🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Dr. Jekyll and Mr. Hyde: o estranho descolamento entre fundamentos e os preços no mercado

A ação das autoridades monetárias se parece com o elixir do Dr. Jekyll, separando as personalidades do mercado. De um lado, o fundamento, do outro, os preços dos ativos

9 de junho de 2020
5:15 - atualizado às 13:32
Dr Jekyll and Mr Hyde Graph
Adaptação para o cinema de 1931 de "Dr Jekyll and Mr Hyde" - Imagem: Montagem Andrei Morais

Você já leu O médico e o monstro? Caso afirmativo, deve se lembrar bem da história. O clássico britânico de Robert Louis Stevenson, publicado em 1889, narra a descoberta, pelo Dr. Jekyll, de um elixir capaz de separar a personalidade boa e má de um dado indivíduo: uma cura para os vícios humanos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que no início foi a solução de diversos problemas para Jekyll, que com a poção conseguia segregar só as parcelas virtuosas de si de modo a expô-las ao mundo e aproveitar certa integridade moral, acabou se tornando um pesadelo quando ele perdeu o controle do efeito de seu suposto remédio.

Acontece que, por mais que o médico separasse sua bondade, ele não conseguia excluir sua própria maldade. A mesma permanece, não era excluída. Ninguém é inteiramente bom ou mau. Os leitores já sabem que sou contra tal tipo de determinismo maniqueísta.

Com o tempo, a parte má de Jekyll passou a, periodicamente, tomar conta do corpo do doutor, transformando-o em uma criatura sem quaisquer escrúpulos, o Senhor Hyde.

A obra acabou se eternizando na história ocidental por diversas razões (um belo romance, afinal). Curiosamente, os escritos demonstram uma representação do fenômeno psicológico de múltiplas personalidades (ou bipolaridade, no caso), quando mais de uma personalidade vive em uma só pessoa, cada uma delas muito distintas entre si.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No final do dia, contudo, tanto Jekyll e Hyde eram apenas duas facetas de uma só pessoa. Para a completude definitiva, ambas as parcelas devem existir. O todo sem as partes não é o todo e as partes sem estarem junto não verificam função per se.

Leia Também

Por mais que em minhas tradicionais alegorias neste espaço já tenha trazido a mesma ideia para tratarmos de portfólios inteiros, me debrucei sobre outra temática.

Há alguns dias, em um call com colegas de trabalho, brinquei que as autoridades monetárias estariam funcionando como o elixir do Dr. Jekyll, separando as personalidades do mercado. De um lado, o fundamento, do outro, os preços dos ativos.

Duas coisas têm puxado as bolsas americanas: i) a injeção de liquidez global; e ii) a composição dos índices, predominantemente dotada de empresas de tecnologia ou outros setores menos afetados. Tais fatores distorcem os índices e fazem com que uma onda de otimismo potencialmente artificial se disperse ao redor do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enfaticamente, conseguimos ver claramente o aprofundamento do movimento de ações precificando o crescimento ao invés do fundamento estrito. Note abaixo como desde o pós 2008 aprofundamos o diferencial entre os dois.

Assim, representamos essa migração profunda por busca de prêmio via growth ao invés de valor. Em consequência, nasce uma nítida distorção entre as duas partes, quando as duas deveriam convergir em horizontes dilatados de tempo.

Naturalmente, mercados emergentes se beneficiam do movimento. Bolsas nos mercados desenvolvidos começam a voltar a subir sem parar e os agentes, cedo ou tarde, percebem que existe um descolamento muito contundente entre fundamento e preço.

Quanto mais sobe, menos o potencial de retorno e menor a atratividade. Fuga para mais risco, ou menos na margem, é inevitável. O famoso TINA em "there is no alternative”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um dos mercados mais arriscados é o de países emergentes. Se um investidor gringo tem uma alocação de 0,1% em Brasil, por exemplo, e a injeção de liquidez global pelas autoridades monetárias o faz elevar para 0,2% tal alocação, temos um aumento de 100%.

Os locais, poluídos com sentimento imaturo do investidor de varejo (ao menos no Brasil), passam a vivenciar do FOMO, ou “fear of missing out”. A consequência é a alta que estamos vendo.

Trata-se de uma dança nada coordenada entre o mercado financeiro e a economia real. O descolamento entre Wall Street e Main Street nunca foi tão grande. Aliás, segundo o banco suíço Credit Suisse, os valuations estão extremamente esticados com P/E (preço sobre lucro) a 21,5x para os próximos doze meses.

Comparado a fevereiro, o mesmo múltiplo estava em 19x, já se aproximando dos extremos vistos no final da década de 90. A evidência empírica aponta para múltiplos mais altos geralmente precedem retornos futuros mais baixos. Para ilustrar, um P/E acima de 21x é consistente com o histórico de retornos próximos a zero na próxima década.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O problema? Isso acontece enquanto o mundo entra na pior recessão desde 1929. O quadro fiscal dos países emergentes é comparável com um pós guerra (relação dívida/PIB mais elevada desde o final da Segunda Guerra Mundial), os níveis de emprego não são convidativos (pelo contrário, aliás) e o impacto na renda e no comportamento dos consumidores ainda é imprevisível.

A visibilidade melhorou na margem, mas ainda tudo é muito opaco, e a sensibilidade global as variações marginais dos sistemas monetários está cada vez mais estressada.

É um mundo curioso esse o que vivemos. É um erro observá-lo com suas partes apartadas. Assim, como Dr. Jekyll não consegue separar de si o seu Sr. Hyde, o Fed não deveria conseguir, em horizontes dilatados de tempo, manter afastado o fundamento do preço de tela. Alguma hora, as coisas convergem.

Existe como ainda assim investir em risco com responsabilidade? Claro, com certeza existe. A resposta está na alocação de recursos, não em uma ou outra posição específica. Na Empiricus, nosso best seller, a série Palavra do Estrategista, fica justamente nisso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nela, Felipe Miranda, estrategista-chefe e sócio fundador, se debruça periodicamente nas melhores ideias de investimento para os mais diversos perfis de investidores.

Convido-os a dar uma olhada com responsabilidade em nossos materiais, de modo a fugirmos dos aparentes truísmos espalhados por financistas mais desatentos do mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar