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Uma no cravo, outra na ferradura

3 de novembro de 2020
19:16 - atualizado às 14:09
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Para alguns foi um ato corajoso. Para outros, uma irresponsabilidade. Seja como for, o Banco Central surpreendeu o mercado na semana passada ao sustentar que pretende manter os juros baixos por um longo período.

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Essa sinalização sobre os próximos passos do BC é conhecida como “forward guidance”, no tenebroso dialeto usado na política monetária.

A expectativa dos analistas antes da reunião era que os diretores do BC viessem com um discurso mais duro ou até mesmo desistissem do forward guidance.

Afinal, a inflação bate à porta sem sutilezas e o risco fiscal coloca sérias dúvidas na capacidade de o Tesouro rolar a elevada dívida pública.

Mas na decisão em que manteve a Selic em 2% ao ano o BC foi na direção oposta ao apontar que o repique da inflação é temporário e que não houve mudanças no regime fiscal brasileiro.

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O comunicado deu a impressão de que o BC estava “peitando” o mercado. Mas a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que foi divulgada hoje, traz outra leitura.

Leia Também

No documento, os diretores se mostram bem mais preocupados com o risco fiscal. E dizem que podem reavaliar o forward guidance mesmo que o teto de gastos seja mantido.

A nova interpretação sobre a atuação do BC levou a uma recalibragem nas apostas do mercado para os juros. E não foram só as taxas que subiram. A bolsa e o dólar também fecharam o dia em alta, como mostra o Felipe Saturnino.

MERCADOS

 As ações da BB Seguridade foram um dos destaques de alta da B3 depois de a empresa divulgar resultados acima do esperado no terceiro trimestre. Além do bom balanço, a companhia vem chamando a atenção pelos dividendos gordos que distribui aos acionistas.

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 Os gringos voltaram. Após um longo inverno, os investidores estrangeiros foram às compras na bolsa brasileira em outubro. Mas será que dessa vez é para ficar? Veja o que dizem os especialistas.

 Quem segura a Weg? As ações da gigante industrial mais que dobraram de valor neste ano — com coronavírus e tudo. E ainda têm espaço para mais, segundo os analistas da BB Investimentos. Confira as projeções.

 Em uma reviravolta inesperada, o IPO da gigante de pagamentos chinesa Ant Group foi suspenso hoje. A notícia acabou arrastando as ações da Alibaba, controladora da empresa. Saiba o que aconteceu.

EMPRESAS

 A CVM inocentou a ex-presidente da República Dilma Rousseff e a ex-presidente da Petrobras Graça Foster no processo envolvendo a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco. Saiba os detalhes.

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O Cade aprovou a compra de ativos da construtora Calçada pela Gafisa, no Rio de Janeiro. O sinal verde do órgão marca o retorno da empresa ao mercado carioca após seu último lançamento na cidade, em 2015. 

 O grupo Itapemirim, de transporte rodoviário, vai lançar uma empresa aérea, mesmo com a crise no setor. O presidente da companhia, Sidnei Piva, avaliou nesta entrevista as perspectivas para a nova empreitada.

COLUNISTAS 

 O Brasil está preparado para as startups? A edição desta semana do podcast Tela Azul busca responder essa e outras questões em uma conversa com Victor Xavier, da Endeavor. Entenda o que são as “scale-ups” e se vale a pena empreender em nosso país.

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