Entre tapas e beijos
Em um dia marcado por uma inusitada briga de jornalistas, a boa notícia, quem diria, veio justamente de dois gigantes que vinham travando uma luta barulhenta. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Autoridades dos Estados Unidos e da China se sentaram na mesa, negociaram (sem direito a tapas e dedos apontados) e concordaram […]

Em um dia marcado por uma inusitada briga de jornalistas, a boa notícia, quem diria, veio justamente de dois gigantes que vinham travando uma luta barulhenta.
Autoridades dos Estados Unidos e da China se sentaram na mesa, negociaram (sem direito a tapas e dedos apontados) e concordaram em remover gradualmente as tarifas que foram impostas desde que começou a guerra comercial.
A disputa entre norte-americanos e chineses parece distante, mas foi o tema que dominou a agenda dos mercados ao longo deste ano, depois da reforma da Previdência.
O grande receio dos investidores era (e ainda é) o de que a imposição de tarifas de importação reduza o comércio global, afete as economias e os resultados das empresas.
Esse efeito em cascata bate diretamente na bolsa. Foi por isso que em agosto, quando Donald Trump praticamente desferiu um tapa virtual nos chineses via Twitter, o Ibovespa passou por um dos piores momentos do ano.
É claro que essa história está longe de terminar e nada impede que o clima atual de paz e amor se reverta, ainda mais porque no ano que vem tem eleições presidenciais nos EUA.
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Mas como eu escrevi na newsletter de ontem à noite, conforme as incertezas saem ou ficam mais distantes no radar, o apetite a risco dos investidores aumenta.
Depois de uma certa frustração com o megaleilão de ontem das áreas da cessão onerosa do pré-sal, o Ibovespa subiu 1,13% e cravou o trigésimo recorde do ano (doce rotina), aos 109.580 pontos. O dólar, porém, não entrou na dança e voltou a subir.
Quer saber todos os detalhes sobre esse dia de tapas e beijos nos mercados? Então não deixe de conferir a cobertura do Victor Aguiar.
De novo ela
A Petrobras voltou a salvar a pele do governo em mais um leilão de petróleo realizado nesta quinta-feira. Dessa vez a petroleira levou, em sociedade com a estatal chinesa CNODC, o bloco de Aram, área de pré-sal que estava sendo negociada em regime de partilha. Ao todo, 13 empresas estavam habilitadas a participar do evento, mas parece que o resultado frustrou as expectativas do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e do diretor-geral da ANP, Décio Oddone. Confira todos os detalhes do leilão nesta matéria.
Tanque cheio
A Ultrapar se beneficiou de um dos maiores merchandisings gratuitos da história ao longo da campanha presidencial do ano passado, com o apelido de Posto Ipiranga dado pelo então candidato Jair Bolsonaro a Paulo Guedes. Pois mesmo com toda essa força, os resultados da companhia iam de mal a pior. Mas parece que a pior fase ficou para trás. Tanto que as ações fecharam o dia em forte alta de 5,27%. Será então que é hora de encher o tanque com os papéis? Saiba o que dizem os analistas que cobrem a empresa nesta matéria da Jasmine Olga.
Olha como ela vem
Falando em tanque cheio, a locadora de veículos Movida também trouxe números bastante animadores em seu balanço trimestral, com melhora nos principais indicadores. O resultado, claro, foi a alta das ações, que acumulam um ganho superior a 90% só neste ano. Mas e o que dizem os analistas que acompanham a empresa? A Bruna Furlani teve acesso aos relatórios de várias corretoras e reuniu todas as recomendações para você.
R$ 3,7 bilhões
Foi o valor que o consórcio formado entre Copagaz, Itaúsa e Nacional Gás apresentou para comprar a Liquigás. A divisão de gás de cozinha da Petrobras foi colocada à venda pela estatal e o grupo foi o que apresentou o maior valor pelo negócio. Os vencedores ainda devem ser confirmados pela Petrobras, mas tudo indica que o consórcio que fez a proposta deve mesmo levar a companhia. Saiba as condições de venda da Liquigás e quem também está (ou estava) interessado no negócio.
Faça a conta: 1 + 1 = ?
No mundo convencional, a resposta certamente é dois. Mas para o Banco do Brasil e o suíço UBS o resultado dessa soma pode ser um número muito maior. Isso porque os bancos firmaram um acordo de união de negócios nas áreas de banco de investimentos e corretora de valores, e traçaram como objetivo alcançar a liderança nas operações realizadas no mercado de capitais brasileiro. Eu estive na entrevista coletiva que reuniu os principais executivos dos dois bancos e conto para você a matemática desse casamento.
DESTAQUES DA BOLSA
Ação da Tupy (TUPY3) atinge máxima nesta terça-feira (29) e fecha com alta de mais de 3%. O que animou os investidores?
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