Em meio a crise e brigas internas, Grow retira patinetes de 14 cidades do País
Empresa de aluguel de bicicletas e patinetes sofreu nos últimos meses com falta de capital, disputas de poder, questões regulatórias e o alto custo das viagens em patinetes
Criada há um ano, a partir da fusão da mexicana Grin com a brasileira Yellow, a startup de mobilidade Grow nasceu já com a expectativa de se tornar rapidamente um "unicórnio" - como são conhecidas as empresas de tecnologia avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão. Mas a ambição não se concretizou. A empresa de aluguel de bicicletas e patinetes sofreu nos últimos meses com falta de capital, disputas de poder, questões regulatórias e o alto custo das viagens em patinetes, apurou o jornal O Estado de São Paulo. Esses fatores levaram o negócio a não cumprir a promessa de revolucionar o transporte urbano. Para sobreviver, agora a Grow irá no caminho contrário a que as startups estão acostumadas: dará uma freada brusca na operação.
Leitura recomendada: Aqui está um plano para para quem NÃO deseja esperar até os 65 para se aposentar, nem depender do governo.
Nessa quarta-feira, 22, a startup começou a recolher seus patinetes em 14 cidades do País - agora, vai passar a operar só em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Já o compartilhamento de bicicletas será interrompido em todo o País, para "checagem das condições de operação e segurança". Em nota, a Grow confirmou que fará demissões, embora tenha negado a revelar o número ao jornal O Estado de São Paulo, citando "razões estratégicas". O anúncio do freio nas operações da Grow é o segundo baque no mercado de micromobilidade no Brasil - há duas semanas, a americana Lime deixou de oferecer patinetes na América Latina.
Tropeços
Segundo pessoas próximas à Grow, a falta de capital afetou a saúde da empresa. Em 2019, havia expectativa de uma nova rodada de aportes - em abril, o jornal O Estado de São Paulo chegou a noticiar que a startup negociava investimentos de US$ 150 milhões liderados pelo grupo japonês SoftBank. A negociação não foi adiante, e a Grow ficou com o caixa prejudicado. Procurado, o SoftBank não comentou.
Pesou também a divisão entre os sócios brasileiros e mexicanos: desde o início, a Grin apostava nos patinetes. Já a Yellow via as bicicletas, de preços mais acessíveis, como porta de entrada de novos usuários. Havia uma questão estratégica: cofundador da Yellow, Eduardo Musa, foi presidente da Caloi. Os outros dois cofundadores da brasileira, Renato Freitas e Ariel Lambrecht, também fundaram a 99, primeira startup brasileira a se tornar unicórnio.
A queda de braço entre brasileiros e mexicanos foi vencida pela ala da Grin, com maior poder no conselho de administração após a fusão. Essas disputas internas teriam prejudicado o foco no negócio e levado Lambrecht a se afastar do dia a dia da empresa. A assessoria de imprensa da Grow disse que o executivo é apenas "fundador e acionista" da companhia.
Leia Também
Assim, toda a ala da Yellow deixou a operação - Freitas e Musa já não são sócios da empresa desde 2019. Em nota, a startup afirmou que a reestruturação "não se baseou em questões de liderança."
Dificuldades
Segundo fontes, houve também vários erros operacionais. O custo das corridas em patinetes - de R$ 8 para cada dez minutos - seria considerado alto pelos clientes. A expansão acelerada, de 4 para 17 municípios em apenas um ano, também não teria levado em consideração as particularidades de cada local. A falta de resistência e a difícil manutenção dos patinetes e das bicicletas, que têm muitas peças importadas, agravaram a situação.
Aposta para reduzir problemas e baratear a operação, a fábrica de bicicletas e patinetes na Zona Franca de Manaus não saiu do papel - o plano era entregar as primeiras unidades ainda no início de 2020. Questionada, a Grow disse que ainda avalia como seguirá com o projeto.
Por fim, a falta de regulamentação sobre o uso de patinetes e a falta de diálogo entre autoridades e startups levou à apreensão de patinetes na capital paulista, em julho.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
MEI: 4 golpes comuns no início do ano e como proteger seu negócio
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos
Depois do tombo de 99% na B3, Sequoia (SEQL3) troca dívida por ações em novo aumento de capital
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO
JP Morgan corta preço-alvo de Axia (AXIA3), Copel (CPLE6) e Auren (AURE3); confira o que esperar para o setor elétrico em 2026
Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano
O real efeito Ozempic: as ações que podem engordar ou emagrecer com a liberação da patente no Brasil
Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
A fabricante Randon (RAPT4) disparou na bolsa depois de fechar um contrato com Arauco e Rumo (RAIL3); veja o que dizem os analistas sobre o acordo
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev (ABEV3) desembolsa US$ 3 bi para reassumir controle de fábricas de latas nos EUA; veja o que está por trás da estratégia da AB InBev
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Ações da C&A (CEAB3) derretem quase 18% em dois dias. O que está acontecendo com a varejista?
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Shopee testa os limites de até onde pode ir na guerra do e-commerce. Mercado Livre (MELI34) e Amazon vão seguir os passos?
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor
Depois de Venezuela, esse outro país pode virar o novo “El Dorado” da Aura Minerals (AURA33)
A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?
A vez do PicPay: empresa dos irmãos Batista entra com pedido de IPO nos EUA; veja o que está em jogo
Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank
GM, Honda e grandes montadoras relatam queda nas vendas nos EUA no fim do ano; saiba o que esperar para 2026
General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados
Passa vergonha com seu e-mail? Google vai permitir trocar o endereço do Gmail
Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados
Smart Fit (SMFT3) treina pesado e chega a 2 mil unidades; rede planeja expansão para 2026
Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano
Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC
Instituição bancária que captou bilhões com títulos acima da média do mercado agora é alvo de investigações e deixa investidores à espera do ressarcimento pelo FGC
BTG Pactual (BPAC11) amplia presença nos EUA com conclusão da compra do M.Y. Safra Bank e licença bancária para atuar no país
Aquisição permite ao BTG Pactual captar depósitos e conceder crédito diretamente no mercado norte-americano, ampliando sua atuação além de serviços de investimento
Adeus PETZ3: União Pet, antigas Petz e Cobasi, estreia hoje novo ticker na B3
Os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet; eles receberão novos papéis e pagamento em dinheiro
Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos
As vendas da Tesla caíram 9% em 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior
Antiga Cobasi conclui combinação de negócios com a Petz e ganha novo ticker; veja a estreia na B3
A transação foi realizada por meio de reorganização societária que resultou na conversão da Petz em subsidiária integral da União Pet
TCU determina inspeção de documentos do BC sobre a liquidação do Banco Master
A decisão do órgão ocorre em período de recesso da Corte de Contas e após o relator do caso solicitar explicações ao BC
Ao deixar cargo de CEO, Buffet diz que Berkshire tem chances de durar mais um século
“Acho que (a Berkshire) tem mais chances de estar aqui daqui a 100 anos do que qualquer empresa que eu possa imaginar”, disse Buffett em entrevista à CNBC