⚠️ DIVIDENDOS EM RISCO? Lula e Bolsonaro querem taxar seus proventos e podem atacar sua renda extra em 2023. Saiba mais aqui

2020-01-29T12:19:18-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Painel com gestores

Stuhlberger vê bolha se formando na bolsa, mas segue aplicado

Lendário gestor da Verde Asset diz que “olha porta de saída” da bolsa, mas vê boas perspectivas com avanço do PIB de consumo

29 de janeiro de 2020
12:18 - atualizado às 12:19
Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde
Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde - Imagem: Leo Martins

Os "órfãos do CDI", aqueles investidores que estão migrando o dinheiro da renda fixa para o mercado de ações diante da queda da taxa básica de juros (Selic), estão provocando um efeito de bolha na bolsa brasileira. Essa é a visão de ninguém menos que Luis Stuhlberger, o lendário gestor da Verde Asset.

Ele participou de evento com investidores promovido pelo Credit Suisse, ao lado de outro gestor estrelado: Rogério Xavier, da SPX Capital.

Embora tenha mencionado o risco de bolha, Stuhlberger disse que a Verde mantém 20% da carteira hoje em ações brasileiras. "Eu também sou rentista", disse o gestor, para uma plateia formada principalmente por investidores.

A entrada de recursos sustenta a bolsa, mas esse "não é um bom argumento" para manter a posição em ações, segundo Stuhlberger. A aposta da Verde se baseia na expectativa de crescimento do PIB de consumo no Brasil, que favorece as empresas listadas.

"Continuamos investidos, mas olhando a porta de saída", afirmou o gestor da Verde, que também tem posições em títulos corrigidos pela inflação (Tesouro IPCA) de longo prazo na carteira.

No mercado de juros, Stuhlberger defende a manutenção da Selic e revelou ter uma posição pequena na manutenção da taxa na próxima reunião do Copom, ainda que o BC tenha sinalizado em seus discursos que pode dar continuidade ao atual ciclo de cortes.

"Grande bobagem"

A SPX de Rogério Xavier também está remando na direção contrária da maioria dos investidores. Para o gestor, o Banco Central "está sendo empurrado" pelo mercado e vai fazer uma "grande bobagem" se continuar reduzindo os juros.

Xavier disse que os efeitos de um corte na Selic só serão sentidos em 2021, quando a meta de inflação será de 3,75%, ou seja, sem margem em relação às projeções atuais do mercado. Para ele, o grande risco de uma maior flexibilização agora é o de o BC ter que elevar os juros lá na frente.

"Eu como gestor acho um risco-retorno ruim de ter que reverter a política se a economia aquecer demais", disse Xaiver.

Para o sócio da SPX, o BC deveria dar tempo para medir os efeitos dos cortes que já foram feitos. "Uma economia que deve crescer 2,5% neste ano não está pedindo mais estímulo."

Xavier também mantém a já conhecida posição comprada em dólar, que carrega desde 2013. "Entendo que a direção é de fortalecimento, ainda mais quando mercado empurra o BC a fazer bobagem", afirmou, mais uma vez em referência à esperada queda da Selic.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

ESTRADA DO FUTURO

Uma nova safra de balanços vem aí: o que esperar dos resultados das maiores empresas de tecnologia do mundo?

6 de outubro de 2022 - 6:39

Há uma enorme diferença entre as expectativas para Amazon, Apple, Google e Microsoft; o mais importante é o que elas têm a dizer sobre os próximos trimestres

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Embate entre Opep+ e Biden, nova pesquisa do Ipec e a pedra no sapato da Oi (OIBR3); confira os destaques do dia

5 de outubro de 2022 - 19:16

A decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de cortar a produção em dois milhões de barris por dia (bpd) para manter o mercado estável não agradou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Com a inflação batendo insistentemente em sua porta e uma resistência da alta dos preços aos remédios […]

CONSOLIDAÇÃO

Líder em consolidação no setor de saúde, Hapvida (HAPV3) compra operadora de baixo custo por R$ 120 milhões

5 de outubro de 2022 - 18:57

A compra será feita por meio da subsidiária Intermédica e custará cerca de R$ 120 milhões

PRÉVIA DO BALANÇO

Multiplan (MULT3) vende R$ 4,7 bilhões e renova recorde de performance para um terceiro trimestre — confira os destaques da prévia operacional da companhia

5 de outubro de 2022 - 18:51

Todos os ativos do portfólio da empresa apresentaram crescimento de dois dígitos na comparação anual, com destaque para um shopping paulistano

ELEIÇÕES 2022

Ipec mostra Lula com 51% e Bolsonaro com 43% — confira a primeira pesquisa após o primeiro turno

5 de outubro de 2022 - 18:33

Considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo os brancos e nulos, o petista aparece com 55%, ante 45% do presidente que tenta a reeleição

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies