Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Deu no New York Times (ou na Veja)… Cai fora!

A Bolsa de Valores só é notícia fora das seções especializadas quando dispara irracionalmente ou sofre um crash de proporções descomunais. Em ambas as hipóteses, costumam ser ótimas oportunidades de compra (após o tombo) ou de realização de lucro

11 de fevereiro de 2019
10:42 - atualizado às 9:57
Pessoa lê jornal e toma café
Pessoa lê jornal - Imagem: Shutterstock

Caro leitor,

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No número da revista Veja que está nas bancas esta semana, há uma matéria escrita pelo jornalista Marcelo Sakate. O título é “Expectativa em alta” e o subtítulo, “Embalado pelo otimismo com o novo governo, o principal índice de ações do país está prestes a atingir a inédita marca dos 100.000 pontos. Cabe a Bolsonaro agora entregar o que prometeu.”

Os leitores da Veja, assim como os desta coluna, vão ter de esperar um pouco, ou quem sabe “um muito”, para ver os tais cem mil pontos serem rompidos.

Existe um ditado em Wall Street que diz que quando um bull market da NYSE (New York Stock Exchange) sai na primeira página do The New York Times é sinal de fim de linha.

Não estou dizendo que os 98.589 pontos, atingidos pelo Ibovespa no dia 4 deste mês, tenham sido o topo do atual ciclo de alta. Muito pelo contrário. Mas que esse patamar vai demorar um bom tempo para ser rompido, não tenho a menor dúvida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conheço bem o perfil e a psicologia dos especuladores. Quem comprou o índice entre 95.343 (fechamento da última sexta-feira, dia 8) e 98.589, o high, está louco para zerar seu prejuízo. E se contenta com isso. À medida em que as perdas vão sendo zeradas, eles caem fora. É justamente essa atitude que freia a recuperação do mercado.

Leia Também

Os caras entraram para ganhar e agora estarão felizes se não perderem. Esse tipo de coisa já aconteceu comigo diversas vezes antes de aprender que meu preço de compra não tem a menor importância para o mercado.

Uma queda de 3,74%, como a do dia 6 – a maior desde a greve dos caminhoneiros em maio do ano passado −, assusta todo mundo. Por isso, o índice do qual ela tombou torna-se uma resistência descomunal.

Durante o grande bull market 1969/1971, no qual dei minha primeira grande tacada em ações, eu, que viera de Nova York no final de 1966, percebi, em meados de 71, diversos sinais de que o IBV (índice da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro), o mais importante daquela época, iria virar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mauricio Cibulares, o guru da vez, tinha a mania de dizer que as ações no Brasil estavam muito baratas, pois comparava seus preços com os da New York Stock Exchange. Acontece que os papéis aqui costumavam dar bonificações (splits), ao contrário do que acontecia no mercado americano, onde isso era menos frequente. Então a comparação não fazia muito sentido. Os PLs (Índice Preço/Lucro) estavam maiores aqui do que os de lá.

Quando se aproximou o dia 1º de maio de 1971, fiquei sabendo que o presidente da República, general Emílio Garrastazu Médici, iria fazer um pronunciamento para os trabalhadores da Cia. Siderúrgica Nacional, CSN, em Volta Redonda.

Fiquei torcendo para que o Médici alertasse os investidores a respeito do risco de comprarem ações caras demais, tal como o chairman do FED, Alan Greenspan, faria 25 anos mais tarde, com sua famosa expressão “Exuberância Irracional” (Irrational Exuberance), no auge da febre das ações das empresas .com (dot com). Essa advertência ajudou a promover o crash da Nasdaq.

Só que se não tivesse acontecido naquela ocasião de… de exuberância irracional, talvez ocorresse outro 1929, tal a ganância dos especuladores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sempre que o The New York Times, o The Wall Street Journal, a The Economist, etc, põem uma alta do mercado de ações como manchete de primeira página, é sinal de fim de linha.

Isso não vale apenas para o mercado de ações. Serve para todos os outros. No grande bull market de açúcar de 1974, o maior de todos os tempos nessa soft commodity, os jornais brasileiros disseram que os estoques da mercadoria ficariam zerados.

O mesmo aconteceu por ocasião dos dois choques do petróleo (1973 e 1979), quando se garantia que os combustíveis iriam faltar. Pior, diziam que todo o petróleo do mundo acabaria no final do século 20 ou no início do século 21. E, no entanto, estamos com superprodução de hidrocarbonetos, sem contar outras fontes alternativas de energia: eólica, solar, nuclear, etc.

Em 1974, as reservas mundiais provadas de petróleo eram muito menores do que as reconhecidas hoje em dia. Só que isso, evidentemente, só se soube a posteriori.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse tipo de febre especulativa (quase sempre ancorada em fundamentos reais) acontece em todos os mercados, sejam eles de ações, de commodities, de instrumentos financeiros e de moedas. E desperta a atenção da imprensa.

Saiu na primeira página dos jornais, ou na capa das revistas (desta vez foi apenas uma matéria no bojo da Veja), cai fora. O RSI (Relative Strenght Index – Índice de Força Relativa) está acima de 80, significando um mercado overbought (supercomprado).

A Bolsa de Valores só é notícia fora das seções especializadas quando dispara irracionalmente ou sofre um crash de proporções descomunais.

Em ambas as hipóteses, costumam ser ótimas oportunidades de compra (após o tombo) ou de realização de lucros, como aconteceu esta semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Continuo acreditando que o mercado de ações vai subir muito em 2019, uma vez que considero que as reformas serão aprovadas no Congresso.

Só que a alta definitivamente não será linear. Em vez de uma corrida de velódromo (como parecia em janeiro), será uma subida de mountain bike¸ com todos os percalços característicos dessa competição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

REFORÇO BILIONÁRIO

Carro já era? Tesla (TSLA34) quer triplicar investimentos em 2026 com a ambição de Elon Musk em se tornar uma potência de IA

23 de abril de 2026 - 11:57

A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial

NOVO VALOR

Small cap da bolsa recalcula dividendos de R$ 150 milhões após recompra de ações; veja novas datas e valores por papel

23 de abril de 2026 - 11:03

A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026

ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

O QUE COMPRAR AGORA

A mamata da bolsa acabou? Ibovespa pode chegar nos 210 mil pontos, segundo o BofA, mas as ações já não estão baratas

22 de abril de 2026 - 17:29

O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui

NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia