🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Em busca da Terra do Nunca

Se você pretende empreender em escala e provocar alguma mudança na sociedade, precisa irromper, em alguma medida, com o que já existe por aí

24 de agosto de 2020
10:35 - atualizado às 13:24
peter pan
Imagem: Shutterstock

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Os sonhos são como estrelas:
você não pode tocá-las,
mas se você seguir,
elas vão guiar o seu destino.

O crocodilo,
como todos que viram escravos de uma ideia fixa,
não passava de um burro.”
Peter Pan

Entramos na segunda-feira com a mais tradicional forma de evitarmos a ressaca: mantendo-nos bêbados. Começo com a sugestão de uma nova dose de Puro Malte, nosso podcast disponível no Spotify e na Apple Music.

Entre outras coisas, falamos de empreendedorismo e investimentos. É curioso como uma mesma abordagem ontológica pode valer para ambas as coisas.

Tenho comigo que, se você pretende empreender em escala e provocar alguma mudança na sociedade, precisa irromper, em alguma medida, com o que já existe por aí. O verdadeiro empreendedor é um visionário. O processo requer uma visão diferente dos demais ou, ao menos, a capacidade de desenvolver o mesmo produto de forma distinta — até um produtor de commodity pode se destacar, desde que não seja muito alavancado e represente o “low cost producer” (o menor custo marginal da indústria).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma empresa de destaque testa fronteiras, explora mares nunca dantes navegados, descobrindo coisas além da mediocridade típica — ainda que a custo de erros no processo (só perde pênalti quem bate) e de descobertas por puro serendipity (serendipidade é muito feio, desculpa). Para dominar um mercado, o empreendedor não pode oferecer o mesmo de seus concorrentes.

Leia Também

Em investimentos, para ser acima da média ou, no jargão típico, para bater o mercado, você também precisará fazer coisas extraordinárias, ir além do que o ordinário, o típico, o costumeiro pratica. Ninguém supera a média tomando atitudes medíocres.  

Você vai precisar explorar caminhos não desenvolvidos pelo consenso, identificando cenários e situações ainda não devidamente incorporados aos preços dos ativos. Você também aqui vai testar certas fronteiras. Não à toa, a classe que mais cresce nos portfólios de grandes famílias lá fora é o de “ilíquidos” e de “alternativos” — estamos cerca de 20 anos defasados por aqui, torcendo pela nova ação da moda, defendida nos fóruns por fanáticos fiéis, que têm certeza de que, se repetirem verbal e publicamente um determinado valor futuro para sua ação queridinha, poderão ver um processo automático de convergência entre as cotações correntes e aquelas verbalizadas com fé e convicção. No seu mundo imaginário, as ações têm ouvidos e atendem às novenas de seus crentes evangelizados.

Bom, mas essa é uma outra história. Enquanto estão todos preocupados em concentrar suas carteiras na próxima ação de altíssimo retorno, eu me preocupo com o gerenciamento de risco. Como diz Howard Marks, “o risco é a coisa mais importante”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fico preocupado como todos falam de retorno, poucos tratam do risco, esquecendo-se de que tudo deveria começar pela sobrevivência. Perder um milhão não é a mesma coisa que ganhar um milhão — a curva patrimonial é côncava. O dinheiro, como a maior parte das coisas, oferece retornos marginais decrescentes. Ou seja, o benefício marginal de um dólar adicional cai quanto mais dólares você já tem na carteira. Isso tem uma implicação prática e matemática: se você perde um dólar, o efeito é maior do que o impacto de se ganhar um dólar. 

Se o raciocínio é válido, o devido gerenciamento de risco deveria ser inclusive mais importante do que a perseguição de elevados retornos potenciais. Talvez por isso investidores sofisticados se preocupem tanto com preservação patrimonial e pensem probabilisticamente. 

Esse, inclusive, é um dos temas de ótima carta da Squadra, publicada neste fim de semana. Tenho profundo respeito e admiração à gestora. Vendo a qualidade das manifestações nas redes sociais contra a gestora, percebo o quanto ainda temos que evoluir em educação financeira e como precisamos tratar, com muito remédio tarja-preta, o viés de confirmação. Para alguns casos de maior fanatismo, suspeito que só internação resolva. 

Em determinado momento, a Squadra escreve assim: “temos enxergado a curva de cenários com riscos de cauda gordos para os dois lados. Em uma linguagem direta, isso significaria dizer que existe a possibilidade de se investir em ações com risco elevado de dar muito errado, mas, ao mesmo tempo, existe um risco considerável de dar muito certo”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como você se prepara para uma distribuição de probabilidade desse tipo? 

Da minha parte, tenho atribuído uma probabilidade decrescente para o cenário mais negativo e apocalíptico. Temos conseguido reabrir as economias sem um colapso dos sistemas de saúde, temores de uma segunda onda mais vigorosa da Covid-19 — ao menos até aqui — não se materializaram, seguimos com uma postura muito estimulativa de política fiscal e monetária, as economias, no geral, têm se recuperado com mais intensidade do que se antevia. Por aqui, o ministro Paulo Guedes pegou para si o Plano Pró-Brasil, o que representa certa garantia de que não haverá explosão fiscal iminente. Isso permite um viés mais construtivo para as carteiras, pesadas em ações, com exposição crescente a cíclicos domésticos, e com posição em juros reais longos. 

Ao mesmo tempo, o viés mais favorável não pode significar, em nenhum momento, descuido com o gerenciamento de riscos. O mercado é um boxeador hábil e parece perceber, sutil e impiedosamente, o momento em que você baixa a guarda. 

Os três leitores talvez se lembrem de minha obstinação por perseguir um bom hedge para o momento. Se há uma cauda gorda também do lado esquerdo da distribuição de probabilidade, ou seja, se existe a chance de algo dar muito errado, havemos de estar em alerta.  

A verdade, porém, é que está bastante difícil de encontrar uma boa proteção agora. Rapadura é doce, mas não é mole, não.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As opções estão caras e muitas vezes ilíquidas; não há prazo, nem profundidade na pedra para a maior parte dos casos fora das blue chips.  

O dólar, outro destino típico para situações como essa, passa longe de estar barato. Mais do que isso, o real está muito depreciado, o que dificulta buscar hedge em qualquer outra moeda estrangeira — não quer dizer que, necessariamente, o real vai se valorizar; talvez seja mesmo o caso de algo barato que fica cada vez mais barato, dado que não temos “carry” (diferencial de juros), nem crescimento. Contudo, com essa volatilidade do câmbio e com esse nível de preços, não é tão confortável a posição cambial contra o real numa perspectiva de proteção. 

Os Treasuries podem também ser bons candidatos. O problema aqui é o atual patamar dos juros, já muito lá embaixo, o que parece conferir uma assimetria pouco convidativa. Como diz Ray Dalio, num ambiente de “cash is trash” (em que o dinheiro não vale muito), títulos de dívida podem ser particularmente complicados.

“E os metais preciosos?" Ok, pode ser, gosto deles também. Mas também é ilusão achar que seja propriamente um hedge barato agora. Mais do que isso, gostemos ou não, o fato objetivo é que a correlação do ouro e da prata com as Bolsas norte-americanas tem sido bastante positiva. Isso dificulta muito tomá-los como um hedge perfeito. Sem nem entrar no mérito da volatilidade associada aos metais preciosos, em algumas situações superior inclusive à da Bolsa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que sobra dessa história toda?

Tenho me sentido particularmente atraído pelos criptoativos. Não porque representem um “safe haven” clássico. Mas porque podem ser alternativa à enorme injeção de dinheiro e porque são, objetivamente, descorrelacionados aos demais ativos de risco, obedecendo a uma lógica própria. A partir dos benefícios da diversificação, você pode reduzir o risco do seu portfólio e preservar retornos potenciais, ao introduzir o bitcoin e outras criptomoedas em sua carteira. Oferta fixa e irreplicável, vindo de um processo de halving em maio, que costuma preceder valorizações importantes do bitcoin, com uso crescente na sociedade e sem correlação com o resto.

Claro que não é para ter posições gigantescas no ativo — monte pequeno, mas com um espaço crescente no seu portfólio, podendo ir até 2% do todo. Não vai resolver a vida, mas a verdade é que não tem mesmo bala de prata. Você vai compondo, subindo degraus na diversificação. Juntas a outros ativos, as criptomoedas podem ser uma arma interessante e secular. 

Uma outra tendência histórica bacana é a de créditos de carbono, também descorrelacionados com o restante dos ativos e inserido no cerne da questão ESG, que provavelmente deve dominar a pauta dos próximos anos na alocação de recursos. Mas esse é assunto para outro dia…

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Japão como paraíso de compras para investidores, balanços de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e o que mais move a bolsa hoje

12 de fevereiro de 2026 - 8:59

O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos dizer que a Bolsa brasileira ficou cara? 

11 de fevereiro de 2026 - 19:50

Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar