Menu
2019-09-13T17:27:10-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Juros

Santander vê Selic em 4,5% no fim de 2019 e taxa fica assim até 2021

Além de corte de meio ponto na semana que vem, banco estima mais duas reduções de mesma magnitude em outubro e dezembro

13 de setembro de 2019
16:50 - atualizado às 17:27
Imagem mostra moedas ao fundo e gráfico que aponta tendência de quedas de uma taxa
Imagem: Shutterstock

O Santander revisou seu cenário econômico e passou a trabalhar com taxa básica de juros, Selic, de 4,5% no fim de 2019. Taxa que deve vigorar até o começo de 2021. A previsão está entre as menores considerando outras grandes instituições e a mediana do mercado, que trabalha com juro de 5% neste ano e alta para 5,25% em 2020. Atualmente, a Selic está em 6%.

Dados de atividade econômica mostrando recuperação modesta, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) abaixo de 1%, ajudam a embasar a nova projeção. No lado da inflação, o banco trabalha com Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) abaixo das metas por muito tempo.

Considerando a Selic projetada pelo banco e a inflação esperada pela mediana do mercado para o fim de 2020, de 3,82%, temos um juro real de 0,65% ao ano. Atualmente o juro real está na casa de 1,65% ao ano (swap 360 dias descontado IPCA projetado 12 meses).

No lado dos nossos investimentos, como já escrevemos, acabou a mamata do juro, o tal 1% ao mês vai exigir tomada de risco e sofisticação dos investimentos. Fica a aqui a dica de leitura da matéria da Julia Wiltgen sobre o que fazer com a Selic voltando a cair. Também deixo como sugestão o nosso e-book gratuito sobre perspectivas de investimento no segundo semestre.

A principal questão atualmente, segundo o Santander, é de que forma cortes mais acentuados na taxa Selic poderiam afetar o nível da taxa de câmbio, que chegou próximo a R$ 4,20 nos últimos dias.

Ainda assim, a instituição pondera que a ampla ociosidade da economia tem limitado o repasse cambial (pass-through) aos preços domésticos. E que mesmo considerando um cenário alternativo de alguma depreciação da taxa de câmbio nos próximos meses (cenário básico, que prevê R$ 4,0 no fim do ano), o impacto sobre o IPCA seria contido, não interrompendo o ciclo de corte de juros.

Riscos ao cenário

O que pode impedir a Selic de chegar aos estimados 4,5% é o cenário externo. O banco reconhece que ouve diminuição da grande turbulência vista em agosto, mas existem diversos fatore que podem afetar o Brasil e o preço dos ativos por aqui.

  • Eleição na Argentina pode gerar grande instabilidade na economia argentina e impactar alguns setores brasileiros, com destaque ao automobilístico.
  • Guerra comercial. Apesar do recente arrefecimento, o banco ainda trabalha com um ambiente de bastante incerteza entre as negociações envolvendo EUA e China.
  • Brexit – o acordo para saída do Reino Unido da União Europeia

"Todos esses efeitos poderão gerar grande volatilidade para os ativos brasileiros, tais como taxa de câmbio e bolsa de valores. O mês de outubro será bastante movimentado e importante para a definição do ritmo e tamanho dos cortes até a reunião de dezembro, visto que os analistas estão divididos quanto à magnitude do corte nesta reunião e a continuidade ou não das reduções até a reunião de dezembro", diz a instituição.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

agora vai?

Privatizações de Correios e Eletrobras ficam para o fim de 2021; veja os planos do governo

No caso dos Correios, o projeto de lei que irá permitir a desestatização da empresa ainda nem foi enviado pelo governo ao Legislativo

Privatização

No Brasil, 431 cidades adotaram iniciativas de desestatização nos últimos 24 meses

Das administrações que informaram desestatizações, 377 utilizaram o modelo de concessão.

Voando

Embraer aponta retomada difícil, mas reforça otimismo com jato de até 150 lugares

A retomada, ficará 19% abaixo do volume previsto pela Embraer ao longo da década, até 2029.

retomada

Vendas de veículos sobem 4,65% em novembro, diz Fenabrave

Volume ficou 7,12% abaixo do total vendido no mesmo mês do ano passado, uma queda em parte explicada por restrições de oferta

Dinheiro no caixa

C6 Bank recebe aporte de R$ 1,3 bilhão em rodada de captação com 40 investidores

Em uma espécie versão bilionária de “crowdfunding”, o C6 Bank foi avaliado em R$ 11,3 bilhões, o que significa que o grupo de investidores ficará com 11,5% do capital do banco

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies