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Falando em Selic

Oxford Economics: pressão na inflação pela alta da carne não vai impedir BC de fazer novo corte de juros

Previsão da consultoria é que ocorra nova redução da taxa básica na reunião de fevereiro do Comitê de Política Monetária

Copom
Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, responsável por definir a Selic - Imagem: Raphael Ribeiro/BCB

A alta da carne, que pressionou a inflação em 2019, não vai impedir o Banco Central de fazer novo corte de juros, avalia a consultoria inglesa Oxford Economics.

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A previsão da casa é que ocorra nova redução da taxa básica na reunião de fevereiro do Comitê de Política Monetária (Copom), de 0,25 ponto porcentual.

A Oxford vê espaço ainda para cortes adicionais pela frente, mas acredita que esta deve ser a última redução, com a Selic ficando em 4,25%.

A Oxford destaca que o IPCA de 2019, que subiu 4,31%, acabou ficando acima da meta de inflação do BC, de 4,25%.

Mas a culpa foi quase que totalmente da carne, em meio a maior demanda da China por conta da febre suína.

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Apenas em dois meses, a carne subiu 28% no Brasil, observa a consultoria em relatório.

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"Nossas estimativas sugerem que esse choque adicionou 0,7 ponto porcentual ao IPCA", ressalta o economista da Oxford para a América Latina, Marcos Casarin. "Com a provável reversão deste choque nos próximos dois meses, esperamos que a inflação caia de volta para um nível abaixo da meta em 2020", completa.

A consultoria observa que o núcleo do IPCA (excluindo os preços mais voláteis), que ficou em 2,8% em 2019, permanece abaixo do centro da meta do BC. O relatório destaca ainda que a alta do dólar e o aumento da tensão no Oriente Médio nos últimos meses de 2019 também pesaram na inflação.

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