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As importações do Estado do Rio de Janeiro aumentaram 55% no primeiro trimestre do ano, impulsionadas pelas compras relacionadas ao combate da covid-19, que atingiram US$ 7,8 bilhões, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro

As importações do Estado do Rio de Janeiro aumentaram 55% no primeiro trimestre do ano, impulsionadas pelas compras relacionadas ao combate da covid-19, que atingiram US$ 7,8 bilhões, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). As exportações subiram 3%, para US$ 6,5 bilhões, resultando em um saldo negativo da balança comercial do Estado de US$ 1,3 bilhão.
O avanço das importações no período foi reflexo das aquisições de bens industriais (US$ 6,9 bilhões), que aumentaram 80%, com crescimento tanto nas compras de bens de capital quanto de bens intermediários, disse a entidade.
Entre os itens que tiveram mais destaque nas importações do primeiro trimestre estão máquinas e aparelhos mecânicos com função própria (aumento de 106%), incluindo máquinas para fabricação de máscaras de proteção respiratória; máquinas e aparelhos elétricos com função própria (aumento de 55%), que inclui controladores faciais com leitura de temperatura; e insumos de produção para indústria farmacêutica (38% de aumento).
Já o aumento das exportações fluminenses foi consequência do incremento de 17% nas vendas de produtos básicos (US$ 4,7 bilhões), sobretudo devido à alta demanda da Espanha e de Portugal pelo petróleo fluminense.
"Com alíquota de importação zerada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), produtos relacionados ao combate da Covid-19 tiveram grande peso no fluxo comercial. Isso demonstra como a indústria fluminense se posicionou e aproveitou os benefícios de importação para contribuir no combate ao novo coronavírus", explicou Giorgio Rossi, coordenador da Firjan Internacional.
Segundo a Firjan, de janeiro a março de 2020, o Rio de Janeiro registrou uma corrente de comércio de US$ 14 bilhões, uma participação de 15% no comércio exterior nacional, se mantendo como o segundo player do país com maior fluxo internacional, atrás apenas de São Paulo.
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