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Deputada afirmou que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, está dedicado a "sanar os ruídos"

Em meio a uma crise entre o Palácio do Planalto e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), minimizou os últimos acontecimentos e disse que Maia vai continuar sendo "um grande aliado da reforma Previdência".
"Temos de sanar um ruído ou outro, mas tem bombeiros aqui para tentar apagar o fogo", disse. Ela afirmou que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também está dedicado a "sanar os ruídos". "Ele é um pacificador, assim como o Maia", disse.
Hasselmann esteve reunida com Maia na residência oficial da presidência da Câmara. "Maia tem um papel no legislativo. A construção de pontes cabe a todos nós. Estamos trabalhando para a composição de uma base aliada. Mas nosso trabalho ainda não esta concluído", disse. "Creio que Maia não desistirá da reforma da Previdência", disse.
Uma das principais reclamações do parlamento sobre a falta de interlocução do governo é que ministros não têm recebido os deputados. A líder afirmou que está conversando com o Executivo sobre essa questão. "Ainda estamos nos primeiros meses de governo e vamos arrumando com o tempo", disse.
Em relação ao projeto dos militares, a líder disse que "é natural que haja o toque do Legislativo nas duas propostas de reforma da Previdência". Ela admitiu, no entanto, que o projeto não foi muito bem aceito entre alguns líderes do Congresso.
A deputada afirmou ainda que não vai cometer o erro de dispensar nenhum voto, inclusive da oposição. "Já disse que eu quero sim votos até do PT, porque é importante para os Estados. É uma questão de necessidade, a corda está no pescoço. Governo vai conversar o máximo possível para apaziguar ânimos com Maia", afirmou.
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Apesar de questionada, Hasselmann não quis comentar sobre a atuação do filho do presidente Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) nas redes sociais e a suspeita de que ele estaria por trás dos ataques a Maia na internet. "Pessoas que estão fora do governo e que não têm nada a ver com o governo é que estão atacando nas redes", disse. "Já disse que há questões pontuais no partido que causaram ruídos", afirmou.
*Com Estadão Conteúdo.
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