🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ruídos de 2000: uma nova bolha de tecnologia?

A crise do coronavírus aprofundou um movimento de sobrealocação em ações de empresas de tecnologia, que pode ser uma das razões da resistência da bolsa americana ao coronavírus.

12 de maio de 2020
7:03 - atualizado às 13:32
Tela de celular com aplicativos de Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google
FAANG: as gigantes de tecnologia do mercado americano - Imagem: Shutterstock

Quando paramos para analisar os motivos da recente e atual alta dos índices de ações americanas no pós sell off generalizado provocado pela crise do coronavírus, em comunhão com o choque nos preços do petróleo, podemos destacar duas explicações mais evidentes:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  1. o caminhão de dinheiro que tem sido injetado no sistema monetário pelo Banco Central americano, o Fed;
  2. a composição tech dos índices gringos, fato que polui a transferência de valor do impacto da atual crise na economia real sobre os ativos financeiros.

Sobre o segundo ponto, especificamente, tem chamado a atenção a performance da Bolsa americana, notadamente de acordo com o índice S&P 500, em diferenciação de sua composição. Grosso modo, assim como tem sido majoritariamente desde o pós-2008, o desempenho dos ativos de risco é muito pautado em empresas de tecnologia, estrutura que está fadada a viver sob a sombra da crise de 2000-01.

Abaixo, uma amostragem do nível dos índices desde janeiro de 2018. Em azul, as chamadas FAANGs, grupo de ações composto por Facebook (FB), Amazon (AMZN), Apple (AAPL), Netflix (NFLX), e Alphabet (GOOG; anteriormente conhecida apenas como Google). Aqui, contudo, trocou-se Netflix pela Microsoft. Em preto, o S&P 500 normal e, em laranja, o S&P 500 sem a presença pujante das ações contidas na linha azul.

Note como há um claro descolamento mais contundente desde sempre, mas aprofundado com a crise do coronavírus, em que empresas de tecnologia acabaram se destacando por terem sua receita não apenas não impactada tão diretamente como em outros businesses, mas também por tê-la possivelmente potencializada. Veja como empresas de tecnologia tiveram um deslocamento considerável de seus lucros desde 2008.

Se, conforme já conversamos neste espaço, os mercados são bastante eficientes, é natural e salutar acreditar que os agentes tenham precificado corretamente o movimento e caminhado para uma sobrealocação em tais ativos. Contudo, como já lembramos uma vez, distorções ocorrem, mesmo em mercados com um elevado grau de eficiência informacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acredito que talvez possa ser o caso do atual momento, em que tenha havido um movimento daquilo que chamamos de “crowded trade”, em que um grupo grande de agentes, dotado de um montante considerável de dinheiro, se aglomera em um só call, tornando os ativos em questão caros relativamente aos demais. Abaixo, a razão das ações de crescimento (grupo ao qual pertencem as companhias de tecnologia como citadas acima) e de valor; isto é, crescimento versus fundamento puro stricto sensu.

Leia Também

Ruídos de 2000?

Independentemente de qualquer coisa, o aquecimento do mercado de tecnologia, somado à injeção de liquidez do Fed, pode ter gerado uma ruptura entre o fundamento real da economia e os ativos de risco, os quais já vinham perdendo sensibilidade um para com o outro desde os Quantitative easing (QE) pós-2008. Caminhamos para patamares de emprego sem precedentes e o impacto que isso trará na renda não é tão simples de mensurar. Me espanta, portanto, que os agentes tenham permanecido tão otimistas com os horizontes econômicos.

Por mais que a recuperação possa se dar de uma maneira mais acelerada do que podemos pressupor agora (seria impossível e até irresponsável dar qualquer certeza sobre alguma coisa), 2020 será um ano para ser esquecido. Evidentemente, não falo aqui da questão humanitária e sanitária, a qual espero que nos acompanhe como experiência e como forma de honrar as vidas perdidas em meio à pandemia.

Nesse sentido, resta-nos a pergunta: os indicativos são para baixo, mas se o mercado os ignora consistentemente, em que ponta ficar?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como sempre, recorro a Nassim Taleb. Para ele, X deve ser diferente de f(X); ou seja, o que você acha que vai acontecer deve ser diferente como você se expõe. Não é porque estou pouco construtivo para ativos de risco que não deva carregar um pouco de Bolsa, sempre responsavelmente.

O investidor de sucesso sabe que o ganho consistente de longo prazo, a única forma de se ficar rico com responsabilidade no mercado financeiro, se dá por apropriação cabida e equilibrada de prêmio de risco entre classes de ativos.

O segredo reside nas proporcionalidades. Deve-se ter um pouco de Bolsa, não mais de 25% do total, flutuando de 10% até este teto. Paralelamente, devemos carregar um grande caixa, com proteções clássicas (ouro e dólar) chegando até 30% do total (15% para cada). Caixa, proteções e um pouquinho de risco.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para se ter acesso às aplicações práticas de Taleb para o situacional atual, nada como ter acesso ao maior especialista do Brasil no tema, Felipe Miranda, sócio fundador e estrategista-chefe da Empiricus. Em nosso best-seller Palavra do Estrategista, tratamos de todas as melhores ideias de investimento para as diferentes possíveis conjunturas. Convido-os a experimentar um pouco dos novos horizontes a serem expandidos pelo Felipe.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ESFRIOU NA BOLSA

Ação da dona da Brastemp cai mais de 14%: o que derrubou os papéis da americana Whirlpool (WHR)?

24 de fevereiro de 2026 - 17:22

Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado

ESTRATÉGIA DO GESTOR

O Ibovespa ficou caro demais? Gestores se mostram cautelosos e passam longe de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); saiba onde eles estão investindo

24 de fevereiro de 2026 - 14:32

Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro

MERCADOS HOJE

O Taco voltou: investidores ignoram tarifas de Trump — Ibovespa vai às máximas históricas e Nova York também avança

24 de fevereiro de 2026 - 13:49

Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados

DEU RUIM?

PicPay (PICS) desaba 18% desde o IPO: cilada ou oportunidade de compra? Citi dá o veredito

23 de fevereiro de 2026 - 18:12

Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis

SEM SINAL

Subiu no telhado? Acordo com a Claro fica travado e ação da Desktop (DESK3) chega a cair mais de 22%

23 de fevereiro de 2026 - 17:29

Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O capitão que mudou a rota do Bradesco (BBDC4), as novas tarifas de Trump e o que mais você precisa saber hoje

23 de fevereiro de 2026 - 8:32

Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente

DESCONTO E POTENCIAL DE ALTA

Dividend yield de 16%: por que este fundo imobiliário chamou a atenção do BTG

22 de fevereiro de 2026 - 17:37

Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa pega fogo com Trump e vai aos 190 mil pontos em novo recorde de fechamento; dólar bate mínima em quase 2 anos 

20 de fevereiro de 2026 - 19:09

O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%

LAJE CORPORATIVA NA CARTEIRA

Com dividendos turbinados no radar, fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) entra na mira do BTG Pactual

20 de fevereiro de 2026 - 17:01

Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados

CHEGOU NO LIMITE?

Porto Seguro (PSSA3) já deu o que tinha que dar? BBI corta recomendação para as ações e mostra outras mais atrativas

20 de fevereiro de 2026 - 16:59

O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual

‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

SD ENTREVISTA

O gringo quer Brasil, mas começa pelo Ibovespa. A vez das small caps ainda deve chegar, mas não para todas; veja 10 ações para comprar

18 de fevereiro de 2026 - 6:10

Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso

MERCADO DÁ ADEUS À FOLIA

Xô ressaca! O ajuste de contas entre o confete e a bolsa brasileira depois dos ganhos tímidos de Nova York

17 de fevereiro de 2026 - 18:24

Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar