Empresários querem menos desigualdade, oportunidades iguais e eficiência estatal, dizem presidente da MRV e CEO da Localiza
Análise de conjuntura foi feita pelos empresários Rubens Menin, da MRV Engenharia, e Eugênio Mattar, da Localiza

A redução da desigualdade é condição para uma sociedade melhor e passa por criar igualdade de oportunidades e pela eficiência do Estado. A análise é dos empresários Rubens Menin, presidente do conselho da MRV Engenharia, e Eugênio Mattar, CEO da Localiza.
Fundadores do Movimento Brasil Maior, os dois apostam também no papel da sociedade civil e da filantropia para atingir esse objetivo. "A democracia é o melhor sistema político e o capitalismo o melhor sistema econômico, mas precisam ser aperfeiçoados. O Arminio (Fraga, ex-presidente do Banco Central) e outros têm falado muito sobre isso. Precisamos melhorar o sistema. O capitalismo gera riqueza e ela precisa ser melhor direcionada. Não tem jeito de você ter uma sociedade boa com uma desigualdade muito grande. Como mudar isso? A melhor forma é dar igualdade de oportunidades", disse Menin em entrevista nos bastidores da Conferência Converge Capital, no Rio.
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A visão dos empresários é que a filantropia no Brasil ainda é tímida e que há poucos projetos que despertem o interesse de doadores. A meta do Movimento Bem Maior - que tem ainda Elie Horn, da Cyrela, entre os fundadores - é dobrar o volume do investimento social privado doado no País de 0,2% para 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em dez anos. A principal aposta é em projetos voltados à educação na infância e na adolescência.
Questionados se é possível reduzir desigualdade em um contexto de Estado mínimo, os empresários defenderam que esse conceito se traduza em um Estado eficiente. "Estado mínimo é para ser máximo nas funções de Estado: educação, saúde e segurança", disse Mattar. Considerando a reforma administrativa importante porque o Estado é caro em relação ao que devolve à sociedade, eles entendem que a fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que comparou servidores públicos como "parasitas", foi "desfigurada".
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Os dois empresários se mostraram confiantes com o desenvolvimento do Brasil. Menin destacou o baixo patamar atual da taxa básica de juros, hoje em 4,25% ao ano. "Nunca trabalhei com uma taxa de juros tão benéfica. uma prestação com juros de 5% ao ano é muito menor que uma de 10% ao ano. é um fator novo e fator de crescimento sustentável. Nunca tivemos uma taxa de juros tão afável", afirmou ele, para quem 2020 será o ano da indústria da construção mais vai contribuir com o PIB.
Realizada hoje e amanhã, no Rio, a Converge Capital reúne membros de famílias investidoras, executivos, empreendedores e profissionais da área financeira brasileira e internacional para debater sobre como alinhar suas carteiras de investimentos às dimensões sociais e ambientais.
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