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Presidente dos EUA testa positivo para o novo coronavírus e desencadeia movimento de aversão ao risco nos mercados financeiros internacionais
Se o coronavírus pode pegar aquele que é percebido como o “homem mais poderoso do mundo”, ele pode pegar qualquer um. E se a covid-19 pode pegar qualquer um, é preciso levar em consideração que os desafios criados pela pandemia à retomada da atividade econômica talvez sejam muito maiores do que muitos ainda insistem em acreditar.
De um modo bem resumido, é verdade, mas foi essa percepção do mercado financeiro sobre o anúncio feito na calada da noite pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que ele e a esposa testaram positivo para o novo coronavírus que levou os investidores a fugirem de qualquer ativo percebido como arriscado nesta sexta-feira.
Com a proximidade das eleições presidenciais norte-americanas, a notícia também lançou uma nova onda de incerteza sobre o cenário político do país.
A notícia fez com que as bolsas de valores europeias e os principais índices de ações em Nova York fechassem no vermelho. Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 0,48%, o S&P 500 caiu 0,96% e o Nasdaq fechou em queda de 2,22%.
Por aqui, o Ibovespa teve um início de sessão volátil antes de firmar-se em queda no fim da manhã acompanhando o recuo em Wall Street.
A situação já não vinha bem, mas ultimamente parece que nenhuma notícia vinda de Brasília é tão ruim que não possa piorar a situação na B3.
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A série de episódios de mal-estar envolvendo o ministro da Economia, Paulo Guedes, e aliados no governo ou no Congresso ganhou um spin-off na tarde de hoje.
Em call fechado da Ativa Investimentos com agentes do mercado, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, assegurou que o programa Renda Cidadã sai "por bem ou por mal" e carregou nas tintas ao criticar a condução do caso pelo Ministério da Economia.
Guedes não deixou quieto. Disse não acreditar que Marinho falou mal dele, mas, se falou, é "despreparado, desleal e fura-teto".
O principal índice da bolsa brasileira acabou fechando em queda de 1,53%, aos 94.015, 58 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 3,08%.
O dólar, por sua vez, voltou a subir, fechando em alta de 0,29%, a R$ 5,6704. Com isso, a moeda norte-americana avançou 2,07% sobre o real no acumulado da semana.
Desde o início do ano, a depreciação do real ante o dólar ultrapassa os 41%, o que faz da moeda brasileira a maior perdedora dentre as divisas de mais liquidez nos mercados internacionais de câmbio.
Entre os componentes do Ibovespa, as empresas do setor bancário se destacaram positivamente depois de o Banco Central ter prorrogado até abril de 2021 a vigência da alíquota temporária de 17% dos compulsórios sobre recursos a prazo.
Já as ações da Petrobras puxaram a bolsa para baixo acompanhando o recuo do barril do brent nos mercados internacionais de petróleo.
Confira a seguir as 5 maiores altas e as 5 maiores quedas do dia entre os componentes do Ibovespa.
MAIORES ALTAS
MAIORES BAIXAS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou o Twitter para anunciar que tanto ele quanto a primeira-dama testaram positivo para o coronavírus.
"Esta noite, Melania e eu testamos positivo para covid-19. Vamos iniciar nossa quarentena e processo de recuperação imediatamente. Vamos superar isto juntos"
Faltando apenas um mês para as eleições presidenciais norte-americanas, o teste positivo de Trump para covid-19 inspira diversas incertezas.
No momento, analistas ainda avaliam se a notícia pode mudar o curso da corrida eleitoral, uma vez que o candidato à reeleição terá de permanecer isolado restando pouco mais de um mês para a votação. Além disso, a idade e o sobrepeso enquadram Trump dentro do grupo de risco.
A atenção dos investidores também se volta para o adversário de Trump, o candidato democrata e ex-vice-presidente Joe Biden. Os dois estiveram no decorrer desta semana para a primeira rodada de debates com vistas às eleições de novembro.
Na avaliação de Nannette Hechler-Fayd’herbe, diretora de investimento do banco Credit Suisse, o teste positivo de Trump tende a servir como um sinal de alerta para os agentes dos mercados financeiros com relação ao persistente avanço da pandemia.
"Se aconteceu com o presidente, pode acontecer com qualquer um, com todo o potencial disruptivo que isso pode ter sobre a atividade econômica", alertou ela.
Além disso, prossegue Nannette Hechler-Fayd’herbe, a notícia tende a colocar em evidência a forma como o presidente norte-americano lidou com a pandemia.
Ainda nos Estados Unidos, outra notícia a contribuir para o mau humor entre os investidores nesta sexta-feira foi a divulgação, pelo Departamento do Trabalho dos EUA, dos dados do relatório de emprego do país, o payroll.
O resultado veio muito aquém das expectativas dos analistas. Foram criadas 661 mil novos postos de trabalho em setembro, enquanto as projeções indicavam a abertura de pelo menos 800 mil novas vagas.
Depois do payroll mais fraco do que o esperado, a divulgação de dados de encomenda à indústria dos EUA e da confiança do consumidor norte-americano injetaram um pouco de ânimo nos mercados.
Por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial subiu 3,2% em agosto ante julho. Apesar de ter sido a quarta alta mensal seguida, o resultado veio abaixo do esperado pelos analistas.
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