e ainda com isenção de imposto de renda. Isso porque as debêntures se enquadram na lei que concede benefício fiscal para captações destinadas a projetos de infraestrutura.

A Eneva pretende usar os recursos para financiar os projetos dos blocos de exploração de petróleo e gás natural do Parque dos Gaviões, além dos projetos de geração de energia termelétrica Parnaíba VI e Jaguatirica II.

Prazo e taxas

As debêntures serão emitidas em duas séries: a primeira tem prazo de vencimento de dez anos e a segunda de 15 anos. Isso significa que o investidor que precisar do dinheiro antes desse prazo terá de vender seus papéis no mercado.

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Para aumentar a liquidez dos papéis, a XP Investimentos foi contratada para fazer o trabalho de formador de mercado.

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Na primeira série, as debêntures da Eneva vão pagar ao investidor uma remuneração máxima equivalente à taxa do Tesouro IPCA (título público corrigido pela inflação) com vencimento em 2030 mais 1,05% ao ano ou 3,90% ao ano corrigido pela inflação.

Quem investir na segunda série das debêntures receberá juros de até 1,10% mais a taxa do Tesouro IPCA de 2035 ou 4,35% ao ano mais a inflação. Mas vale lembrar que a remuneração final pode ser menor dependendo da procura dos investidores pelos papéis.

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A empresa vai pagar os juros a cada semestre, no dia 15 dos meses de setembro e março de cada ano. O valor principal será pago em três parcelas nos últimos três anos antes do vencimento.

O principal risco de quem investe em títulos privados de empresas é um possível calote da dívida. Mas a emissão da Eneva foi considerada de baixo risco pela agência de classificação de risco S&P, que atribuiu nota "AAA" para as debêntures, a melhor possível dentro da escala da agência.

A empresa reservou um mínimo de 10% da oferta para os investidores de varejo. O período de reserva vai de 1º a 15 de setembro. Se a demanda superar esse percentual, poderá haver rateio. A liquidação da oferta está prevista para o dia 29.

A emissão é coordenada por Itaú BBA, BB Investimentos, Bradesco BBI, BTG Pactual e XP Investimentos.

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