“Se o Brasil continuar com as reformas, as agências podem voltar com o grau de investimento em até um ano”, destaca Mario Mesquita
Mesquita disse que, se olhar o Credit Default Swap (CDS) brasileiro, "é possível perceber que ele já é compatível com país com grau de investimentos"

A melhora da economia aliada à aprovação de reformas importantes trouxe um novo marco para o Brasil e o impacto direto disso poderá ser sentido na possível recuperação do grau de investimento do país. Quem diz isso é o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita.
No tradicional café da manhã que a equipe do Itaú faz de tempos em tempos com jornalistas, Mesquita disse que, se olhar o Credit Default Swap (CDS) brasileiro, espécie de seguro contra calotes cujo valor indica o nível de risco de inadimplência de um país, "é possível perceber que ele já é compatível com país com grau de investimentos".
"Se o Brasil continuar com as reformas, há uma chance de que as agências voltem com o grau de investimento do país entre seis e 12 meses", destaca o economista-chefe.
O país perdeu o grau de investimento no auge da crise econômica, em 2015. Na época, as três principais agências de classificação de risco cortaram a nota brasileira, retirando o grau de investimento.
No atual panorama, o rating soberano brasileiro possui notas "BB-" na S&P e na Fitch, três notas abaixo do grau de investimento. Já na Moody’s, o Brasil está com nota "Ba2", duas abaixo do selo de bom pagador.
Mas há um detalhe. Apesar de antecipar um cenário doméstico melhor com queda de taxas de juros para 4,50% neste ano e em 4% em 2020, com inflação bem ancorada, o economista-chefe disse que é preciso ainda que os investidores estrangeiros vejam maior crescimento econômico para colocar recursos no país.
Leia Também
"Quando ficar mais claro que a retomada terá mais perna, o estrangeiro deve vir [...] O grande diferencial é quando a economia passar do patamar de crescimento de 1% para 2,2% no ano que vem", afirma.
Cenário melhor do que os vizinhos
Além do encaminhamento das reformas e da melhora econômica, há um fator positivo que é o fato de que o cenário para os vizinhos latino-americanos é bem pior do que o brasileiro, com grandes economias como a mexicana estagnada e a argentina contraindo.
Segundo Fernando Gonçalves, responsável pela área de sell side de pesquisa econômica no banco, se conseguirmos crescer com bons fundamentos, será possível nos destacar frente aos demais países da América Latina.
"Tirando a Venezuela, a expectativa de crescimento dos vizinhos é de 0,9% em 2019, sendo que esperamos um crescimento de 1% para o PIB no Brasil em 2019", pontua Gonçalves.
E nem mesmo a situação delicada pela qual passam alguns países da América Latina poderia ter um impacto forte no Brasil. Para Mesquita, a nação que mais poderia impactar em termos de comércio com o Brasil seria a Argentina, mas isso seria mais temporário.
"A Argentina é um país bem menos relevante do que ele já foi para nós e os outros países são parceiros comerciais menos relevantes. Por isso não vejo um impacto tão forte", pontua o economista-chefe.
De olho no estrangeiro
E a situação do Brasil diante dos vizinhos latino-americanos tem chamado a atenção dos estrangeiros, que devem vir em maior número com a possível recuperação do grau de investimento.
Para o responsável pela área de sell side de pesquisa econômica no banco, Fernando Gonçalves, os "gringos" estão bastante animados com a renda variável brasileira porque existe uma atratividade maior, especialmente em um cenário de taxas de juros mais baixas.
"Os estrangeiros estão sugerindo que podem aumentar a alocação em renda variável. Já os investidores gringos mais voltados para a renda fixa não estão vendo muita atração para vir porque veem que a curva de juros brasileira está se fechando", afirma Gonçalves.
Outro ponto que pode trazer mais investidores para o mercado de capitais é o fato de que o real deixou de ser uma moeda de "carry trade", ou seja, de carrego e passou a ser uma moeda de crescimento.
"Hoje com a taxa de juros no patamar histórico mais baixo, há várias outras economias que estão oferecendo retornos mais elevados. Com isso, esperamos que o crescimento da economia faça com que mais investidores venham para o mercado de capitais", destaca Gonçalves.
Isso ocorre porque quanto menor for a diferença entre as taxas de juros pagas nos títulos de dívidas de países emergentes e aquelas que são praticadas nos Estados Unidos (que são vistos como os títulos mais seguros do mundo), menor é a atratividade de investimento na renda fixa deste país.
Para a equipe do Itaú, outro fator que pode ajudar é a expectativa de que a moeda norte-americana não tenha grandes movimentos no curto prazo. Nas previsões do banco, o dólar deve terminar o ano de 2019 a R$ 4,00. Já no próximo ano, a expectativa é que ele feche o período em R$ 4,15.
O EFEITO DOMINÓ DA POLÍTICA
Nobel de Economia de 2026: a dupla que revelou como pequenas decisões ajudam a explicar os rumos da economia e dos juros
12 de outubro de 2026 - 9:06ABRE E FECHA
A bolsa abre hoje? Veja como será o funcionamento da B3, dos bancos, do Pix e dos Correios neste feriado
12 de outubro de 2026 - 5:10DISPUTA POLÍTICA
Split payment opõe Flávio Bolsonaro e governo Lula em debate sobre o caixa das empresas
10 de outubro de 2026 - 15:05ABRE E FECHA
A bolsa abre no feriado de Nossa Senhora Aparecida? Veja como será o funcionamento da B3, dos bancos, do Pix e dos Correios em 12 de outubro
9 de outubro de 2026 - 10:44MÁQUINA AZEITADA
Lotofácil 3800 faz 2 novos milionários e ainda premia um bolão; Mega-Sena 3068 acumula e prêmio agora está em R$ 112 milhões
9 de outubro de 2026 - 6:24PRESSÃO QUE VIROU CONDENAÇÃO
Eduardo Bolsonaro tem prisão decretada e passaportes cancelados por Moraes após condenação no STF
8 de outubro de 2026 - 16:53BUILDINGS SUMMIT 2026
Mercado Livre vê ‘longo caminho’ para o e-commerce no Brasil e aposta em nova fronteira — mas há um obstáculo para o setor
8 de outubro de 2026 - 15:39A CONTA DA GOVERNABILIDADE
A euforia com Flávio Bolsonaro pode virar frustração? Por que uma vitória sobre Lula não é cheque em branco para reformas
8 de outubro de 2026 - 11:38ALTOS PRÊMIOS
Lotofácil 3799 deixa duas pessoas a meio caminho do primeiro milhão de reais no Paraná; +Milionária 396 acumula com bola na trave impressionante
8 de outubro de 2026 - 7:10NO FOGO CRUZADO DAS ELEIÇÕES
Fim da escala 6×1: nova regra pode sair do papel antes do segundo turno? Entenda em que pé está a votação
7 de outubro de 2026 - 17:52ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro ou Lula no segundo turno? Moody’s compara cenários e aponta os riscos para investidores
7 de outubro de 2026 - 14:05FINANCIAMENTO SUSTENTÁVEL
ETF com selo do BID e que investe na Amazônia Legal? AMAB11 atrai R$ 66 milhões em apenas dois meses
7 de outubro de 2026 - 12:03RECEIO COM A IA
Ray Dalio volta a bater na inteligência artificial e defende que bolha está prestes a estourar. Quais são os sinais?
7 de outubro de 2026 - 11:47TEM PRA TODO MUNDO
Lotofácil 3798 tem 58 ganhadores, mas só um vai embolsar valor milionário; Mega-Sena 3067 acumula e prêmio atinge a marca de R$ 100 milhões
7 de outubro de 2026 - 7:16ESTÁ VALENDO
Primeiro dia sem bets e R$ 1,3 bilhão em saldo: o prazo para a restituição das apostas on-line começará a correr
6 de outubro de 2026 - 19:28SD EXPLICA
O Brasil vai dar calote na dívida pública? Entenda os riscos para os títulos públicos do Tesouro Direto
6 de outubro de 2026 - 11:41PISOU NO FREIO
Quer vender seu carro? Mercado de usados já não paga como antes — e exige atenção aos elétricos
6 de outubro de 2026 - 8:00DE OLHO NOS BOLETOS
Inquilino não pagou o condomínio? Saiba quem responde pela dívida e o que pode acontecer com o morador inadimplente
6 de outubro de 2026 - 6:01CORRIDA CONTRA O RELÓGIO