Como expandir seu horizonte com as criptomoedas
Helena Margarido vai mostrar como você pode aproveitar a revolução do século XXI para investir em criptomoedas.
Desde muito nova, tenho dois hobbies que consomem boa parte do meu tempo: música e letras – essa última na acepção mais genérica do termo.
Minha adolescência foi marcada por incursões diárias no whiplash.net, shows de bandas e artistas que meus amigos ainda não conheciam, não gostavam e que levavam meus pais à loucura porque eu fazia questão de viver a “experiência completa”, que contava com o dia inteiro na fila e mais de 2 horas para encontrar os pais quando terminava - ninguém tinha celular nessa época e tomar ônibus de madrugada com 13, 14 anos não entra até hoje nas definições de “rolê seguro”.
Eles não entendiam, mas a graça toda era exatamente essa: saber tudo que se podia sobre determinada banda, as curiosidades, fofocas e conhecer gente na fila pra saber mais “insiders” que ninguém mais sabia.
Em outras palavras: era um clube e eu fazia parte dele, independente da minha idade, do quanto mais pais ganhavam e de não ser a menina mais popular da escola. De repente, eu “era parte” de algo maior que eu. E isso era legal pra caramba.
Mal sabia eu que em alguns anos os mesmos caras que ouviam Backstreet Boys iam estar colados na grade de um show do Iron Maiden no Rock in Rio ou, pior: que eu nem iria porque aquilo era mainstream demais pra mim.
Não sei bem se foi meu encantamento por coisas boas e desconhecidas ou a necessidade de fazer “parte” de algo muito maior que eu que nunca me deixaram ter medo das criptomoedas, maior revolução tecnológica do século XXI na minha opinião. Mas já retorno neste ponto.
Leia Também
Voltando à experiência completa, sim, eu já cabulei aula pra ficar na fila do show do Judas Priest (desculpa, mãe!).
Tive aula de guitarra com o Mozart Mello, workshop com o Kiko Loureiro, levava meu violão para arrumar no Ladessa, ia pra faculdade tentando acompanhar os tempos de 11/13 do Dream Theater no volante e tirava sarro da minha irmã por conta dos seus posters dos Hanson e seu gosto peculiar por pagode ruim.
Aliás, como uma boa representante do meu clubinho, aos 18 anos nada que não fosse metal era bom. E isso também valia para as bandas que antes eram “roots” mas que se popularizaram, como Green Day e Offspring.
Então, em 2003, em meio a tomar ombradas em uma “rodinha” do show do Sepultura e aguardar a entrada de Deep Purple no palco, conheci aquele que, mal sabia eu, seria meu namorado pelos próximos 14 anos e pai da minha filha.
Pra encurtar bem a história: o romance, que engatou ao som de Cemetery Gates (Pantera), me fez abrir os horizontes e, em menos de 1 ano, eu já tinha o CD do Revelação no carro e ouvia “mais uma noite de terça feira no observatório” do Cesar Menotti e Fabiano.
Claro que escutei horrores dos meus amigos mais xiitas. Mas estava feliz, então qual era o problema?
Depois disso, comecei a entender que julgar as pessoas com base nas preferências de cada um era uma tremenda besteira.
Afinal, se até eu flexibilizei meu gosto musical cartesiano, qualquer um pode mudar de opinião, a qualquer hora. Tudo depende do quanto se faz questão de continuar pertencendo a determinado “clubinho”.
Mas os “clubinhos”, meus caros, são uma tremenda perda de tempo, pois mais nos limitam a expandir nossos horizontes do que nos ajudam a ser melhores em algo.
Dali para frente, comecei a descobrir coisas que gostava por mim mesma, pelos meus motivos, pela minha felicidade e bem-estar.
Dentre as descobertas vieram uma infinidade de bandas hipster que depois estouraram (Belle & Sebastian, Arcade Fire, Arctic Monkeys), versões em outras línguas de músicas famosas (tem várias dos Beatles e do Bowie em alemão, por exemplo), bandas gringas (Ligabue, Maldita Nerea, Clueso), redescoberta de incontáveis clássicos e uma paixão estranha por ópera.
Conseguem imaginar minha lista de mais ouvidas do Spotify? Uma bagunça!
Em paralelo a isso, uma das perguntas que mais escuto até hoje é como eu, mulher com formação primária em direito, filha pequena, com negócios girando conheci o mundo de criptomoedas tão cedo e, desde então, segui (e sigo) uma jornada tão assídua como entusiasta que tornou esse hobby um novo trabalho.
Minha resposta (a verdadeira) pra isso é que, como faço um esforço grande e constante pra não me prender em padrões (os “clubinhos” depois que a gente fica mais velho), tudo foi consequência natural de um misto de curiosidade com dedicação.
- Saiba Mais: Helena Margarido abre quais são as 5 criptomoedas para poder ganhar muito dinheiro: veja aqui como saber quais são as TOP 5 criptomoedas.
As ideias que busco trazer para você em tudo que publico têm a ver com isso: sair do óbvio, dos investimentos tradicionais, ampliar o horizonte para as novas tecnologias que já estão revolucionando o mundo e parar de deixar dinheiro na mesa, perdendo boas oportunidades.
Meu cuidado, hoje em dia, é exatamente para não cair na “tentação” da necessidade de pertencer aos “early adopters”, como se isso fosse um mérito em si.
Por isso mesmo, vivo reciclando os grupos de WhatsApp dos quais participo, por exemplo. Porque, no fim do dia, o que me faz seguir é o gosto por boas descobertas, não “fincar a bandeira” por ter chegado até aqui primeiro.
O mundo está mudando e você está mudando com ele. Nós estamos. Mas o Mercado não está nem um pouco preocupado se somos ou não parte dos livros de história, mas do quão bem a utilizamos a nosso favor e o quão rápido conseguimos nos adaptar.
Saia do clubinho. Escute algo novo. Releia velhos clássicos. Aprenda sobre esse “dinheiro novo”. Você só tem a ganhar com isso.
Aproveito para indicar a leitura exclusiva deste material, onde te conto quais são as 5 criptomoedas que podem te fazer ganhar muito dinheiro na próxima década.
Um grande abraço,
Até a próxima!
Rodolfo Amstalden: O mercado realmente subestima a Selic?
Dentro do arcabouço de metas de inflação, nosso Bacen dá mais cavalos de pau do que a média global. E o custo de se voltar atrás para um formulador de política monetária é quase que proibitivo. Logo, faz sentido para o mercado cobrar um seguro diante de viradas possíveis.
As projeções para a economia em 2026, inflação no Brasil e o que mais move os mercados hoje
Seu Dinheiro mostra as projeções do Itaú para os juros, inflação e dólar para 2026; veja o que você precisa saber sobre a bolsa hoje
Os planos e dividendos da Petrobras (PETR3), a guerra entre Rússia e Ucrânia, acordo entre Mercosul e UE e o que mais move o mercado
Seu Dinheiro conversou com analistas para entender o que esperar do novo plano de investimentos da Petrobras; a bolsa brasileira também reflete notícias do cenário econômico internacional
Felipe Miranda: O paradoxo do banqueiro central
Se você é explicitamente “o menino de ouro” do presidente da República e próximo ao ministério da Fazenda, é natural desconfiar de sua eventual subserviência ao poder Executivo
Hapvida decepciona mais uma vez, dados da Europa e dos EUA e o que mais move a bolsa hoje
Operadora de saúde enfrenta mais uma vez os mesmos problemas que a fizeram despencar na bolsa há mais dois anos; investidores aguardam discurso da presidente do Banco Central Europeu (BCE) e dados da economia dos EUA
CDBs do Master, Oncoclínicas (ONCO3), o ‘terror dos vendidos’ e mais: as matérias mais lidas do Seu Dinheiro na semana
Matéria sobre a exposição da Oncoclínicas aos CDBs do Banco Master foi a mais lida da semana; veja os destaques do SD
A debandada da bolsa, pessimismo global e tarifas de Trump: veja o que move os mercados hoje
Nos últimos anos, diversas empresas deixaram a B3; veja o que está por trás desse movimento e o que mais pode afetar o seu bolso
Planejamento, pé no chão e consciência de que a realidade pode ser dura são alguns dos requisitos mais importantes de quem quer ser dono da própria empresa
Milhões de brasileiros sonham em abrir um negócio, mas especialistas alertam que a realidade envolve insegurança financeira, mais trabalho e falta de planejamento
Rodolfo Amstalden: Será que o Fed já pode usar AI para cortar juros?
