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Ladeira abaixo

Itaú reduz projeção para o PIB brasileiro de 2019, de 1,3% para 1%

Com base nos indicadores de março, a instituição cortou a estimativa para o PIB do primeiro trimestre de recuo de 0,1% para declínio de 0,2%

Gráfico desenhado por um homem mostra queda
Principal causa para a mudança na projeção foi a produção industrialImagem: Shutterstock

O Itaú Unibanco voltou a piorar as expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, informa relatório divulgado nesta segunda-feira, 13.

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Com base nos indicadores de atividade de março, a instituição financeira cortou a estimativa para o PIB do primeiro trimestre de recuo de 0,1% para declínio de 0,2% na comparação com o último trimestre de 2018.

Além disso, também alterou as expectativas para o crescimento econômico em 2019 e em 2020. Para este ano, a previsão do PIB passou de alta de 1,3% para 1,0%, inferior ao visto na pesquisa Focus do Banco Central (BC) desta segunda-feira, de 1,45%, em sua 11ª revisão. Já a estimativa para 2020 saiu de expansão de 2,5% para 2,0%, se alinhando à registrada no Focus.

O Itaú explica que a principal contribuição para a mudança na projeção para o PIB do primeiro trimestre foi a produção industrial. No terceiro mês, a produção caiu 1,3% em relação a fevereiro, com ajuste sazonal.

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Além disso, acrescenta, a confiança do empresário não se recuperou em abril, após forte queda em março, e a criação de empregos medida pelo Caged está desacelerando.

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"Fatores que nos levam a crer, em linha com as impressões colhidas junto ao setor real, que a incerteza associada à implementação de reformas tem pesado em alguma medida sobre a atividade econômica", avalia o banco que tem como economista-chefe Mario Mesquita.

O resultado do PIB do primeiro trimestre será divulgado no dia 30 deste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Como principal motivo por trás dessa fraqueza, acreditamos que a taxa de juros neutra tenha se deslocado para baixo, devido ao ajuste fiscal e à redução dos subsídios creditícios", afirma a nota.

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Para o banco, a fraqueza da atividade e a inflação baixa devem abrir espaço para novos cortes, mas este cenário continua sendo condicional à aprovação da reforma da Previdência.

"Acreditamos que o crescimento do PIB poderá acelerar para 2,0% no próximo ano, após corte da taxa Selic para 5,5%, levando a taxa de juro real ex-ante para 1,8% no início de 2020. Essa visão é baseada em modelos estimados com séries de dados a partir de 2015, de forma a capturar apenas o período de ajuste fiscal", explica. Para 2019, estima Selic em 5,75%.

O banco também revisou a estimativa de déficit primário para 2019 de 1,5% para 0,8% do PIB (-R$ 60 bilhões), após incluir a receita extraordinária esperada com o leilão da cessão onerosa.

Para 2020, piorou a projeção de 1,0% para 1,1% do PIB (-R$ 86 bilhões). Conforme a instituição, o cenário é estritamente dependente da aprovação da reforma da Previdência, cujo impacto em termos fiscais deve ser entre 50% e 75% da proposta enviada pelo governo.

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Sem reformas, o cumprimento do teto de gastos dificilmente será viável a partir de 2020, e o reequilíbrio fiscal estará ameaçado, cita.

Já as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano e do seguinte foram mantidas em 3,6%.

Da mesma forma, deixou inalterada em R$ 3,80 a projeção para a taxa de câmbio de 2019 e em R$ 3,90 para 2020.

*Com Estadão Conteúdo.

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