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Bolsas americanas abriram em baixa com temores de segunda onda de coronavírus no mundo, mas viraram para alta. Apesar disso, Ibovespa não seguiu e aprofundou perdas na parte da tarde. Dólar têm dia de queda global
A bolsa brasileira abriu em alta nesta segunda-feira (22), mas logo no início dos negócios, o índice virou para baixa com a abertura em negativa em Nova York. E mesmo depois que as bolsas americanas viraram para alta, o índice brasileiro permaneceu em queda.
Depois das 14h, o Ibovespa aprofundou as perdas e passou a cair mais de 1%. Por volta das 16h30, o índice recuava 1,70%, aos 94.932,31 pontos.
Em Wall Street, os ganhos pela manhã foram modestos, e os índices operaram instáveis, intercalando altas e baixas. Na parte da tarde, as bolsas americanas se firmaram em alta. Por volta das 16h30, o Dow Jones subia 0,36%, o S&P 500 avançava 0,44% e o Nasdaq subia 0,83%.
O mercado se vê "dividido", operando com sinais mistos, entre o temor de uma nova onda da pandemia de coronavírus no mundo e o otimismo com a recuperação da economia americana. As bolsas europeias, por exemplo, fecharam todas em queda, pois no continente predominou a cautela com o coronavírus.
No Brasil, os investidores também intercalam otimismo com a votação do marco legal do saneamento no Congresso, prevista para esta semana, com monitoramento do cenário político e desdobramentos do caso Queiroz.
Já o dólar à vista vive dia de alívio, e chegou a cair mais de 2% mais cedo. Na mínima, foi a R$ 5,1999. A moeda americana agora recua 1,02% aos R$ 5,2636. A queda do dólar é global, após um fluxo forte de venda de um grande exportador no exterior e desmonte de posições defensivas, um movimento mais técnico.
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Os juros futuros abriram estáveis e passaram o dia entre sobes e desces, até finalmente terminarem o dia em alta:
O setor de saneamento básico opera em alta, mesmo em dia negativo para a bolsa, com a perspectiva de votação do marco legal na próxima quarta-feira. Por volta das 16h, os papéis da Sabesp (SBSP3) subiam 4,34%, e os da Copasa (CSMG3) avançavam 3,29%.
Os frigoríficos, por outro lado, são pressionados pela notícia de que a fiscalização sanitária da China levou o país a suspender, no fim de semana, as importações de frango de uma unidade da Tyson Foods nos Estados Unidos, foco de covid-19. Unidades da JBS e da BRF já chegaram a ser interditadas pela Justiça pelo mesmo motivo.
Por volta das 16h, Marfrig (MRFG3) recuava 2,35%, Minerva (BEEF3) caía 3,96%, BRF (BRFS3) tinha queda de 1,65% e JBS (JBSS3) perdia 3,18%.
A Braskem (BRKM5) recuava 3,70% no mesmo horário. O Ministério Público Estadual de Alagoas instaurou um inquérito para apurar a extensão dos danos pela extração de sal-gema feita pela petroquímica em bairros de Maceió. A questão já foi responsável pela forte queda nas ações da companhia no ano passado.
Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil
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