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2020-05-11T19:39:54-03:00
Estadão Conteúdo
SEGUNDA FASE DO AUXÍLIO

Caixa diz que aguarda calendário do governo para pagar 2ª parcela do auxílio

Inicialmente, o governo afirmou que o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial estava previsto entre os dias 27 e 30 abril.

11 de maio de 2020
17:12 - atualizado às 19:39
Pedro Guimarães
Novo presidente da Caixa, Pedro Guimarães - Imagem: Divulgação

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que o calendário da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 está em discussão com o presidente Jair Bolsonaro e será anunciado "muito em breve", com foco no combate às filas nas agências. Guimarães prometeu que na próxima etapa as "filas serão mais ordenadas", mas não garantiu acabar totalmente com as aglomerações. Guimarães participa nesta segunda-feira, 11, por videoconferência, de audiência pública da Comissão Mista de Acompanhamento de gastos com a covid-19.

"Nós já reduzimos drasticamente ou terminamos as filas nos últimos sete dias. Certamente é algo muito importante, um foco para a segunda parcela. Não posso adiantar (detalhes) porque estamos fechando ainda com o presidente da República. Vamos anunciar muito em breve", disse o presidente da Caixa aos parlamentares.

Diante das imagens de pessoas que chegam a dormir na fila para conseguir o auxílio emergencial durante a pandemia, Guimarães responsabilizou a "mídia" por "muitas vezes criar algo que não existe". Ele reconheceu que a primeira semana de pagamento do auxílio foi mais "intensa", mas agora diz que as filas foram reduzidas drasticamente.

"Não tem fila mais. E isso não é ontem, não, é desde quarta-feira da semana passada, quando estávamos pagando, sim. E, mesmo na semana passada, as filas terminavam 10h, 11h, 12h. São 4.200 agências. E, certamente, você vai ter 10, 20, 30, 50, 100 em que acaba 13h, 14h. Não é nem de perto uma situação em que as pessoas não vão receber (o auxílio). Se nós não falarmos a realidade fica difícil", declarou.

Inicialmente, o governo afirmou que o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial estava previsto entre os dias 27 e 30 abril. Depois, prometeu antecipar o pagamento, mas voltou atrás sobre a antecipação. O novo calendário para a liberação do benefício ainda não foi divulgado.

Em sua apresentação, Guimarães destacou que, até o momento, houve mais de 20 milhões de transações financeiras através da poupança social digital, criada como opção gratuita e isenta de cobrança de tarifas de manutenção para aqueles que querem receber o auxílio. Dessas transações, mais de 7 milhões ocorreram por meio de saque.

Na visão do presidente da Caixa, o número daqueles que optaram pelo saque do auxílio em espécie mostra "o público mais carente". "São as pessoas que precisam de auxílio mesmo para o saque. Temos 7 milhões de pessoas que irão, sim, para as agências", disse em referência às filas.

Guimarães afirmou que o Ministério da Cidadania deve receber dados da Dataprev, entre hoje e amanhã, com a resposta com a análise dos pedidos de auxílio para mais de 17 milhões de brasileiros. "Alguns poderão ser pagos, outros terão (o pedido) negado por algum motivo e alguns precisarão de mais tempo para análise", disse. "Assim que recebermos da Dataprev e do Ministério da Cidadania, precisaremos de dois dias para efetuar o pagamento."

'Impossibilidade matemática'

Guimarães afirmou também que o calendário da próxima parcela do auxílio emergencial de R$ 600 "está muito mais equilibrado" do que o anterior, mas não garantiu acabar totalmente com as filas nas agências. Os detalhes da segunda etapa do pagamento estão sendo fechados com o presidente Jair Bolsonaro.

"Dizer que a fila será zero é uma impossibilidade matemática", disse Guimarães na audiência. A reunião ocorreu por videoconferência.

No início do mês, o presidente da Caixa já havia feito comentário semelhante ao dizer que "não há possibilidade de pagar 50 milhões de pessoas em três semanas sem fila".

Hoje, Guimarães reforçou que a ordem de pagamentos da próxima etapa continuará a ser feita de acordo com o mês de aniversário do trabalhador, mas, agora, ocorrerá "em dias escalonados para não ter todo mundo na agência como aconteceu duas semanas atrás".

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