🔴 ÚLTIMO DIA: FAÇA PARTE DA PRIMEIRA TURMA DA ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA –  QUERO PARTICIPAR

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

entrevista

‘As pessoas não vão deixar de viajar’, diz Tristão, do Airbnb

No começo do ano, previa-se que a empresa abriria o capital, mas, com a pandemia, a companhia demitiu 25% de seus funcionários

Celular acessa o Airbnb
Airbnb - Imagem: Shutterstock

A indústria do turismo foi uma das primeiras a sentir o impacto da crise causada pelo coronavírus - estimativas alertam para um encolhimento de até 30% no setor global. O cenário é bem diferente do que imaginava o Airbnb, um dos principais nomes do setor no mundo. No começo do ano, previa-se que a empresa abriria o capital, mas a nova realidade mostrou-se mais dura: o Airbnb demitiu 25% de seus funcionários, incluindo gente no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por aqui, o comando da empresa está nas mãos de alguém que já passou por outras crises em empresas de tecnologia. Leonardo Tristão estava no Google na crise de 2008, e passou outros quatro anos no Facebook. Ainda assim, ele considera que a pandemia é a pior crise pela qual já passou na carreira.

Mesmo com os desafios e incertezas, ele afirma que as pessoas não vão parar de viajar, mas a maneira de como turismo vai se desenvolver no momento pós crise é diferente. Talvez seja a hora de esquecer Paris ou Londres - e quem sabe curtir um destino mais próximo, como uma chácara em Sorocaba.

Como foram os últimos três meses para o Airbnb no Brasil?

Difíceis e complexos, como para todos. A pandemia é algo que a nossa geração nunca viu. Por sermos globais, monitoramos o impacto desde janeiro. Quando o vírus chegou à Europa, foi o alerta de que não seria algo restrito à China. Nosso primeiro momento foi de respeitar e ter sintonia com as orientações das autoridades sanitárias. Criamos o protocolo de cancelamento, favorecendo o isolamento social. E mudamos nosso foco para entender os casos de uso do Airbnb. A atividade não parou e vimos sinais de segmentos que até cresceram durante o confinamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Houve tendências de crescimento detectadas? Quais?

Leia Também

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Sucessor de Warren Buffett diz como Berkshire Hathaway vai ganhar dinheiro com IA (a resposta não está só na bolsa)

FILHA DO DIVÓRCIO

Farm vale mais que a Azzas (AZZA3) na bolsa? Marca deve receber propostas neste mês após ruptura entre Arezzo e Soma, diz jornal

Estadias de longa duração, acima de 28 dias, na mesma cidade em que a pessoa mora - em especial, por locais maiores em centros urbanos. Houve crescimento de reservas de casas com 3 quartos ou mais durante a pandemia. Em abril, esse tipo de estadia cresceu 34% em relação ao mesmo período de 2019. Em maio, o crescimento foi de 42%. Ou seja, as pessoas estão usando o Airbnb para fazer isolamento. Fizemos um trabalho para que a comunidade adotassem políticas mais flexíveis e preços mais atrativos para reservas longas.

Qual é a expectativa de retomada de negócios no País, dado que cada Estado lida com a pandemia de uma forma e que talvez ainda não tenhamos chegado ao pico?

Se olharmos o comportamento do consumidor, vemos três tendências que fazem parte da retomada. Alguns sinais já aparecem aqui. Um é o turismo doméstico ultralocal. Cidades perto dos grandes centros ou de onde a pessoa vive são a bola da vez. As pessoas não vão parar de viajar. Elas vão procurar fazer viagens de carros e já vemos isso nos EUA. No Brasil, estamos medindo o interesse em viajar no volume de buscas na plataforma e isso já cresceu, quando olhamos para o verão de 2021. Isso leva ao que chamo de descentralização do turismo. Haverá menos turismo de massa e mais em cidades fora do eixo de turismo. A terceira tendência é aspecto de limpeza e higienização. Vemos cada vez mais hóspedes tentando entender do anfitrião questões de limpeza.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Haverá menos estrangeiros visitando o Brasil?

Acho que é cedo para cravar isso. Se for pelo câmbio, existe uma facilidade muito maior dos estrangeiros virem. Temos uma desvalorização que já chegou a 40%, então está barato Se o Brasil fizer o trabalho direito e arrumar casa na retomada, acho que o câmbio favorece.

Mesmo barato, ser o epicentro global da pandemia não parece muito encorajador...

Estamos falando de um período curto. Se a gente falar de Réveillon, não consigo ter sinais. Esperamos que até lá, o pico tenha ficado para trás. Se tiver uma segunda onda, é outro cenário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Airbnb vai entrar no mercado imobiliário tradicional de aluguel, como faz o QuintoAndar?

Não podemos especular. Hoje, os aluguéis estendidos de curta temporada cresceram, mas não saem do nosso modelo. Isso não indica que o Airbnb irá entrar num mercado mais tradicional.

O sr. já esteve em outros grandes empresas de tecnologia, como Facebook e Google e passou por crises. Essa é a pior delas?

Sem dúvidas. É a crise mais difícil, porque não é de um país ou de um segmento. Quando existe uma crise, uma recessão, você sabe que ela vai passar - vai durar dois, três trimestres. Há projeções de modelo que mostram possíveis sinais de retomada, comportamentos de consumo. Agora, é diferente. Cada dia parece um ano. É preciso entender e diagnosticar como priorizar o foco estratégico, porque tem um componente de incerteza e as empresas precisarão se adaptar muito rápido. O nosso planejamento não é anual. É mensal, porque todo dia tem uma dinâmica nova.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A mão de um robô humanóide quase toca na mão de um ser humano 5 de setembro de 2026 - 14:55
5 de setembro de 2026 - 13:22
Sede da Intelbras em São José, Santa Catarina 4 de setembro de 2026 - 17:42
Méliuz Bitcoin 4 de setembro de 2026 - 16:37
Montagem que traz ao fundo prédios da Casas Bahia, da Brakem, da Oi e do Pão de Açúcar. Ao centro, Tatiana Flores, advogada sócia do LDCM Advogados, e a frase: Epidemia de RJs na parte inferior da imagem 4 de setembro de 2026 - 15:33
Sede do IRB(Re) 4 de setembro de 2026 - 11:02
Sabesp pressão da água 4 de setembro de 2026 - 10:30
Revolut. 3 de setembro de 2026 - 16:24
Escritório do Banco Master. 3 de setembro de 2026 - 12:42
Maurício Viotti, diretor executivo da da Wiz Co (WIZC3). Foto Divulgação 3 de setembro de 2026 - 12:33
3 de setembro de 2026 - 9:08
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma mulher caminhando em direção a uma agência do Banco do Brasil, com o sol por trás 2 de setembro de 2026 - 15:08
Cachorro preto com mancha branca no peito sentado em sofá. 2 de setembro de 2026 - 13:20
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 2 de setembro de 2026 - 11:22
Cena do filme História de um Casamento com o logo da Azzas 2154 no meio 2 de setembro de 2026 - 10:19
Ações de saúde na B3 2 de setembro de 2026 - 10:19
Imagem criada por inteligência artificial contendo a logo da Vale, objetos de mineração e a bandeira da China 2 de setembro de 2026 - 6:01
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar