Menu
2020-01-29T12:19:18-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Painel com gestores

Stuhlberger vê bolha se formando na bolsa, mas segue aplicado

Lendário gestor da Verde Asset diz que “olha porta de saída” da bolsa, mas vê boas perspectivas com avanço do PIB de consumo

29 de janeiro de 2020
12:18 - atualizado às 12:19
Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde
Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde - Imagem: Leo Martins

Os "órfãos do CDI", aqueles investidores que estão migrando o dinheiro da renda fixa para o mercado de ações diante da queda da taxa básica de juros (Selic), estão provocando um efeito de bolha na bolsa brasileira. Essa é a visão de ninguém menos que Luis Stuhlberger, o lendário gestor da Verde Asset.

Ele participou de evento com investidores promovido pelo Credit Suisse, ao lado de outro gestor estrelado: Rogério Xavier, da SPX Capital.

Embora tenha mencionado o risco de bolha, Stuhlberger disse que a Verde mantém 20% da carteira hoje em ações brasileiras. "Eu também sou rentista", disse o gestor, para uma plateia formada principalmente por investidores.

A entrada de recursos sustenta a bolsa, mas esse "não é um bom argumento" para manter a posição em ações, segundo Stuhlberger. A aposta da Verde se baseia na expectativa de crescimento do PIB de consumo no Brasil, que favorece as empresas listadas.

"Continuamos investidos, mas olhando a porta de saída", afirmou o gestor da Verde, que também tem posições em títulos corrigidos pela inflação (Tesouro IPCA) de longo prazo na carteira.

No mercado de juros, Stuhlberger defende a manutenção da Selic e revelou ter uma posição pequena na manutenção da taxa na próxima reunião do Copom, ainda que o BC tenha sinalizado em seus discursos que pode dar continuidade ao atual ciclo de cortes.

"Grande bobagem"

A SPX de Rogério Xavier também está remando na direção contrária da maioria dos investidores. Para o gestor, o Banco Central "está sendo empurrado" pelo mercado e vai fazer uma "grande bobagem" se continuar reduzindo os juros.

Xavier disse que os efeitos de um corte na Selic só serão sentidos em 2021, quando a meta de inflação será de 3,75%, ou seja, sem margem em relação às projeções atuais do mercado. Para ele, o grande risco de uma maior flexibilização agora é o de o BC ter que elevar os juros lá na frente.

"Eu como gestor acho um risco-retorno ruim de ter que reverter a política se a economia aquecer demais", disse Xaiver.

Para o sócio da SPX, o BC deveria dar tempo para medir os efeitos dos cortes que já foram feitos. "Uma economia que deve crescer 2,5% neste ano não está pedindo mais estímulo."

Xavier também mantém a já conhecida posição comprada em dólar, que carrega desde 2013. "Entendo que a direção é de fortalecimento, ainda mais quando mercado empurra o BC a fazer bobagem", afirmou, mais uma vez em referência à esperada queda da Selic.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

em meio à crise

GPA tem alta de 150% no lucro, com melhora operacional no Brasil

Cifra atingiu R$ 386 milhões; Assaí apresentou faturamento de R$ 10,1 bilhões, incremento de R$ 2,5 bilhões contra o ano anterior

Números fortes

Vale tem lucro líquido de US$ 2,9 bilhões no 3º tri, alta de 76% na comparação anual

Lucro líquido cresceu quase 76% em relação ao terceiro trimestre do ano passado; Ebitda ajustado chegou a mais de US$ 6 bilhões

Análise

O mercado trucou, e o Banco Central mandou descer ao bancar juro baixo

Emparedado pelo repique da inflação e pelo aumento do risco fiscal, o BC foi inflexível e sustentou o “forward guidance”, a sinalização de que a Selic permanecerá baixa por um longo período

Acelerou

Bolsonaro assina sanção da lei que prorroga incentivos para setor automotivo

A sanção do projeto, assinada por Bolsonaro, deve ser publicada até esta quinta-feira, 29, no Diário Oficial da União (DOU).

o pior já passou?

Petrobras tem prejuízo de R$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre, com adesão a anistias tributárias

Analistas esperavam prejuízo de R$ 4,15 bilhões; após baixa com a pandemia, estatal aumentou a participação de mercado e manteve um patamar alto de exportações

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies