🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

análise

Por que a Bolsa sobe apesar da queda recorde do PIB? Os 5 pontos que animam o mercado financeiro

Percepção dos agentes financeiros é de que o pior já passou e que a economia brasileira não deve seguir as piores projeções do ápice da crise; abaixo você confere cinco tópicos importantes para o mercado sobre o PIB

Kaype Abreu
Kaype Abreu
1 de setembro de 2020
13:59 - atualizado às 19:46
Bolsa de valores de São Paulo
Bolsa de valores de São Paulo - Imagem: Shutterstock

O Ibovespa sobe mais de 2% nesta terça-feira (1), após a divulgação da queda de 9,7% do PIB brasileiro no segundo trimestre. Apesar da disparidade entre economia e bolsa (a alta é de quase 30% desde março), detalhes dos números do IBGE justificam parte do otimismo do mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Abaixo você confere cinco pontos positivos (ou menos ruins) que influenciaram a percepção do mercado sobre o PIB do período:

1. Auxílio emergencial

A queda do consumo das famílias foi de 12,5% no segundo trimestre, segundo o IBGE. Mas teria sido maior se não fosse o auxílio emergencial criado por governo e Congresso. “Isso injetou liquidez na economia”, disse Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Cerca de 4,4 milhões (6,5%) de domicílios no Brasil sobreviveram, em julho, apenas com a renda do auxílio emergencial, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O auxílio começou a ser pago em abril, e foi estabelecido em três parcelas de R$ 600. Em junho, o programa foi prorrogado por mais duas parcelas, no mesmo valor. Nesta terça-feira, o governo oficializou outra extensão com mais quatro parcelas de R$ 300 até o final do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo que o auxílio sustenta parte importante da economia, o mercado teme o descontrole da dívida do país - os gastos foram impulsionados com as medidas demandadas pela pandemia em um "Orçamento de guerra".

Leia Também

2. Avanço do agropecuária

Historicamente um setor forte para a economia brasileira, a agropecuária também ajudou a evitar uma queda ainda maior da economia brasileira. O setor avançou 1,6% na comparação anual, embora o PIB tenha caído 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

A economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, chama a atenção para a valorização do dólar - que beneficia as companhias exportadoras do setor. "A nossa Bolsa também tem muitas dessas empresas, que são atreladas a economia real", diz.

Também explica o avanço da agropecuária o fato de que as economias no exterior começaram o processo de reabertura antes do que no Brasil. Empresas do setor se viram beneficiadas enquanto o país ainda passava pelo auge da pandemia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

3. Otimismo com setor imobiliário

De acordo com os dados do IBGE, na comparação anual as atividades imobiliárias avançaram 1,4% - alta de 0,5% contra o trimestre anterior. A alta pode ser explicada, segundo Abdelmalack, pelo otimismo que se tinha com o setor de imóveis no ano passado. "Era visto como um dos drivers de crescimento da economia", diz.

O mercado estava em um lento processo de recuperação da crise anterior, mas via nos juros baixos a principal razão para acreditar que 2020 seria um bom ano.

Em tese, a Selic baixa pode atrair o investidor que busca maiores retornos e também reduz o custo dos financiamentos imobiliários - pois os juros do crédito também tendem a diminuir.

Vale ressaltar que a condição do juro baixo se mantém, e pode ser um dos motores de retomada econômica nos próximos meses. Ontem, o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) revelou que o mercado imobiliário na cidade de São Paulo voltou a crescer em julho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As vendas de apartamentos novos atingiram 4,3 mil unidades no mês - avanço de 45,5% em relação ao mês anterior e de 21,1% sobre o mesmo período do ano passado.

4. Retomada mais rápida que o esperado

No auge do pessimismo dos analistas, o tombo da economia brasileira estimado para este ano chegou a 9,1% em junho, para o Fundo Monetário Internacional (FMI). No dia 26 daquela mês, o Focus, do Banco Central, apontava baixa de 6,4%.

Mas a publicação, que compila projeções de cerca de uma centena de instituições financeiras a cada semana, tem mostrado que o mercado está mais próximo de acreditar em uma recuperação em "V" - de tombo e rápida retomada.

O diretor da corretora Mirae, Pablo Spyer, lembra que o dado do PIB é como um retrovisor, e o investidor olha para frente. "Os indicadores antecedentes de atividade econômica - entre eles, consumo de energia elétrica, tráfego de veículos pesados nas estradas, consumo de papelão ondulado - têm subido progressivamente desde abril", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta segunda-feira, o IHS Markit divulgou um dado que corrobora os exemplos do economista: o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial brasileiro atingiu nova máxima histórica em agosto, aos 64,7 pontos.

Quando acima dos 50 pontos, o PMI indica melhora nas expectativas dos empresários, com base em nível de produção, novas encomendas, entre outros.

5. Esperança nas reformas

Se antes da pandemia o mercado financeiro tinha as reformas como um dos guias para o otimismo, passado o ápice da crise o mantra retorna com um selo de ainda mais urgência.

Para o responsável pela área de renda variável da Vera Investimentos, Fabio Galdino, o governo também deveria estar com uma política "consistente" para a geração de emprego.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Mas precisa olhar em especial para a reforma administrativa - o governo precisa equalizar seus custos", afirma, elencando em seguida a reforma tributária.

A reforma administrativa ainda não foi enviada ao Congresso, já a primeira fase da reforma tributária foi enviada pelo governo em julho - embora já existissem PECs em discussão entre deputados e senadores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar