O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Segundo Antonio Filosa, montadora manterá os investimentos de R$ 14 bilhões em novas fábricas, produtos e serviços no País
As montadoras foram atingidas em cheio pela crise causada pelo coronavírus. No Brasil, a demanda por veículos pode cair até 40% este ano, para 1,8 milhão de unidades. "Vamos retroceder 15 anos", afirmou na quinta-feira, 21, Antonio Filosa, presidente da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) para a América Latina, durante a série de entrevistas ao vivo Economia na Quarentena, do jornal O Estado de S. Paulo.
O executivo também afirmou que o grupo não tem "nenhuma intenção" de deixar o mercado brasileiro. Segundo ele, a montadora manterá os investimentos de R$ 14 bilhões em novas fábricas, produtos e serviços no País. Esses aportes, que estavam previstos para ser concluídos até 2024, deverão ser esticados até 2025.
A cadeia automotiva está em negociações com o governo e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para negociar liberação de crédito às empresas do setor. "A Anfavea (associação que reúne as montadoras) está trabalhando com o governo (para recursos para reforçar o caixa) e recebendo respostas positivas", afirmou.
Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.
Como o sr. vê a demanda por carros no País? Não se corre o risco de alta de estoques?
É o "x" da questão. Tivemos, em abril, queda de 90%, enquanto o mês de maio caminha para retração de 70% a 75%. No terceiro trimestre, a demanda deve cair entre 40% e 50% e, no quarto, de 20% a 30%. Assim, devemos fechar o ano com venda de 1,8 milhão de veículos, queda de 40% sobre 2019. Vamos retroceder 15 anos no nosso mercado, na soma do ano. Outro dado interessante é o da produção. A de abril foi menos de 2 mil unidades na indústria automobilística toda. Um dado tão baixo que leva a 1957.
Leia Também
Ou seja, pré-industrial...
Talvez essa seja a definição perfeita. Com a Medida Provisória 936, temos flexibilizado a jornada e os salários. Nós não vamos produzir todos os dias da semana. Teremos produções e paradas alternadas de acordo com a demanda.
Algumas montadoras já começaram a vender carros para pagar a primeira parcela em 2021. Isso ajuda?
Também temos programas comerciais nesse sentido, até porque essa é uma crise global. Dependendo dos estímulos de retomada da demanda e de como o governo se posiciona, a crise pode se arrastar mais, por até um ano e meio. Por isso, esses programas comerciais foram colocados. A gente protege o caixa do consumidor que precisa comprar o carro.
Até agora, o BNDES só concretizou a ajuda às aéreas, que vai ser subsidiada. Como está a negociação com as montadoras?
No começo da crise, identificamos dois problemas. O do trabalho e da flexibilização da jornada e o de caixa. O problema do trabalho foi resolvido. Já o segundo problema está em aberto. A receita caiu de forma dramática. É problema das montadoras, fornecedores e concessionárias. É uma cadeia de 7 mil empresas, que emprega 1,2 milhão de pessoas.
E o BNDES vai exigir contrapartida das montadoras? A Fiat está preparada para assumir compromissos?
O diálogo foi iniciado há mais ou menos um mês e teremos reuniões finais em alguns dias. É uma situação sem precedentes, porque empresas globais não têm como compensar o risco de um país com outra região do mundo. A Anfavea está trabalhando com o governo e recebendo respostas positivas. Mas até agora não houve nenhuma resposta concreta.
O BNDES disse que vai exigir que as empresas assumam o compromisso de ficar no Brasil...
A FCA, independentemente dessa mesa de negociação, nunca teve objetivo de sair do Brasil. Estamos no meio de um plano de investimento de R$ 14 bilhões para o Brasil e a América Latina. Revimos o tempo. Dentro do plano até 2024, já perdemos entre três e seis meses. O plano, que começou em 2018, continua em pé, mas com o 'timing' postergado entre 6 e 12 meses. Agora, estamos pensando em terminar o plano em 2025.
Como é explicar para a matriz o fato de o Brasil viver a crise do coronavírus e uma crise política?
Eu tenho a vantagem de fazer parte do conselho global de administração da empresa, que se reúne todos os meses. O nosso acionista italiano também viveu no Brasil e conhece muito bem o País, incluindo a capacidade única da economia brasileira de se reinventar depois de crises. E isso é associado ao nosso histórico de bons resultados tanto no Brasil quanto na América Latina.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Estudos indicam que quase 14% das empresas abertas no Brasil funcionam sem gerar lucro suficiente para honrar suas dívidas
O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
Em entrevista ao Money Times, Daniel Szlak fala sobre aceleração de capex, revisão de política de dividendos e a nova postura da companhia para aquisições
A contratação servirá para dar suporte ao plano aprovado pelo conselho de administração em novembro
Estado americano começa a testar modelo em que a inteligência artificial (IA) participa legalmente da renovação de prescrições médicas
Para o banco, desempenho tímido do setor em 2025 pode se transformar em alta neste ano com ciclo de juros menores
Presidente do TCU afirma que Corte de Contas não tem poder para “desliquidar” banco; veja a quem caberia a decisão
Mudança nos critérios de avaliação do banco sacode as ações do setor: Ânima vira top pick e dispara fora do Ibovespa, Cogna entra na lista de compras, enquanto Yduqs e Afya perdem recomendação e caem na bolsa
Relatório do Bank of America aponta potencial de valorização para os papéis sustentado não só pelos genéricos de semaglutida, mas também por um pipeline amplo e avanço na geração de caixa
João Ricardo Mendes, fundador do antigo Hotel Urbano, recebe novo pedido de prisão preventiva após descumprir medidas judiciais e ser detido em aeroporto
O bilionário avaliou que, mesmo com a ajuda da Nvidia, levaria “vários anos” para que as fabricantes de veículos tornassem os sistemas de direção autônoma mais seguros do que um motorista humano
O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO
Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano
Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor