🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Diversificação global

Brasileiro poderá investir em índices de bolsas europeias e de renda fixa global em 2021

Após trazer BDRs de ETFs negociados nas bolsas americanas para a B3, BlackRock quer trazer BDRs de ETFs europeus e de renda fixa internacional no primeiro semestre do ano que vem; gestora também falou sobre perspectivas de investimento para 2021

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
8 de dezembro de 2020
16:15 - atualizado às 18:18
Fachada da sede da gestora BlackRock em Nova York
Fachada da sede da gestora BlackRock em Nova York. - Imagem: Shutterstock

O ano de 2021 promete trazer uma forte recuperação da economia global, vacinação em massa contra a covid-19 nos países desenvolvidos, fluxo de recursos estrangeiros para países emergentes e um grande destaque para a economia chinesa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas se aqui no Brasil ainda não sabemos como vão ficar as questões do risco fiscal e da vacinação contra o coronavírus, o investidor local já não tem mais desculpa para manter sua carteira 100% alocada em ativos brasileiros.

Após a liberação da negociação de BDRs nível I para todos os investidores e o lançamento de 39 BDRs de ETFs americanos na B3, o investidor brasileiro pode esperar, para o primeiro semestre do ano que vem, a chegada de BDRs de ETFs europeus e também de renda fixa internacional.

Em seu almoço de fim de ano com jornalistas, os executivos da gestora americana BlackRock, responsável pela maior parte dos ETFs negociados no Brasil, falaram sobre a intenção de trazer ainda mais BDRs de fundos de índice para o mercado local.

“Chegou a hora de o investidor brasileiro diversificar, olhar o mundo. Diversificar significa adicionar. E nós queremos adicionar opções que tenham, como premissa básica, dar acesso ao investidor”, observou Carlos Takahashi, o Cacá, CEO da BlackRock no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O investimento no exterior vem se tornando cada vez mais acessível ao investidor brasileiro, que agora pode lançar mão da diversificação geográfica e aproveitar os mercados mais promissores do mundo, mesmo quando as coisas não estejam caminhando bem por aqui.

Leia Também

Os BDRs são recibos de ativos estrangeiros negociados na bolsa brasileira, e até pouco tempo atrás os BDRs de nível I - que incluem ações de empresas como Apple, Amazon, Facebook, Tesla e Microsoft - só podiam ser acessados por quem tinha, no mínimo, R$ 1 milhão em aplicações financeiras.

Com o acesso aos BDRs ampliado para o público geral, foi a vez de chegarem ao Brasil 39 BDRs de ETFs originalmente negociados nas bolsas americanas, todos da família iShares, da BlackRock.

Também chamados de fundos de índice, os ETFs são fundos com cotas negociadas em bolsa, cujas carteiras replicam a composição dos índices de mercado com bastante aderência, baixa taxa de administração e elevado grau de transparência de preço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Cacá, a intenção é pelo menos dobrar a quantidade de BDRs de ETFs disponíveis atualmente na B3 ao longo do primeiro semestre do ano que vem. A chegada dos ETFs europeus, por sinal, está dependendo apenas de um procedimento de reconhecimento entre a B3 e as bolsas europeias, que já está em andamento.

Postura pró-risco em 2021

O almoço com jornalistas da BlackRock neste ano teve a cara de 2020: foi realizado on-line, e os convidados receberam a refeição nos seus respectivos locais de trabalho. Durante o evento, os executivos da gestora - que é a maior do mundo, com mais de US$ 7 trilhões sob seus cuidados - apresentou suas teses de investimento para 2021.

Apesar do almoço ainda em clima de “novo normal”, a expectativa da BlackRock para o ano que vem é de recuperação e vacinação, ao menos nos países desenvolvidos. A gestora se diz “pró-risco” para 2021, com preferência para ações americanas.

“A partir de meados de 2021, a economia deve se recuperar com mais força, à medida que as vacinas forem ficando mais disponíveis”, disse Axel Christensen, estrategista-chefe de investimento na América Latina da BlackRock.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A BlackRock acredita que, mesmo onde houver maior pressão inflacionária, os bancos centrais devem limitar a alta dos juros, mantendo os juros reais (juro acima da inflação) baixos ou em queda. Isso beneficia os ativos de risco, como as ações.

As perspectivas são boas para ações de mercados emergentes, principalmente Ásia, com exceção do Japão. A China aparece como grande destaque, tanto na renda fixa quanto na variável.

A exposição da gestora em 2021 é mais baixa (underweight) em títulos soberanos de países desenvolvidos e títulos de renda fixa com grau de investimento em geral, dadas as taxas de juros baixas nesses investimentos mais seguros.

Na renda fixa, a BlackRock está mais otimista com os títulos de crédito high yield, que têm um pouco mais de risco e, com isso, retornos maiores. Regionalmente, se destacam os países da periferia da zona do euro e da Ásia, além dos títulos do Tesouro americano atrelados à inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a bolsa brasileira, os setores mais ligados à economia chinesa devem ser os mais beneficiados nos próximos seis a 12 meses, como é o caso dos produtores de commodities industriais e agrícolas e da indústria, enfim, companhias que exportem para o gigante asiático.

Estes setores devem ter um reinício mais rápido do que aqueles ligados à economia doméstica, uma vez que o desemprego por aqui está elevado, explicou Christensen.

De toda forma, há um processo mais estrutural em curso de migração dos investidores locais para ativos de risco, tanto pessoas físicas quanto institucionais. “A Selic não deve ficar em 2% de maneira permanente, mas a taxa de juros de equilíbrio do Brasil está agora mais baixa do que estávamos acostumados a ver”, disse o executivo.

Quanto ao “rotation trade”, ou rotação de carteiras, que vem ocorrendo, Christensen esclareceu que a BlackRock vem encarando a crise deste ano como desastre natural, e não como um fim de ciclo econômico normal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, ainda que a retomada prevista para o ano que vem possa favorecer os chamados investimentos de valor - ações de empresas da economia tradicional que estão descontadas por conta da crise, mas tendem a se valorizar com a recuperação econômica - não são todas as empresas de valor clássicas que devem se beneficiar.

Segundo o estrategista da gestora, small caps, empresas de commodities e consumo cíclico, por exemplo, tendem a se beneficiar, mas empresas do setor financeiro, como bancos, têm complicadores setoriais. Nos EUA, por exemplo, onde as perspectivas são de juro baixo por muitos anos, está mais difícil para essas companhias ganharem dinheiro.

“Não deve ser um ano 100% de teses de valor, mas uma mistura de teses de valor e de crescimento”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) pagará R$ 325 milhões em proventos aos acionistas; veja quem recebe

13 de fevereiro de 2026 - 13:11

Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio

IMPULSO INTERNO E EXTERNO

Usiminas (USIM5) reverte prejuízo no 4T25, mas ação está entre as maiores altas do Ibovespa também por outro motivo

13 de fevereiro de 2026 - 12:41

Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Dólar cai a R$ 5,18 e volta a fechar no menor nível em quase 2 anos; na bolsa, o dia foi de recordes

11 de fevereiro de 2026 - 18:50

A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.

CEO CONFERENCE 2026

“Upsides pornográficos”: derrota de Lula nas eleições pode fazer a bolsa deslanchar, diz André Lion, da Ibiuna

11 de fevereiro de 2026 - 13:32

Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo

2026 OU...1996?

Dólar perde terreno: ouro supera Treasurys como reserva internacional pela primeira vez em 30 anos; veja o que levou a isso

11 de fevereiro de 2026 - 11:27

Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso

DESTAQUES DO IBOVESPA

O balde de água fria na Eneva (ENEV3): por que as ações despencaram 19% após decisão do governo sobre o leilão de energia

10 de fevereiro de 2026 - 12:59

Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta

ENTENDA

B3 (B3SA3) deve se esbaldar com dinheiro gringo e corte da Selic neste ano: UBS BB acredita que é hora de comprar

6 de fevereiro de 2026 - 17:05

Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Amazon (AMZO34) aposta pesado em IA. Por que investimentos de R$ 1 trilhão assusta mercado e até o BTC pagou o pato?

6 de fevereiro de 2026 - 11:58

Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas

FII DO MÊS

FII de papel ou tijolo? Em fevereiro, os dois são queridinhos dos analistas; confira os fundos imobiliários no pódio

5 de fevereiro de 2026 - 6:14

Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora

HORA DE COMPRAR?

A Prio (PRIO3) já deu o que tinha que dar? Depois de subirem 20% no ano, papéis ainda podem disparar; Itaú BBA aponta gatilhos

4 de fevereiro de 2026 - 18:42

A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas

VAI PERDER O BONDE?

“Investidor pessoa física só gosta de bolsa quando já está cara”, diz Azevedo, da Ibiuna

4 de fevereiro de 2026 - 17:31

Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa

TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar