Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Como navegar e obter retorno no mundo de juros baixos e bolsa cara

Todo mundo quer múltiplo barato, mas ninguém quer esperar anos para que o crescimento, hoje já no preço, seja entregue ou sentir na pele uma grande correção nos preços como a vista em março. Qual a saída?

11 de agosto de 2020
6:04 - atualizado às 9:24
Caravela
Imagem: Shutterstock

Jordan Peterson costuma dizer que não podemos proteger nossos filhos da realidade; ao invés disso, os pais precisam fazer com que as crianças entendam que há “dragões” no mundo. Em sendo cuidadosa, a cria poderá aprender a lidar com tais feras, tendo os pais como ponto de referência no enfrentamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Recordei-me desse pensamento depois de passar um tempo com meu velho no último domingo. Todos nós nos apegamos a uma figura paterna, independentemente de quem seja responsável pela materialização. Ela é parte importante do enfrentamento que a criança terá de passar na vida adulta.

Além da reflexão, nesse mesmo Dia dos Pais, depois do tradicional almoço em família, ainda fui agraciado com uma recomendação de leitura de minha mãe.

Minha mãe foi por muito tempo professora de literatura do sistema público de ensino, por isso, indicação de livro sempre foi matéria obrigatória em casa. Talvez as analogias literárias dela tenham sido sua forma de expressar justamente o ponto de referência materno para o enfrentamento, também proposto pelos pais.

O nome da vez era Ariano Suassuna. Enquanto ela me recomendava “Romance de Dom Pantero no Palco dos Pecadores”, duas outras obras notáveis do autor paraibano vieram à minha cabeça.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É curioso como obras de autores geniais como Suassuna mimetizam a realidade com uma proeza estética notável. A realidade é muito mais complexa do que conseguimos pressupor a priori e, por mais que busquemos obstinadamente interpretações e racionalizações, viveremos sempre sob a angústia da incerteza. Não à toa, o Felipe costuma trazer Kierkegaard e Nietzsche para o Day One. Ambos existencialistas e preocupados com a questão da ruptura do pensamento platônico com a realidade concreta.

Leia Também

No caso do “Romance d’A Pedra do Reino”, o resgate vai na linha daquele já sabido sebastianismo, referente ao sentimento do povo português que, durante o século 16, profetizava o retorno do rei D. Sebastião, desaparecido na África após a Batalha de Alcácer-Quibir.

Evidentemente, o rei nunca voltou devido a um único motivo: ele morreu.

Representação da batalha de Alcácer-Quibir

Breve parêntese. Os traços desse anseio sebastianista são verificados, inclusive, na cultura brasileira em suas tratativas políticas. A esperança de que um candidato X ou Y possa trazer finalmente a correção de todos os males que afligem a nação pode ser entendida como um resquício desse processo social português; afinal, fomos colônia de Portugal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Voltando ao assunto. Da mesma forma, em nosso meio, quando lemos diferentes pareceres sobre empresas ou setores, relatórios de gente muito séria e diferentes opiniões de gestores e analistas brasileiros e gringos, podemos identificar uma parcela de sentimento que se assemelha ao sebastianismo: um sebastianismo financista.

Explico.

Existe uma grande preocupação no mercado hoje. Se, por um lado, os juros estão estruturalmente baixos (de modo conjuntural também, devido ao expansionismo monetário sem precedentes), por outro, a Bolsa, que seria alternativa tradicional e notória quando os juros caem, também está muito cara.

Juros baixos e Bolsa sem atratividade. Gradualmente, ficamos sem opções. Abaixo, a imagem, que chegou a mim por contribuição de Christof Leisinger, ilustra a queda dos juros (em vermelho e invertido no eixo da direita) e a alta dos múltiplos acionário (em azul e no eixo da esquerda):

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja, yield cai e Bolsa fica cara. Por sinal, como o Felipe costuma argumentar, existem motivos estruturais para os juros estarem baixos (demografia e tecnologia), assim como também existem motivos para cada vez mais os ativos renderem menos.

Isso porque, em um processo de tradicional arbitragem, um ativo de risco tem que pagar o retorno do ativo livre de risco mais um prêmio pelo risco específico (generalizando, isso vale para tudo); ou seja, se os juros caem e o ativo livre de risco rende zero (ou menos), todos os outros ativos rendem menos, por definição.

Isso é um problema, uma vez que múltiplos esticados apontam para uma relação risco-retorno pouco assimétrica. Historicamente, segundo levantamento do Credit Suisse, múltiplos mais altos geralmente precedem retornos futuros mais baixos. No caso, múltiplo de preço sobre lucro (P/L, linha azul acima) superior a 21 vezes é consistente com retornos perto de zero na próxima década (ex-dividendos).

Diante da dinâmica, levanta-se até a hipótese de alocações muito tradicionais no exterior, como a 60/40, estarem ultrapassadas e precisarem ser revistas. É um duro choque de realidade de que muita gente no mercado parece não ter se dado conta ainda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desculpe, acredito que a última frase possa me fazer ser mal interpretado.

Não é que as pessoas não percebem. Elas percebem e percebem muito. Mas, se todo mundo percebe, considerando um mercado supostamente eficiente, o fator já não deveria ser ponderado no preço? Ou então os fenômenos TINA (não há outra alternativa) e FOMO (medo de ficar de fora) seriam responsáveis por mais uma grande distorção?

Acredito que estamos, na verdade, diante de uma mudança de paradigmas, com a qual naturalmente será difícil de se adaptar. Os agentes costumam olhar a situação com as mesmas lentes que olharam o século passado, em uma espécie de saudosismo do que realmente deu certo.

Assim, a situação atual aparenta ser um monstro de sete cabeças, quando se trata, na realidade, de uma fase de transição para outro estágio de amadurecimento dos mercados, com a qual ainda não estamos acostumados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Verificamos assim uma tentativa dos agentes de querer a qualquer custo voltar ao que deu certo no início do século passado, buscando grandes barganhas, quando em um mundo entendido como informacionalmente eficiente isso é muito difícil.

É uma espécie de sebastianismo: financistas no aguardo de uma situação de mercado que simplesmente pode não existir mais, procurando e esperando preços razoáveis novamente.

Todo mundo quer múltiplo barato, mas ninguém quer esperar anos para que o crescimento, hoje já no preço, seja entregue ou sentir na pele uma grande correção nos preços como a vista em março. Qual a saída?

Seria natural pensar que, diante de um novo contexto, uma nova proposta seja necessária. Temos costurado aqui na Empiricus diversas ponderações sobre alternativas de estratégias que procuram levar a nova realidade em consideração, com o resgate do Felipe de uma mescla entre smart beta e barbell strategy.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Paralelamente, duas classes costumam ser interessantes: i) os alternativos (líquidos e ilíquidos), que têm crescido na alocação dos grandes gestores de fortuna e dos gigantes escritórios patrimoniais de família e ii) classes menos privilegiadas no processo atual, pelo menos por enquanto.

Enquanto a primeira opção ainda é pouco acessível para o investidor de varejo brasileiro, a segunda já é uma realidade. Por sinal, vale destacar que o processo de encarecimento das empresas de tecnologia é compreensível. Se existe hoje muita emissão de moeda e, portanto, muita liquidez, os agentes têm que alocar os recursos de algum jeito.

Se a renda fixa não paga bem e as ações estão com fundamentos ruins (devido à economia em frangalhos no pós-pandemia), então o dinheiro parte para crescimento (“growth”), que é naturalmente entendido como tecnologia — você joga qualquer coisa no modelo e faz um fluxo de caixa descontado tendendo ao infinito. Pronto, criou-se a Bolsa distorcida atual.

Começa então a nascer um entendimento revigorado de que os emergentes podem voltar a ficar mais atrativos. Se olharmos por década (gráfico abaixo), esses mercados (em laranja) costumam se alternar com os desenvolvidos (em azul) em termos de performance de Bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse caso, é possível que passemos a notar um fluxo gradual dos gringos para emergentes novamente, que possuem mais risco e, assim, mais prêmio pela alocação. Igual às classes de ativos menos privilegiadas, que podem ganhar alguns investidores globais.

Como muito bem pontuou Jean Van de Walle (autor da imagem acima e da tabela abaixo), para garantir retornos esperados mais atraentes, o investidor precisa se aventurar em mercados mais arriscados e relativamente baratos — o mundo assistiu à desvalorização cambial nos países emergentes (o Brasil que o diga).

Brasil, Colômbia, Turquia, Chile, Filipinas, México e África do Sul são negociados com descontos muito acentuados em relação às avaliações históricas e fornecerão retornos elevados se ocorrer uma reversão à média. Atualmente, os mercados estão precificando perspectivas econômicas difíceis para esses países.

Para essas economias, o debate tem um caráter fiscalista diferente. É importante apresentar credibilidade orçamentária para o investidor estrangeiro. A discussão que passamos hoje de revisão da carga tributária será importantíssima nesse sentido (preocupação adicional com o Brasil no sentido de pagar a conta do coronavírus).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Todos os países (emergentes e desenvolvidos) vão entrar nesse debate para acomodar a nova realidade de expansão fiscal e monetária — o emergente que fizer melhor isso tende a ficar na frente.

Vamos afugentar o sebastianismo financista e alocar de maneira fria nosso capital, correndo riscos com responsabilidade. Não é porque não enxergamos solução, em um primeiro momento, que a solução não existe. A discussão tem que ser menos sobre o suposto medo das coisas estarem caras e mais sobre onde alocar em um mundo diferente.

Se preferirem esperar o retorno dos preços à racionalidade, fiquem à vontade, respeito a posição. Já eu prefiro me movimentar com diligência e ponderação, correndo o risco certo e sempre com proteções locais e internacionais (moedas fortes e uma alocação em ouro e prata).

Se estiver em busca de uma carteira completa, feita para buscar retornos com ações ao mesmo tempo em que traz  proteções para evitar prejuízos exagerados caso um cisne negro apareça no lago dos mercados, aqui está uma sugestão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar