IPO de subsidiárias destrava valor de empresas na bolsa? Para a Squadra, não
A maior parte das empresas brasileiras não consegue gerar mais valor aos acionistas nesse tipo de operação porque em geral, as demonstrações contábeis têm informações detalhadas sobre as verticais das companhias, segundo a gestora

A bolsa vive uma onda de ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) de subsidiárias de empresas já listadas no mercado. A expectativa é que a abertura de capital das controladas ajude a "destrave valor" das empresas.
Mas para a Squadra Investimentos, a "narrativa" não necessariamente é verdadeira. De acordo com a gestora, esse tipo de divisão reduz o fluxo de caixa porque cria ineficiências do ponto de vista fiscal e de balanço patrimonial.
Há um "desejo disseminado entre banqueiros de investimento" de oferecer ao mercado teses com doses de tecnologia para que as listagens de subsidiárias ocorram na Nasdaq, bolsa americana de empresas de tecnologia, em busca de avaliações mais altas, na visão da Squadra. A Vasta, subsidiária da Cogna, foi a última empresa brasileira a abrir o capital lá fora.
Mas a maior parte das empresas brasileiras não consegue gerar mais valor aos acionistas nesse tipo de operação porque em geral, suas demonstrações contábeis têm informações detalhadas sobre as verticais das companhias, segundo a gestora. Ou seja: abrir o capital de cada operação não melhora os cálculos do mercado sobre o quanto elas valem.
Entre antigas operações, a gestora cita ainda as aberturas de capital dos programas de fidelidade da Gol - o Smiles - e da Latam - o Multiplus. Na análise da casa, a "parte boa" vai à bolsa, mas o conglomerado é obrigado a carregar as despesas.
“Há mesmo os contraexemplos: a Azul decidiu não listar seu negócio de fidelidade, porém, graças ao nível de informações fornecidas, os analistas sempre foram capazes de acompanhar essa unidade de negócio e sua ação constantemente negocia com prêmio para seus pares.”
Leia Também
A gestora diz que entende o racional de algumas das listagens de subsidiárias que vêm sendo apresentadas ao mercado, mas que não concorda com "grandes animações" e percepções de geração de valor decorrentes destes eventos.
“Nas ocasiões em que encontrarmos distorções importantes entre preço e valor motivadas por esses eventos, bem como expectativas que julgarmos difíceis de serem concretizadas, gradualmente adicionaremos posições em nosso portfólio short [vendido]”, escreve a Squadra.
A Squadra é conhecida por montar posições vendidas em ações no mercado. O grande exemplo é o da empresa de resseguros IRB Brasil RE, que acumula queda de mais de 75% apenas neste ano depois que a gestora encontrou inconsistências nos balanços da companhia.
*Com Estadão Conteúdo
FRED KRUEGER ESTÁ DE VOLTA?
Kinea alerta para ‘pesadelo’ fiscal no Brasil e revela onde está buscando proteção antes das eleições
1 de setembro de 2026 - 7:08BALANÇO DO MÊS
Só deu ouro em agosto: metal precioso e ‘ouro digital’ entregaram até 25% de retorno no mês, deixando a renda fixa comendo poeira
31 de agosto de 2026 - 18:45BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
Mercado aposta que nada vai melhorar no Brasil. É justamente por isso que gestores estão comprando renda fixa
31 de agosto de 2026 - 17:45RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026