Chegamos à situação contemporânea nos EUA em que o mercado de trabalho começa a dar sinais em prol de cortes nos juros, enquanto a inflação (acima da meta) sugere insistência no aperto
A nova estratégia dos FIIs para crescer, a espera pelo balanço da Nvidia e o que mais mexe com seu bolso hoje
Para continuarem entregando bons retornos, os Fundos de Investimento Imobiliários adaptaram sua estratégia; veja se há riscos para o investidor comum. Balanço da Nvidia e dados de emprego dos EUA também movem os mercados hoje
O recado das eleições chilenas para o Brasil, prisão de dono e liquidação do Banco Master e o que mais move os mercados hoje
Resultado do primeiro turno mostra que o Chile segue tendência de virada à direita já vista em outros países da América do Sul; BC decide liquidar o Banco Master, poucas horas depois que o banco recebeu uma proposta de compra da holding Fictor
Eleição no Chile confirma a guinada política da América do Sul para a direita; o Brasil será o próximo?
Após a vitória de Javier Milei na Argentina em 2023 e o avanço da direita na Bolívia em 2025, o Chile agora caminha para um segundo turno amplamente favorável ao campo conservador
Os CDBs que pagam acima da média, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje
Quando o retorno é maior que a média, é hora de desconfiar dos riscos; investidores aguardam dados dos EUA para tentar entender qual será o caminho dos juros norte-americanos
Direita ou esquerda? No mundo dos negócios, escolha quem faz ‘jogo duplo’
Apostar no negócio maduro ou investir em inovação? Entenda como resolver esse dilema dos negócios
Esse número pode indicar se é hora de investir na bolsa; Log corta dividendos e o que mais afeta seu bolso hoje
Relação entre preço das ações e lucro está longe do histórico e indica que ainda há espaço para subir mais; veja o que analistas dizem sobre o momento atual da bolsa de valores brasileira
Investir com emoção pode custar caro: o que os recordes do Ibovespa ensinam
Se você quer saber se o Ibovespa tem espaço para continuar subindo mesmo perto das máximas, eu não apenas acredito nisso como entendo que podemos estar diante de uma grande janela de valorização da bolsa brasileira — mas isso não livra o investidor de armadilhas
Seca dos IPOs ainda vai continuar, fim do shutdown e o que mais movimenta a bolsa hoje
Mesmo com Regime Fácil, empresas ainda podem demorar a listar ações na bolsa e devem optar por lançar dívidas corporativas; mercado deve reagir ao fim do maior shutdown da história dos EUA, à espera da divulgação de novos dados
Rodolfo Amstalden: Podemos resumir uma vida em uma imagem?
Poucos dias atrás me deparei com um gráfico absolutamente pavoroso, e quase imediatamente meu cérebro fez a estranha conexão: “ora, mas essa imagem que você julga horripilante à primeira vista nada mais é do que a história da vida da Empiricus”
Shutdown nos EUA e bolsa brasileira estão quebrando recordes diariamente, mas só um pode estar prestes a acabar; veja o que mais mexe com o seu bolso hoje
Temporada de balanços, movimentos internacionais e eleições do ano que vem podem impulsionar ainda mais a bolsa brasileira, que está em rali histórico de valorizações; Isa Energia (ISAE4) quer melhorar eficiência antes de aumentar dividendos
Ibovespa imparável: até onde vai o rali da bolsa brasileira?
No acumulado de 2025, o índice avança quase 30% em moeda local — e cerca de 50% em dólar. Esse desempenho é sustentado por três pilares centrais