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Taxa básica de juros tem sido mantida em 6,5% desde março do ano passado

À espera do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 29, estima a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019 em 5,50% ao ano - mesma projeção da semana passada.
O Relatório de Mercado Focus trouxe também a projeção para a Selic no fim de 2020, que passou de 5,75% para 5,50 ao ano. Em 2021, a projeção ficou em 7% ao ano, assim como em 2022.
Desde março do ano passado, a taxa Selic tem sido mantida em 6,5% - seu nível mínimo histórico. Mas o Copom encontra-se há meses sob pressão dos players do mercado financeiro para realizar um corte juro - o que poderia ajudar a estimular a atividade econômica.
O BC, por outro lado, diz que a retomada da atividade não depende apenas da Selic, mas também da redução das incertezas e melhora da confiança.
O Focus ainda trouxe a estimativa para o o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019: 0,82%, mesma projeção da semana passada. Para 2020, a estimativa dos economistas segue em 2,10%.

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No fim de junho, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,0% para elevação de 0,8%.
No Focus desta segunda, a projeção para a crescimento da produção industrial de 2019 foi de 0,66% para 0,50%. Há um mês, estava em 0,71%. No caso de 2020, a estimativa de avanço da produção industrial seguiu em 3,00%, igual a quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,10% para 56,05%. Há um mês, estava em 56,19%. Para 2020, a expectativa seguiu em 58,30%, ante 58,55% de um mês atrás.
O Focus trouxe alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2019. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano foi de 1,40% para 1,30%. No caso de 2020, permaneceu em 1,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,40% e 1,00%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2019 seguiu em 6,40%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2020, seguiu em 6,05%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 6,30% e 6,00%, nesta ordem.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2019. O Relatório de Mercado Focus mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 3,78% para elevação de 3,80%. Há um mês, estava em 3,80%. A projeção para o índice em 2020 permaneceu em 3,90%. Quatro semanas atrás, estava em 3,91%.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa foi de 3,65% para 3,50%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.
A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%).
Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%).
O relatório de mercado Focus mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,75, ante R$ 3,80 de um mês atrás.
Para o próximo ano, a projeção para o câmbio permaneceu em R$ 3,80, igual ao verificado quatro pesquisas atrás.
Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2019 na pesquisa Focus, de superávit comercial de US$ 51,00 bilhões para superávit de US$ 52,00 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 50,80 bilhões. Para 2020, a estimativa de superávit passou de US$ 46,50 bilhões para US$ 46,40 bilhões. Há um mês, também estava em US$ 46,40 bilhões.
Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2019 ficará em US$ 46,0 bilhões. Esta projeção foi atualizada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho.
*Estadão Conteúdo
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