🔴 TOUROS E URSOS: A AÇÃO QUE QUASE DOBROU E FOI UM TOURO EM 2025 – ASSISTA AGORA

Quem precisa de shopping centers? E como ficam as ações do setor?

Tem gente dizendo que os shoppings estão com os dias contados e que 2020 pode ser o último ano que eles nos serão úteis para as compras de fim de ano. Será que isso é verdade?

23 de outubro de 2020
5:54 - atualizado às 14:33
Consumidores andam em shoppings centers | brMalls, shoppings, Iguatemi, Aliansce Sonae
Imagem: Shutterstock

Parece que a cada Natal que passa, eu ouço com mais frequência familiares dizerem: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Nossa, como esse ano passou rápido!"

Eu apenas aceno positivamente com a cabeça, mas fico pensando que essa é só mais uma daquelas frases que o pessoal inventa para puxar papo quando o assunto acaba. 

No entanto, desta vez será diferente. Neste Natal eu farei questão de responder com um sonoro "sim, e como passou rápido!"

Não sei se aconteceu o mesmo com você, mas essa coisa de ficar enclausurado deve ter mexido com o meu calendário biológico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não parece, mas lá se vão sete meses desde que começou a pandemia e já estamos pertinho do final do ano. 

Leia Também

Isso também significa que já nos aproximamos daquela rotina sagrada de ir ao shopping comprar algumas lembrancinhas para quem amamos. 

Bom, pelo menos era isso o que acontecia até o ano passado, porque tem gente dizendo que, por conta da pandemia, os shoppings estão com os dias contados e que 2020 pode ser o último ano que eles nos serão úteis para as compras de fim de ano.

Será que isso é verdade? E o que significa para as ações do setor?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Teoria da conspiração

A tese de muitos investidores é que, depois de conhecerem as maravilhas e praticidades do e-commerce no período da pandemia, os consumidores nunca mais vão gastar tempo e gasolina para ir aos shoppings.

E isso tem pesado bastante sobre as ações do setor, que estão entre as maiores quedas de 2020. 

Chart
Elaboração: Seu Dinheiro. Fonte: Yahoo! Finance

Mas será que essa tese faz sentido? Será que os shoppings realmente "já eram"?

Ou seria essa uma daquelas oportunidades únicas de se comprar ótimas ações por preços melhores ainda?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sinais vindos dos Estados Unidos

Se você acha que o pessimismo com o setor surgiu apenas depois da pandemia, saiba que há alguns anos muitos gestores já estavam ressabiados com o futuro dos shoppings no Brasil, o que ocasionou inclusive um péssimo desempenho das ações de janeiro até maio do ano passado na comparação com o Ibovespa.

Elaboração: Seu Dinheiro. Fonte: Economática

O medo deles era de que acontecesse por aqui o mesmo que nos Estados Unidos, onde muitos shoppings ficaram às moscas e foram obrigados a fechar as portas, à medida que os consumidores foram trocando as lojas físicas pelas facilidades digitais proporcionadas pela Amazon

Para esses investidores pessimistas, a pandemia apenas agravou a situação. Dadas as restrições à circulação e à aglomeração de pessoas, somada ao rápido avanço da penetração do e-commerce na vida dos consumidores nos últimos meses, a expectativa passou a ser de uma mudança ainda mais acelerada nesse processo de transição, o que derrubou as ações do setor.

Mas será que podemos assumir que o que aconteceu nos EUA se repetirá por aqui também?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil não é o Estados Unidos

Às vezes me parece que alguns gestores passam tempo demais em suas planilhas e tempo de menos visitando as companhias que analisam.

Assumir que acontecerá com os shoppings no Brasil o mesmo que aconteceu nos Estados Unidos implica que os modelos desse negócio nos dois países compartilham das mesmas características, o que está longe de ser verdade. 

Além de os principais shoppings brasileiros estarem normalmente localizados em regiões centrais e de fácil acesso para quem mora nas cidades – bem diferente dos EUA –, as motivações que levam as pessoas a visitarem os shoppings são muito distintas. 

Ao contrário do modelo norte-americano, no qual a maioria dos shoppings são locais destinados exclusivamente às compras, no Brasil os empreendimentos oferecem uma gama de produtos, serviços e experiências muito mais diversificadas, já que apenas 23% dos visitantes vão com o intuito de comprar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse comportamento fez com que os shoppings brasileiros adotassem um portfólio baseado muito mais em lazer, entretenimento e serviços do que em lojas, o que se torna um modelo muito mais difícil de ser substituído pelo e-commerce.

Fonte: Relações com investidores brMalls 

A situação dos shoppings norte-americanos é ainda pior quando comparamos a ABL (área bruta locável) por habitante nos Estados Unidos com relação ao Brasil. Há uma enorme sobreoferta de área nos Estados Unidos, o que já deveria pesar sobre o desempenho do setor no país mesmo sem a competição do e-commerce. 

Mas as diferenças não param por aí. Ainda poderíamos citar que o e-commerce no Brasil ainda encontra muitos problemas logísticos para deslanchar e que a penetração das vendas online por aqui não chega nem na metade do que é observado nos Estados Unidos, o que dificulta o "extermínio" das lojas físicas brasileiras. 

A paciência será bem recompensada

Antes de mais nada, é bom lembrar que o péssimo desempenho das ações do setor em 2020 indica que a maior parte dos investidores ainda continua muito pessimista com os papéis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois de ver a primeira teoria conspiratória contra os shoppings brasileiros falhar na primeira metade do ano passado, agora eles aguardam ansiosamente a sua tese finalmente vingar.

Mas quando perceberem que os shoppings brasileiros estão focados em serviços e entretenimento e que não vão ficar às moscas mesmo com o aumento do e-commerce, a tendência é ver os ativos do setor sendo re-precificados para níveis bem mais próximos de antes da pandemia. 

No entanto, é bom deixar claro que isso não vai acontecer da noite para o dia. Muitas pequenas lojas ainda vão fechar as portas, as renegociações de aluguéis com os lojistas que sobrarem serão complicadas e tudo isso ainda deve continuar pesando sobre as companhias no curto prazo.

Ainda assim, dada a queda expressiva no ano e a qualidade dos shoppings listados em Bolsa, entendemos que esta é uma situação em que a paciência será muito bem recompensada. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de gostarmos do setor em geral nos preços atuais, temos preferência por duas companhias em especial.

A primeira focada nas classes A e B, com um portfólio de lojas muito sólidas para atravessar esse momento delicado sem grandes sustos. A outra com um portfólio um pouco menos resiliente, voltado às classes B e C, mas cujas ações também sofreram bem mais no ano, e possuem potencial igualmente maior de valorização à medida que o setor se recuperar. 

Essas duas oportunidades foram indicações recentes do Empiricus FIRE®, que aliás está com uma oferta muito legal. 

Além das publicações semanais com indicações como essa dos shoppings, a série está oferecendo hoje um e-book gratuito sobre como atingir a sua liberdade financeira e um curso em vídeo com o passo a passo para se tornar um investidor completo, mesmo para aqueles que estiverem começando agora. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fica aqui o convite para quem quiser conhecer a série e todas essas vantagens. 

Um grande abraço e até a próxima!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

APÓS UMA DECISÃO JUDICIAL

Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana

21 de dezembro de 2025 - 11:30

O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo

DESTAQUES DA SEMANA

Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques

20 de dezembro de 2025 - 16:34

Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar