Admirável ano novo: por que acreditar em um 2021 melhor (e o que temer)
Não se enganem: os avanços foram muitos, mas a pandemia está longe de acabar. 2021 ainda trará novidades sobre vacinas, novas cepas, cadeias de distribuição e recuperação econômica

O ano de 2020 foi caótico em diferentes sentidos, representando um momento bastante trágico para a história da humanidade, no qual muitos perderam seus empregos e, mais importante, seus parentes. Vivemos um período nunca antes visto na história - as tecnologias de hoje e a reação dos governos geraram um efeito adaptativo sem precedentes.
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Ainda assim, não deixo de pensar nas razões para que, renascidos em 2021, tenhamos nossa fé renovada na sociedade contemporânea.
Os motivos são muitos.
Em primeiro lugar, a velocidade recorde do lançamento da vacina não acabará com esta pandemia. Pelo contrário, se trata de um lembrete de que a humanidade, de maneira crescente, é capaz de saltos surpreendentes.
Basicamente, a vacina do coronavírus também é um excelente sinal para novas tecnologias em saúde para a próxima década. No passado, as vacinas levavam anos ou mesmo décadas para se desenvolver. O progresso que nos trouxe até aqui é contínuo, derivado da velocidade de comunicação e da capacidade de armazenamento de dados.
Também nos tornamos mais preparados para eventuais pandemias futuras. Sabemos o que funciona e o que não funciona. As estruturas foram modernizadas e os procedimentos atualizados. Um risco de cauda potencial, ainda que existente, foi testado e estressado com uma doença não tão catastrófica quando poderia ter sido – imagine se a letalidade da Covid, ao invés de 3 a 4 vezes maior do que a da gripe, fosse de 10 a 15x.
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Claro, como pano de fundo de tudo isso nossa infraestrutura digital para trabalho remoto foi colocada em prática. O home office, que era exceção, virou regra. Ainda que voltemos majoritariamente com o modelo tradicional, testamos nossos limites e verificamos que é possível adotar modelos mais flexíveis de trabalho.
Por fim, os planos fiscais e monetários nos mostraram um pouco sobre maneiras diferentes e alternativas para enfrentar grandes choques inesperados. Quando perguntado sobre o que teria feito diferente em 2008, Ben Bernanke, ex-dirigente do Fed (Banco Central dos EUA), costuma responder: “teria feito mais e mais rápido”. Lição aprendida.
Fizemos exatamente isso: MUITO mais (em quantidade) e MUITO mais rápido. Não encontramos precedente na história com o tamanho do pacote fiscal, apenas em momentos de guerra do passado. Os governos aumentaram os gastos para amortecer os danos econômicos, mas agora ficam com uma enorme pilha de dívidas para enfrentar nos próximos anos.
Paralelamente, os Bancos Centrais de todo o mundo reduziram as taxas de juros e compraram mais ativos para injetar mais dinheiro no sistema financeiro. Agora, a própria ciência econômica desafia seus próprios demônios, enfrentando paradigmas a serem quebrados. O tema sobre a Teoria Monetária Moderna é vasto e já foi trazido aqui em oportunidades passadas - exploraremos mais sobre ele ao longo de 2021, podem cobrar.
Não se enganem: os avanços foram muitos, mas a pandemia está longe de acabar. 2021 ainda trará novidades sobre vacinas, novas cepas, cadeias de distribuição e recuperação econômica. Aliás, a vacinação, que já começa em diversos países do mundo, será um ponto de sensibilidade importante para a retomada do crescimento econômico em 2021.
Muitos países passaram por meses de lockdown em 2020, em uma tentativa de conter a disseminação da Covid-19. A consequência foi uma redução brutal de atividade, o que acelerou a perda de empregos.
Navegar sobre mares conturbados, ainda em recuperação e repletos de oportunidade requer um guia ímpar. Refletimos brevemente em um eventual legado de 2020 para a próxima década, assim como vimos que 2021 ainda guardará desafios. Neste contexto, nós mortais ainda trabalharemos, ganharemos nosso tão suado soldo e precisamos de alternativas para investir.
Saber onde investir é chave. Se eu perguntasse para você quem seria ideal para lhe guiar, uma resposta trivial e simples seria: “a pessoa mais preparada”. Talvez posso ajudar o leitor com isso. Se leu até aqui, permita-me apresentar uma das maiores referências no mercado financeiro brasileiro, Felipe Miranda.
Como sócio fundador e estrategista-chefe da Empiricus Research, a maior casa de análise independente para pessoas físicas da América Latina, Felipe reuniu embaixo de si uma equipe com 40 especialistas. Assim, se orgulha de ter um histórico invejável e estar preparando seus leitores para 2021, da mesma maneira que fez em 2020.
Em sua série best-seller Palavra do Estrategista, compartilha com seus leitores suas melhores ideias para os mais diferentes tipos de investidores. Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas. Sem sombra de dúvida, para aqueles que desejam aproveitar a onda de oportunidade que começa a surgir no horizonte, acompanhar os pensamentos de Felipe se tornou imperativo.
Encerro aqui o ano escrevendo para vocês. Voltamos em 2021 com energia revigorada e mirando patamares cada vez mais altos. A todos que me acompanham, desejo um Feliz Ano Novo, com muita prosperidade a todos.
Um grande abraço!
FII DO MÊS
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