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Reza a lenda que o mês de maio é “amaldiçoado” nos mercados. Wall Street tem até um chavão para isso: “sell in May and go away” (venda em maio e vá embora). E, de fato, o histórico das bolsas neste mês é negativo.
No ano passado, o Brasil “quebrou” a tradição após nove anos consecutivos e fechou o mês no azul. Mas foi um caso pontual. Nos Estados Unidos, as bolsas seguiram o ‘roteiro’ e ficaram no vermelho.
Com coronavírus e tantos "cisnes negros" à solta por aí, fica difícil saber o que esperar dos mercados ao longo do mês. Lá fora maio já começou no vermelho. Por aqui, hoje será o primeiro pregão do mês.
O que não falta esta semana são motivos para chacoalhar o mercado. Respire fundo…
•O Ibovespa encerrou a semana passada em 80.505,89 pontos, com uma queda de 3,20% no pregão de quinta-feira. Já o dólar subiu 1,56%, a R$ 5,43. Na sexta, feriado de 1º de Maio, a bolsa brasileira esteve fechada. Os mercados internacionais tiveram perdas , depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, responsabilizar a China pelo coronavírus e ameaçar tarifar o país.
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•O Brasil tem 101.147 casos confirmados de coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. São 7.025 mortes.
•O Senado aprovou no sábado um auxílio financeiro de R$ 125 bilhões a estados e municípios. A matéria volta para análise da Câmara hoje.
•O presidente Jair Bolsonaro voltou a participar ontem de um ato contra o Congresso e o STF, dias depois de a nomeação para o diretor-geral da PF ser barrada. A manifestação teve agressão a profissionais da imprensa e reação imediata de ministros e da classe política.
•O ex-ministro Sergio Moro depôs por oito horas à Polícia Federal no sábado. Segundo o Estadão, ele apresentou como provas conversas, áudios e e-mails trocados com Bolsonaro durante o período que ocupou o Ministério da Justiça.
• Em entrevista ao canal americano Fox News, Donald Trump voltou a acusar a China de “esconder e demorar para avisar sobre a covid-19”. O presidente dos EUA ainda afirmou que não irá reduzir mais as tarifas comerciais impostas ao país asiático.
•O mercado financeiro reduziu a estimativa para a Selic neste ano, de 3% para 2,75%, segundo o boletim Focus, publicação do Banco Central que projeções econômicas. A expectativa é de que a inflação termine 2020 a 1,97%.
• Itaú, Banco do Brasil e Ambev são os destaques da temporada de balanços nesta semana. Saiba o que esperar dos resultados.
•A Gol divulgou um prejuízo líquido de R$ 2,28 bilhões no primeiro trimestre do ano, um resultado pior que o esperado pelos analistas. A empresa foi impactada pelo coronavírus e pela disparada do dólar.
•A Berkshire Hathaway, o conglomerado de Warren Buffett, registrou prejuízo de quase US$ 50 bilhões no primeiro trimestre, mas informou uma posição de caixa de US$ 137 bilhões. Segundo Buffett, o grupo não fez grandes compras nos últimos anos porque não achou nada interessante. Em um evento para falar sobre os resultados a acionistas, o bilionário reconheceu que os efeitos da pandemia ainda são incertos e revelou que vendeu a participação em todas as grandes aéreas americanas.
•A Embraer deve receber um aporte de US$ 1 bilhão do BNDES, segundo o jornal Valor Econômico. A justificativa seria de que é preciso recuperar a empresa agora para vendê-la depois da pandemia.
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Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo