🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Até que não está tão mau

Apesar da pandemia, volume de ofertas de ações e número de IPOs apresentam crescimento em 2020

Nos três primeiros trimestres, volume de ofertas de ações cresceu 20% ante o mesmo período do ano passado; queda na captação de empresas se deu pelo lado da renda fixa

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
7 de outubro de 2020
15:17 - atualizado às 15:18
Ilustração relaciona IPO a casamento
IPO representa uma espécie de "casamento" das empresas com investidores na bolsa - Imagem: Pomb

O ano de 2020 até que não está tão ruim para o mercado de capitais, se considerarmos todos os desafios que a pandemia de coronavírus tem imposto às economias e às vidas das pessoas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo dados divulgados na manhã de hoje pela Anbima, a entidade que representa as empresas do mercado de capitais, o volume captado em ofertas de ações nos três primeiros trimestres de 2020 supera em 20,5% o volume do mesmo período do ano passado.

Foram captados R$ 69,2 bilhões em ofertas de ações até setembro, sendo R$ 13,8 bilhões em IPOs (ofertas públicas iniciais) e R$ 55,4 bilhões em follow-ons (ofertas subsequentes, feitas por empresas que já tinham ações negociadas em bolsa).

No mesmo período do ano passado, foram R$ 57,5 bilhões em ofertas, sendo apenas R$ 4,5 bilhões em IPOs e R$ 52,9 bilhões em follow-ons. Já em 2018, o volume total captado nos três primeiros trimestres foi de apenas R$ 9,2 bilhões.

"Os mercados surpreenderam positivamente em meio à pandemia", disse Sergio Goldstein, vice-presidente do Fórum de Mercado de Capitais e presidente da Comissão de Renda Fixa da Anbima, durante apresentação dos números à imprensa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Maior parte das ofertas foi primária

E a natureza das ofertas é um bom sinal. Mais da metade (R$ 38,7 bilhões) das ofertas foi primária, isto é, os recursos captados foram para o caixa das empresas.

Leia Também

As ofertas secundárias, em que os recursos vão para o bolso dos acionistas da companhia, totalizaram R$ 30,5 bilhões, sendo que nesse bolo entram aquelas ofertas feitas, por exemplo, pelo BNDES, na sua política de desinvestimentos. Ou seja, não se trata simplesmente de um acionista "pulando fora" do negócio e se desfazendo das suas ações porque acha que elas já subiram o que tinham para subir.

No ano passado, por exemplo, essa relação foi invertida. As ofertas secundárias corresponderam a R$ 39,4 bilhões, enquanto as primárias responderam apenas por R$ 18,1 bilhões.

Os números trimestrais, inclusive, mostram a forte recuperação do mercado de ações brasileiro após a crise vista em março. No terceiro trimestre, foram captados R$ 32,4 bilhões, sendo R$ 25 bilhões em ofertas primárias, sendo que no segundo trimestre as ofertas totalizaram apenas R$ 5,7 bilhões, todas primárias. Em volume, o terceiro trimestre de 2020 foi quase tão bom quanto o de 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se considerados os 11 IPOs já realizados no ano, mais as sete aberturas de capital em andamento e as 48 que estão em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o ano de 2020 já tem o maior número de IPOs desde o ano recorde de 2007, quando foram realizados mais de 60 IPOs.

Se todas essas ofertas vão sair do papel são outros quinhentos. De fato, apesar do alto volume emitido neste ano e da recuperação vista no terceiro trimestre, houve uma piora recente do mercado, o que deixa o desempenho do quarto trimestre mais incerto.

Nem tudo são flores

Mas se 2020 não foi tão ruim quanto poderia ter sido com a pandemia, também não foi tão bom quanto poderia ter sido sem ela. É possível sim ver nos números da Anbima o impacto negativo que a crise provocou nos mercados financeiros.

O total de emissões de volumes mobiliários nos três primeiros trimestres caiu mais de 20% ante o mesmo período do ano passado, e a "culpada" foi a renda fixa. Foram emitidos R$ 236,9 bilhões até setembro de 2020, contra R$ 301,6 bilhões até setembro de 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O volume emitido de títulos de renda fixa e instrumentos híbridos no mercado doméstico (que incluem, por exemplo, fundos imobiliários e FIDCs) passou de R$ 244,1 bilhões nos três primeiros trimestres de 2019 para R$ 167,7 bilhões nos três primeiros trimestres de 2020, uma queda de 31,3%.

A maior queda se deu no mercado de debêntures (títulos de dívida de empresas), uma vez que o volume de emissões dos demais instrumentos ficou em linha com o ano passado. Foram captados apenas R$ 73,5 bilhões com debêntures até setembro de 2020, contra R$ 135,8 bilhões no mesmo período do ano passado e R$ 118,2 bilhões no mesmo período de 2018.

O perfil dos subscritores de debêntures também refletiu o apetite menor nesse mercado. No caso das debêntures tradicionais (sem incentivos tributários), mais de 80% dos subscritores foram intermediários e participantes ligados à oferta, como bancos e corretoras que, eventualmente, devem vender esses papéis para clientes.

A participação dos fundos de investimento nas subscrições caiu de 59,2% no ano passado para apenas 13,4%. No mercado de debêntures incentivadas, que financiam projetos de infraestrutura, ocorreu fenômeno semelhante. A participação de intermediários e participantes ligados à oferta entre os subscritores foi de 56,3%, ante 21,4% nos três primeiros trimestres do ano passado. Já a participação dos fundos caiu de 35,7% no ano passado para 22,9% neste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

ATÉ QUANDO

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) em alta com conflito no Oriente Médio; vale investir? Veja por que a resposta não é tão simples

2 de março de 2026 - 14:32

O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

2 de março de 2026 - 13:10

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa supera medo da guerra entre EUA e Irã e fecha em alta; petroleiras dominam o pregão

2 de março de 2026 - 8:56

Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu

SOBE E DESCE

Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês

28 de fevereiro de 2026 - 15:01

Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

DEU RUIM?

Ação da Cosan (CSAN3) cai 5% após Fitch rebaixar a empresa com perspectiva negativa

27 de fevereiro de 2026 - 18:24

A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)

BALANÇO DESAPONTOU?

Ex-Eletrobras, Axia (AXIA3) cai no Ibovespa apesar de ter dobrado o lucro líquido ajustado no 4T25: o que desanimou o mercado?

27 de fevereiro de 2026 - 15:01

Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)

VEJA O QUE FALTA ATÉ LÁ

O maior IPO reverso da história da B3: quando a Bradsaúde vai começar a ser negociada na bolsa?

27 de fevereiro de 2026 - 13:55

Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM

EXPECTATIVA VERSUS REALIDADE

Onda de IPOs está voltando? Diretor do BR Partners (BRBI11) vê mercado ‘tentando acreditar’ na reabertura da janela

27 de fevereiro de 2026 - 13:12

Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez

DE VENDA PARA NEUTRO

BB Investimentos eleva recomendação da Copasa (CSMG3), mas alerta: alta na ação vem da expectativa pela privatização, não do desempenho operacional

27 de fevereiro de 2026 - 10:17

O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar