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O resultado confirma a recuperação da produção após o choque da pandemia, mas ainda em ritmo abaixo do ano passado
Com o maior volume mensal em dez meses, a produção das montadoras subiu 4,4% na passagem de agosto para setembro. No mês passado, 220,2 mil unidades (carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus) saíram das linhas de montagem. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (7) pela Anfavea, a entidade que representa a indústria nacional de veículos.
O resultado confirma a recuperação da produção após o choque da pandemia, mas ainda em ritmo abaixo do ano passado. Na comparação com setembro de 2019, a produção de veículos caiu 11%.
Ainda assim, desde novembro do ano passado, quando as montadoras produziram 227,5 mil unidades, a fabricação de veículos não alcançava patamar tão alto, o que, contudo, segue longe de reverter a queda no ano.
De janeiro a setembro, a produção de 1,33 milhão de veículos significou um recuo de 41,1% em comparação com os nove primeiros meses de 2019.
Desagregando os números por segmento, a produção de carros de passeio e utilitários leves, como picapes e vans, subiu 3,4% na comparação de setembro com agosto. Com isso, chegou a 208,8 mil unidades no mês passado. Frente a setembro de 2019, houve queda de 11% no segmento.
A produção de caminhões, de 9,4 mil unidades no mês passado, subiu 28,9% no comparativo com agosto e caiu 9,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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Além disso, completa a estatística a produção de 1,96 mil ônibus, o que representa um aumento de 14,3% em relação ao número de agosto. Na comparação com setembro de 2019, a produção de coletivos caiu 18,8%.
As vendas de veículos novos no País tiveram no mês passado o melhor volume do ano, com 207,7 mil unidades licenciadas, uma alta de 13,3% sobre agosto.
Desde fevereiro, quando as vendas somaram 201 mil unidades, até então o maior volume do ano, o mercado não passava dos 200 mil veículos, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.
Mesmo assim, o mercado segue abaixo do padrão de antes da crise. Na comparação com setembro de 2019, as vendas recuaram 11,6%. Já no acumulado de janeiro a setembro, a queda foi de 32,3%, com 1,37 milhão de veículos vendidos nos nove meses, segundo a Anfavea.
No segmento de carros de passeio e utilitários leves, como picapes e vans, as vendas do mês passado subiram 14,6% em relação a agosto e caíram 11,1% na comparação com setembro de 2019. Assim, 199,2 mil carros saíram das concessionárias no mês passado.
Além disso, as vendas de caminhões somaram 7,3 mil unidades no mês passado. Isso demonstrou uma queda de 9,5% na comparação com agosto e de 19,6% em relação a setembro de 2019.
Os emplacamentos de ônibus, de 1,2 mil unidades no mês passado, recuaram 17,6 % frente a agosto e 29% no comparativo anual.
As montadoras exportaram 30,5 mil veículos no mês passado, um volume 16,7% inferior aos embarques registrados no mesmo período de 2019.
Em relação a agosto, as exportações de veículos, que têm a Argentina como principal destino, avançaram 8,5%, conforme mostra o balanço divulgado nesta quarta pela Anfavea.
De janeiro a setembro, as montadoras embarcaram a mercados internacionais 207,3 mil veículos, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. O total é 38,6% menor do que o dos nove primeiros meses do ano passado.
Ainda assim, durante setembro, a indústria faturou US$ 693,2 milhões com exportações. A cifra também inclui os embarques de peças, motores e veículos desmontados, além das vendas internacionais das fábricas de tratores agrícolas, também associadas à Anfavea.
Além disso, o montante ficou 14,1% abaixo do registrado em setembro do ano passado. Contudo, isso supera em 3,8% o faturamento obtido com vendas a mercados internacionais em agosto.
No acumulado dos nove primeiros meses do ano, as exportações das montadoras alcançaram US$ 5 bilhões, com queda de 34% na comparação com igual período de 2019.
*Com Estadão Conteúdo
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