Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Diversificação global

Brasileiro poderá investir em índices de bolsas europeias e de renda fixa global em 2021

Após trazer BDRs de ETFs negociados nas bolsas americanas para a B3, BlackRock quer trazer BDRs de ETFs europeus e de renda fixa internacional no primeiro semestre do ano que vem; gestora também falou sobre perspectivas de investimento para 2021

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
8 de dezembro de 2020
16:15 - atualizado às 18:18
Fachada da sede da gestora BlackRock em Nova York
Fachada da sede da gestora BlackRock em Nova York. - Imagem: Shutterstock

O ano de 2021 promete trazer uma forte recuperação da economia global, vacinação em massa contra a covid-19 nos países desenvolvidos, fluxo de recursos estrangeiros para países emergentes e um grande destaque para a economia chinesa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas se aqui no Brasil ainda não sabemos como vão ficar as questões do risco fiscal e da vacinação contra o coronavírus, o investidor local já não tem mais desculpa para manter sua carteira 100% alocada em ativos brasileiros.

Após a liberação da negociação de BDRs nível I para todos os investidores e o lançamento de 39 BDRs de ETFs americanos na B3, o investidor brasileiro pode esperar, para o primeiro semestre do ano que vem, a chegada de BDRs de ETFs europeus e também de renda fixa internacional.

Em seu almoço de fim de ano com jornalistas, os executivos da gestora americana BlackRock, responsável pela maior parte dos ETFs negociados no Brasil, falaram sobre a intenção de trazer ainda mais BDRs de fundos de índice para o mercado local.

“Chegou a hora de o investidor brasileiro diversificar, olhar o mundo. Diversificar significa adicionar. E nós queremos adicionar opções que tenham, como premissa básica, dar acesso ao investidor”, observou Carlos Takahashi, o Cacá, CEO da BlackRock no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O investimento no exterior vem se tornando cada vez mais acessível ao investidor brasileiro, que agora pode lançar mão da diversificação geográfica e aproveitar os mercados mais promissores do mundo, mesmo quando as coisas não estejam caminhando bem por aqui.

Leia Também

Os BDRs são recibos de ativos estrangeiros negociados na bolsa brasileira, e até pouco tempo atrás os BDRs de nível I - que incluem ações de empresas como Apple, Amazon, Facebook, Tesla e Microsoft - só podiam ser acessados por quem tinha, no mínimo, R$ 1 milhão em aplicações financeiras.

Com o acesso aos BDRs ampliado para o público geral, foi a vez de chegarem ao Brasil 39 BDRs de ETFs originalmente negociados nas bolsas americanas, todos da família iShares, da BlackRock.

Também chamados de fundos de índice, os ETFs são fundos com cotas negociadas em bolsa, cujas carteiras replicam a composição dos índices de mercado com bastante aderência, baixa taxa de administração e elevado grau de transparência de preço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Cacá, a intenção é pelo menos dobrar a quantidade de BDRs de ETFs disponíveis atualmente na B3 ao longo do primeiro semestre do ano que vem. A chegada dos ETFs europeus, por sinal, está dependendo apenas de um procedimento de reconhecimento entre a B3 e as bolsas europeias, que já está em andamento.

Postura pró-risco em 2021

O almoço com jornalistas da BlackRock neste ano teve a cara de 2020: foi realizado on-line, e os convidados receberam a refeição nos seus respectivos locais de trabalho. Durante o evento, os executivos da gestora - que é a maior do mundo, com mais de US$ 7 trilhões sob seus cuidados - apresentou suas teses de investimento para 2021.

Apesar do almoço ainda em clima de “novo normal”, a expectativa da BlackRock para o ano que vem é de recuperação e vacinação, ao menos nos países desenvolvidos. A gestora se diz “pró-risco” para 2021, com preferência para ações americanas.

“A partir de meados de 2021, a economia deve se recuperar com mais força, à medida que as vacinas forem ficando mais disponíveis”, disse Axel Christensen, estrategista-chefe de investimento na América Latina da BlackRock.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A BlackRock acredita que, mesmo onde houver maior pressão inflacionária, os bancos centrais devem limitar a alta dos juros, mantendo os juros reais (juro acima da inflação) baixos ou em queda. Isso beneficia os ativos de risco, como as ações.

As perspectivas são boas para ações de mercados emergentes, principalmente Ásia, com exceção do Japão. A China aparece como grande destaque, tanto na renda fixa quanto na variável.

A exposição da gestora em 2021 é mais baixa (underweight) em títulos soberanos de países desenvolvidos e títulos de renda fixa com grau de investimento em geral, dadas as taxas de juros baixas nesses investimentos mais seguros.

Na renda fixa, a BlackRock está mais otimista com os títulos de crédito high yield, que têm um pouco mais de risco e, com isso, retornos maiores. Regionalmente, se destacam os países da periferia da zona do euro e da Ásia, além dos títulos do Tesouro americano atrelados à inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a bolsa brasileira, os setores mais ligados à economia chinesa devem ser os mais beneficiados nos próximos seis a 12 meses, como é o caso dos produtores de commodities industriais e agrícolas e da indústria, enfim, companhias que exportem para o gigante asiático.

Estes setores devem ter um reinício mais rápido do que aqueles ligados à economia doméstica, uma vez que o desemprego por aqui está elevado, explicou Christensen.

De toda forma, há um processo mais estrutural em curso de migração dos investidores locais para ativos de risco, tanto pessoas físicas quanto institucionais. “A Selic não deve ficar em 2% de maneira permanente, mas a taxa de juros de equilíbrio do Brasil está agora mais baixa do que estávamos acostumados a ver”, disse o executivo.

Quanto ao “rotation trade”, ou rotação de carteiras, que vem ocorrendo, Christensen esclareceu que a BlackRock vem encarando a crise deste ano como desastre natural, e não como um fim de ciclo econômico normal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, ainda que a retomada prevista para o ano que vem possa favorecer os chamados investimentos de valor - ações de empresas da economia tradicional que estão descontadas por conta da crise, mas tendem a se valorizar com a recuperação econômica - não são todas as empresas de valor clássicas que devem se beneficiar.

Segundo o estrategista da gestora, small caps, empresas de commodities e consumo cíclico, por exemplo, tendem a se beneficiar, mas empresas do setor financeiro, como bancos, têm complicadores setoriais. Nos EUA, por exemplo, onde as perspectivas são de juro baixo por muitos anos, está mais difícil para essas companhias ganharem dinheiro.

“Não deve ser um ano 100% de teses de valor, mas uma mistura de teses de valor e de crescimento”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MOVIMENTAÇÃO

MBRF (MBRF3) tomba quase 10% na bolsa após venda de ações em bloco por fundo árabe; entenda

15 de abril de 2026 - 14:48

No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal

DOS FIIS AOS ETFS

O gringo também gosta de FIIs: fluxo estrangeiro chega aos fundos imobiliários, e isso é bom para os cotistas; saiba quais ativos estão na mira

15 de abril de 2026 - 6:03

Volume estrangeiro nos primeiros dois meses do ano cresceu 60% em relação a 2025; só em fevereiro, gringos representaram 24% do volume negociado de fundos imobiliários

MERCADOS HOJE

200 mil pontos logo ali: Ibovespa se aproxima de novo recorde, mas Petrobras (PETR4) joga contra

14 de abril de 2026 - 16:01

Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua

NOVO PREÇO-ALVO

Não tem mais potencial? BofA e Safra rebaixam recomendação de Usiminas (USIM5) e ação recua até 3%; confira o que dizem os analistas

13 de abril de 2026 - 18:42

Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos

GANHOS PARA O BOLSO

Dividendos de 12%: BTG reforça compra para Allos (ALOS3) após acordo com a Kinea

13 de abril de 2026 - 18:10

O novo fundo imobiliário comprará participações em sete shoppings de propriedade da Allos, com valor de portfólio entre R$ 790 milhões e R$ 1,97 bilhão, e pode destravar valor para os acionistas

FIIS HOJE

Este FII vende imóvel alugado à Caixa Econômica e coloca R$ 3,6 milhões no bolso do cotista; saiba qual e entenda a operação

13 de abril de 2026 - 17:32

Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira

RETORNO TURBINADO

Petrobras (PETR4) dobrou o capital do acionista em 5 anos — mas quadruplicou o dinheiro de quem reinvestiu os dividendos

13 de abril de 2026 - 16:39

Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%

CÂMBIO E BOLSA

Dólar ladeira abaixo: moeda fecha a R$ 4,99 pela 1ª vez em dois anos; Ibovespa supera inéditos 198 mil pontos

13 de abril de 2026 - 15:50

Depois do fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana, investidores encontraram um respiro nas declarações de Trump sobre a guerra

'ZERANDO' WALL STREET

De SpaceX a ‘herdeiro de Buffett’: BTG Pactual entra em outro IPO badalado em Wall Street como único representante brasileiro

13 de abril de 2026 - 15:23

Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.

RENDA PASSIVA

FII, FI-Infra e Fiagros: onde investir para garantir dividendos mensais, com isenção de imposto de renda, segundo o BTG

13 de abril de 2026 - 11:54

Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio

SOB NOVA PRESSÃO

Petróleo sobe, dólar avança, e Petrobras (PETR4) pega carona após Trump ameaçar Estreito de Ormuz; veja como os mercados reagem

13 de abril de 2026 - 10:45

A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade

PAPEL NA CARTEIRA

Esse fundo imobiliário é o favorito da XP para se proteger da inflação — e ainda conta com dividendo de 11,5%

12 de abril de 2026 - 13:09

A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação

IBOVESPA EM FESTA

Em semana euforia no Ibovespa, ações da Hapvida, C&A e Auren ‘fizeram a festa’, enquanto outras ficaram de ressaca; veja as maiores altas e baixas da bolsa

11 de abril de 2026 - 17:00

Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda

DANÇA DAS CADEIRAS NO ALTO ESCALÃO

Hapvida (HAPV3) tem a maior alta do Ibovespa na semana e lembra do ‘gostinho’ de ser querida pelo mercado. O que impulsionou as ações?

10 de abril de 2026 - 19:03

A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras

CÂMBIO

Dólar a R$ 5,00: oportunidade de ouro para investir lá fora ou armadilha antes das eleições?

10 de abril de 2026 - 18:24

Com mínima de R$ 5,0055 nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana acumula perdas de 2,88% na semana e de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, no auge da aversão ao risco no exterior em razão do conflito no Oriente Médio

VAI PINGAR NO BOLSO DO ACIONISTA

B3 (B3SA3) deve distribuir R$ 6,3 bilhões em proventos neste ano, segundo o Citi; banco eleva recomendação e preço-alvo

10 de abril de 2026 - 18:04

Entrada de capital estrangeiro, volumes em alta e ganhos tributários levam instituição financeira a projetar lucros até 19% acima do consenso e margens robustas para a operadora da bolsa

IGNORANDO A GRAVIDADE

Bolsa brasileira melhor que o S&P 500: Ibovespa faz história e analistas veem espaço para o rali continuar

10 de abril de 2026 - 12:23

Itaú BBA e Bank Of America dizem até onde o índice pode ir e quem brilhou em uma semana marcada por recordes sucessivos

MENOR PATAMAR EM DOIS ANOS

Dólar abaixo de R$ 5? O que precisa acontecer para a moeda cair ainda mais — e o que poderia atrapalhar isso

9 de abril de 2026 - 16:29

Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização

DE VOLTA AO JOGO

Como a Petrobras (PETR4) recuperou R$ 27 bilhões perdidos na véspera e ajuda o Ibovespa a passar dos 195 mil pontos

9 de abril de 2026 - 14:42

Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira

MUDANÇAS NO PORTFÓLIO

Riza Arctium Real Estate (RZAT11) anuncia venda de imóveis, e cotistas vão sair ganhando; veja os detalhes das operações

9 de abril de 2026 - 12:00

O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia