Menu
Marina Gazzoni
O melhor do Seu Dinheiro
Marina Gazzoni
É CEO do Seu Dinheiro
2019-10-14T14:37:43-03:00
TUDO QUE VAI MEXER COM SEU DINHEIRO HOJE

Que ações podem queimar no fogo argentino?

15 de agosto de 2019
10:00 - atualizado às 14:37
O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

Quando a Argentina espirra respinga no Brasil. Uma crise lá afeta o resultado das empresas que têm negócios na região. Sem falar que os gringos costumam colocar a “América Latina” no mesmo balaio e podem segurar os investimentos em toda a região quando um sinal ruim vem dos hermanos.

Deixando de lado os sustos do mercado, você deve estar se perguntando quem de fato pode sofrer com a crise nos nossos vizinhos. O Itaú BBA levantou as 20 ações brasileiras mais expostas ao risco-Argentina.

Há empresas na bolsa que têm cerca de 20% da receita oriunda no país, mas há outras que o peso é de menos de 1%. É importante você saber quem de fato depende de negócios no país. Isso porque cada vez que o cenário piorar por lá, a bolsa brasileira deve apanhar. A tendência é que as empresas mais expostas sofram mais. Mas às vezes o mercado exagera e cobra o preço em ações que não são tão dependentes assim dos nossos vizinhos. Pode até ser uma oportunidade de compra.

A lista completa com as ações mais dependentes da economia argentina está nesta reportagem da Bruna Furlani. Os dias prometem ser de muita emoção até a eleição em outubro. É bom você saber quem está no fogo.

A Bula do Mercado: dados dos EUA e atuação do BC

Hoje a atenção dos investidores se volta aos números da economia norte-americana, que são divulgados ao longo do dia. Os dados podem reforçar (ou não) o risco de recessão sinalizado ontem pela inversão da curva de juros do país.

Após um dia em que todos os índices acionários norte-americanos registraram perdas ao redor de 3%, Wall Street amanhece sinalizando uma sessão positiva. A Ásia, por outro lado, teve uma sessão de perdas, ainda sob o impacto da queda de ontem no Ocidente. O pregão asiático também foi penalizado pela queda do rendimento (yield) do título norte-americano de 30 anos (T-bond) abaixo de 2%.

Por aqui, o sentimento de que o Congresso está entregando os ajustes na economia sustenta o otimismo. Os investidores ainda têm uma rodada vultuosa de resultados trimestrais das empresas, com Natura, Marfrig, JBS, Via Varejo, entre outras companhias. Você pode conferir os principais números dessas empresas aqui.

Ontem, o Ibovespa fechou com forte queda de 2,94%, aos 100.258,01 pontos. Já o dólar à vista subiu 1,79%, a R$ 4,0388. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.
 

O BC ‘desenterrou’ uma arma

No mesmo dia em que o câmbio foi, novamente, acima dos R$ 4, o Banco Central anunciou novos leilões de dólar. É uma velha estratégia para “segurar” o câmbio. Só que desta vez o Banco Central “inovou” no instrumento. Coloquei entre aspas porque, na verdade, o BC recorreu a uma fórmula do passado. Pela primeira vez em 10 anos, a venda de dólar será feita também no mercado à vista - e não apenas por meio dos tais “swaps reversos”.

Qual a diferença? Na venda à vista o BC gasta as reservas internacionais. O Eduardo Campos faz uma ressalva antes que alguém pense que o Banco Central se assustou e lembra que a diretoria do BC já vem sinalizando que não tem “preconceito” com os diferentes instrumentos de política monetária. Entenda o que está em jogo.

Ameaça asiática

Aliás, a medida anunciada pelo BC fez com que a moeda norte-americana começasse o dia caindo 0,45%, sendo negociada na casa dos R$ 4,02. O dólar também perde terreno nesta manhã para moedas importantes como o euro e a libra, após o Ministério de Finanças da China afirmar que os planos dos EUA de impor uma tarifa de 10% sobre US$ 300 bilhões em produtos chineses merecem contramedidas. Saiba mais .

Contra-ataque noturno


Em Brasília, a agenda noturna tem sido intensa. Um dia após a aprovação do texto base da MP da Liberdade Econômica, os deputados rejeitaram todas as propostas de alteração do projeto. Os parlamentares ainda aprovaram o texto-base da lei que trata da criminalização do abuso de autoridade. Longe de um consenso, a medida é considerada por críticos uma retaliação da classe política a operações como a Lava Jato. Saiba mais.

Um grande abraço e ótima quinta-feira!

Agenda 

Índices 
- Governo divulga Relatório Prisma Fiscal
- Reino Unido e Estados Unidos divulgam resultados de vendas no varejo em julho
- Estados Unidos divulgam dados semanais de emprego e resultados industriais de julho
- Argentina anuncia inflação de julho
- OMC publica dados sobre o comércio global de bens
- Tesouro norte-americano divulga relatório mensal sobre fluxo de capital nos EUA

Balanços 2º trimestre
- Teleconferências: Natura, JBS, Cemig, Oi, Ultrapar e Via Varejo

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

coronavírus no país

Covid-19: Brasil tem 1,2 mil novas mortes e 60 mil novos casos

Até o momento, 2.356.640 pessoas se recuperaram da doença

seu dinheiro na sua noite

A questão de Bolsonaro: ser ou não ser liberal

Ser ou não ser liberal. Eis a questão de Jair Bolsonaro. O presidente foi eleito com uma pauta de defesa das reformas, redução do tamanho do Estado e equilíbrio das contas públicas. O fiador desse discurso foi Paulo Guedes, que assumiu o comando da economia. O receituário foi seguido no primeiro ano de mandato, com […]

de olho nos números

Suzano, JBS, B3, Cyrela, Lojas Americanas, B2W, Hering: os balanços que vão mexer com o mercado nesta sexta

Balanços do segundo trimestre devem guiar os negócios no Ibovespa no último pregão da semana

Balanço

B3 tem lucro 28,9% maior no 2º trimestre e aumenta investimento para dar conta do volume da bolsa

A dona da bolsa brasileira registrou lucro líquido recorrente de R$ 1,012 bilhão e pretende investir até R$ 425 milhões em sistemas e novos produtos para o mercado

confiança com capitalização

Para presidente da Eletrobras, saída de Mattar não prejudica privatização

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, disse nesta quinta-feira, 13, que a saída do secretário especial de Desestatização, Salim Mattar, não irá prejudicar a capitalização da empresa prevista para o ano que vem, e que confia que após debates com o Congresso Nacional, o processo seja aprovado

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu