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2020-01-30T13:56:21-03:00
Estadão Conteúdo
IPO

BB vai vender mesma proporção de fatia da família Ermírio de Moraes em IPO do BV

O BB vai vender, conforme antecipou ontem a Coluna do Broadcast, R$ 2 bilhões em ações do BV, assim como a família Ermírio de Moraes

29 de janeiro de 2020
20:51 - atualizado às 13:56
Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil
Rubem de Freitas Novaes - Imagem: Reprodução/YouTube

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, confirmou a intenção de se desfazer de fatia proporcional à da família Ermírio de Moraes na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Banco Votorantim, atual BV, antecipado na terça-feira, 28, pela Coluna do Broadcast.

"Está programado um IPO para o Votorantim. É muito importante ter a oxigenação para o BV que a abertura para o mercado dá. O Votorantim está passando por um processo de modernização. Esperamos que seja um sucesso o IPO. Vamos vender apenas um pedaço, na mesma proporção dos outros sócios", disse ele, a jornalistas, após evento do Credit Suisse, nesta tarde.

O BB vai vender, conforme antecipou ontem a Coluna do Broadcast, R$ 2 bilhões em ações do BV, assim como a família Ermírio de Moraes. Além desses R$ 4 bilhões, R$ 1 bilhão será ofertado como oferta primária, ou seja, que injetará recursos no caixa do banco para financiar a expansão de suas atividades, com foco no digital.

Assim, os sócios vão manter a mesma proporção na sociedade, a despeito da oferta inicial de ações. Atualmente, a família Ermírio de Moraes detém 50,01% do capital do banco com direito a voto, enquanto o BB tem os demais 49,99%.

Sobre a possibilidade de o banco engordar sua lista de desinvestimentos como uma alternativa à privatização do BB, que foi barrada pelo presidente Jair Bolsonaro, o presidente da instituição disse que os ativos que poderiam ser colocados à venda já foram endereçados e que, agora, faz mais sentido constituir parcerias. Esse foi, por exemplo, o modelo que o banco adotou para deslanchar sua área de mercado de capitais com uma joint venture com o UBS e ainda sua gestora de recursos.

Sobre as áreas de seguros e cartões, Novaes disse que esses segmentos têm sinergia com um banco de varejo e, portanto, um eventual desinvestimento tem menos sentido. Disse, porém, que o BB estuda alternativas para Cielo, da qual é sócio com o Bradesco.

"Estamos sempre estudando como fortalecer a Cielo. Estamos discutindo. A Cielo está em um momento difícil e nós estamos estudando como fortalecê-la", afirmou o presidente do BB, sem dar mais detalhes.

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