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2020-08-25T11:26:43-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Renda fixa sem imposto

Eneva vai captar R$ 835 milhões com debêntures isentas de IR; veja as condições

Você pode emprestar dinheiro para a Eneva recebendo uma taxa que pode ficar acima da oferecida pelos títulos públicos e ainda com isenção de imposto de renda

25 de agosto de 2020
11:26
Complexo Parnaíba, parque de geração de energia da Eneva
Complexo Parnaíba, parque de geração de energia da Eneva - Imagem: Divulgação

A empresa de geração de energia Eneva vai tomar dinheiro emprestado no mercado de capitais. A companhia pretende captar R$ 835 milhões por meio de uma emissão de debêntures.

Você pode emprestar dinheiro para a Eneva recebendo uma taxa que pode ficar acima da oferecida pelos títulos públicos e ainda com isenção de imposto de renda. Isso porque as debêntures se enquadram na lei que concede benefício fiscal para captações destinadas a projetos de infraestrutura.

A Eneva pretende usar os recursos para financiar os projetos dos blocos de exploração de petróleo e gás natural do Parque dos Gaviões, além dos projetos de geração de energia termelétrica Parnaíba VI e Jaguatirica II.

Prazo e taxas

As debêntures serão emitidas em duas séries: a primeira tem prazo de vencimento de dez anos e a segunda de 15 anos. Isso significa que o investidor que precisar do dinheiro antes desse prazo terá de vender seus papéis no mercado.

Para aumentar a liquidez dos papéis, a XP Investimentos foi contratada para fazer o trabalho de formador de mercado.

Na primeira série, as debêntures da Eneva vão pagar ao investidor uma remuneração máxima equivalente à taxa do Tesouro IPCA (título público corrigido pela inflação) com vencimento em 2030 mais 1,05% ao ano ou 3,90% ao ano corrigido pela inflação.

Quem investir na segunda série das debêntures receberá juros de até 1,10% mais a taxa do Tesouro IPCA de 2035 ou 4,35% ao ano mais a inflação. Mas vale lembrar que a remuneração final pode ser menor dependendo da procura dos investidores pelos papéis.

A empresa vai pagar os juros a cada semestre, no dia 15 dos meses de setembro e março de cada ano. O valor principal será pago em três parcelas nos últimos três anos antes do vencimento.

O principal risco de quem investe em títulos privados de empresas é um possível calote da dívida. Mas a emissão da Eneva foi considerada de baixo risco pela agência de classificação de risco S&P, que atribuiu nota "AAA" para as debêntures, a melhor possível dentro da escala da agência.

A empresa reservou um mínimo de 10% da oferta para os investidores de varejo. O período de reserva vai de 1º a 15 de setembro. Se a demanda superar esse percentual, poderá haver rateio. A liquidação da oferta está prevista para o dia 29.

A emissão é coordenada por Itaú BBA, BB Investimentos, Bradesco BBI, BTG Pactual e XP Investimentos.

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