O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A verdade é que o mercado não está nem aí para o preço que você pagou na ação para decidir se um papel está caro ou barato, então por que você deveria basear a sua análise nele?
R$ 3,55. Esse preço tem algum significado pra você?
Eu aposto que não.
Mas pra mim ele era a razão de dias de alegria ou de tristeza, na época em que estreei na bolsa comprando as ações da Marcopolo (POMO4) por R$ 3,55 – a nota de corretagem ainda está guardadinha:

Com o preço de entrada ancorado na minha cabeça, bastava POMO4 cair para próximo dos R$ 3,00 que logo surgia a sensação de que a ação estava barata demais e de que valia a pena até comprar mais um pouquinho para reduzir o preço médio.
Se a ação disparava para perto dos R$ 4,00, o dedo já ficava no gatilho para colocar o lucro no bolso, afinal de contas POMO4 já estava ficando "cara demais" sob a óptica de quem tomou os papéis por R$ 3,55.
Se você já comprou ações deve saber muito bem do que estou falando: o preço de entrada exerce uma influência muito maior do que deveria quando estamos decidindo se é hora de comprar mais ou de vender uma ação.
Leia Também
Mas será que existe algum sentido em se estipular a atratividade de um ativo pelo preço que você pagou por ele?
A verdade é que o mercado não está nem aí para o preço que você pagou na ação para decidir se um papel está caro ou barato, então por que você deveria basear a sua análise nele?
Além de não fazer sentido algum, esse tipo de ancoragem ainda pode levar você a prejuízos enormes.
O problema de focar muito no preço de entrada é que ele acaba virando uma barreira psicológica.
Tem muita gente que deixa de vender uma ação com perspectivas horrorosas pela frente pelo simples fato de que ela está "abaixo da linha de entrada".
"Poxa, não vou vender agora que estou no prejuízo."
E o efeito desastroso desse tipo de abordagem é que você pode acabar vendendo ações vencedoras no longo prazo antes da hora só porque conseguiu um lucro rápido, ao passo que mantém verdadeiros micos no portfólio só porque está no prejuízo.
Um exemplo que eu gosto de usar é do sujeito que comprou ações das varejistas de moda Lojas Renner (LREN3) e Restoque (LLIS3) em uma bela tarde de junho de 2015.

Se o sujeito tivesse vendido LREN3 dois anos depois (maio de 2017) para embolsar um lucro de 45% e, ao mesmo tempo, continuado com LLIS3 por se recusar a vender os papéis por menos do que pagou, não só ficou de fora de uma excelente valorização posterior da primeira como ainda amargou uma perda que já chega a mais de 80% em 2020 na segunda.
Agora, imagine que esse mesmo sujeito tivesse vinte ações no portfólio e resolvesse aplicar sua estratégia de venda baseada no preço de entrada em todas elas.
É muito provável que ele venderia dez vencedoras rapidamente para embolsar ganhos rápidos e deixaria na carteira os dez micos que ficaram para trás.
Nem preciso dizer que essa é uma receita excelente caso você deseje perder muito dinheiro na Bolsa.
Tudo isso é para que você se lembre de que o que realmente importa é a relação entre o preço da ação e o valor justo da companhia (calculado usando ferramentas como análise de fluxo de caixa descontado, por exemplo).
Quando o preço da ação na bolsa estiver muito abaixo do seu valor justo, ainda vale a pena mantê-la no portfólio.
Por outro lado, quando o preço da ação estiver acima do valor justo, chegou a hora de dizer tchau.
Isso pode acontecer da maneira agradável – quando a ação se valoriza e sobe rapidamente para cima do valor justo –, ou da maneira desagradável – quando o valor justo da ação despenca por causa de uma burrada do corpo executivo, ou a perda de uma concessão que assolou as receitas, por exemplo.

Repare que a decisão de venda (ou de compra) não depende do preço de entrada.
Pouco importa se a ação subiu pra caramba, ou despencou desde a sua compra. O que realmente importa é o quanto aquela ação pode render daqui em diante.
Se uma ação já subiu 45%, mas tem potencial para ir ainda mais longe (como foi o caso da Renner), o melhor a fazer é continuar no barco.
Ficou claro que comprar só porque a ação se desvalorizou é uma péssima estratégia.
Mas existem alguns casos em que os preços realmente caem muito mais do que o valor justo da companhia e abre oportunidades de ganhos exponenciais.
Foi o que aconteceu com a Eneva (ENEV3), por exemplo, ação que gostamos muito e cuja tese de investimentos já foi muito bem destrinchada pelo Richard em sua coluna.
Depois de cair praticamente 100% nos anos que se seguiram após o seu IPO, a companhia encontrou uma sobrevida depois do processo de recuperação judicial.
Mas a ENEV3 não entrou para a série Oportunidades de uma Vida pelo fato de ter caído demais, mas sim porque seu preço já estava muito descolado do valor justo da companhia.
Desde a inserção na série, em outubro de 2017, as ações já sobem cerca de 200%, mas ainda não chegou a hora de vender.
E você já deve suspeitar o motivo, não é mesmo?
Com uma evolução operacional fantástica nos últimos anos e um pipeline de novos projetos rentáveis pela frente, o valor justo das ações também não para de crescer.
A Eneva é apenas um exemplo de ação em queda que abriu uma excelente oportunidade no passado. Mas existem casos bem mais recentes – especialmente por conta da pandemia – de ações cujos preços caíram muito mais do que seu valor justo e agora oferecem potenciais de retorno bastante atrativos.
São ações que estão apresentando boas perspectivas de valorização e que, aos preços atuais, talvez você não encontre novamente – aliás, o nome da série Oportunidades de Uma Vida nunca foi tão propício.
Você pode conferir quais são, com exclusividade, clicando aqui.
Um grande abraço e até a próxima!
Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico
De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário
Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam
As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira
Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa
Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias
Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas
No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia
A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos
O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana
Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso
A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo
Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia
A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista
Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo
Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial
O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”
Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos