Menu
2019-10-14T14:14:40-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
soltou o verbo

É incrível o setor privado defender nova CPMF, diz Marcos Lisboa, do Insper

Economista disse que hoje há agentes que defendem a liberação do teto dos gastos para direcionar recursos para investimentos, mas que, isso, segundo ele, vem de quem desconhece os fatos

11 de setembro de 2019
15:07 - atualizado às 14:14
Marcos Lisboa
Para o especialista, é preciso acertar a discussão tributária, chamada por ele de inacreditavelmente superficial. - Imagem: HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

O economista Marcos Lisboa, presidente do Insper, criticou a ideia do retorno de um imposto sobre a movimentação financeira — chamada de "nova CPMF"— e comparou essa medida às adotadas na Venezuela.

"É incrível o setor privado defender esse imposto. O único lugar onde esse imposto é relevante, no mundo, com uma alíquota de 2%, é na Venezuela", disse.

Para o especialista, é preciso acertar a discussão tributária, chamada por ele de inacreditavelmente superficial. "Será que ninguém conhece a evidência empírica de tantos anos, que mostram o desastre que foi o CPMF e suas variações na América Latina nos últimos 20 anos?".

Lisboa falou durante a abertura de um evento realizado em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre os efeitos de inovações sobre o mercado de capitais e financeiro.

Insegurança

Lisboa comentou ainda que não existem hoje no Brasil investimentos em obras "greenfield" (novos projetos), dada a insegurança que existe no País diante de um setor público "incapaz de desenhar projetos". "Sem aumentar a infraestrutura não haverá crescimento", diz.

O economista disse que hoje há agentes que defendem a liberação do teto dos gastos para direcionar recursos para investimentos, mas que, isso, segundo ele, vem de quem desconhece os fatos. "Seria bom que os estúpidos conhecessem os fatos. De cada 100 obras paradas no Brasil, mais de 50% é por conta de projetos mal feitos", disse.

Ele afirmou também que menos de 9% das obras paradas no Brasil são causadas por conta de falta de recursos. "Em muitos casos, é por contrato mal desenhado. A empresa constrói uma parte de desiste do resto", completou.

Lisboa disse acreditar que o poder Executivo não tem atualmente qualidade técnica para elaborar tais projetos. "(Essa capacidade) se perdeu há mais de 20 anos", comentou.

Ele disse que é preciso mudar a lei da licitações para poder haver a contratação de empresas preparadas para o fornecimento de tais serviços. "A lei de licitações não funciona quando envolve qualidade técnica", disse.

*Com Estadão Conteúdo 

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

Ministério atualiza dados

Brasil registra mais de 31 mil mortes por covid-19

De 526.447 casos confirmados, 223.638 pacientes foram recuperados

6,8% dos recursos foram gastos

MPF investiga baixo investimento do governo Bolsonaro no combate ao coronavírus

O Ministério Público Federal determinou, nesta terça-feira, 2, a abertura de um inquérito civil público para apurar a baixa aplicação de dinheiro público, por parte do governo de Jair Bolsonaro, no combate à pandemia do novo coronavírus

A volta dos touros

Acabou a crise? 5 razões para a disparada da bolsa e a queda do dólar

O dólar à vista acumula queda de mais de 11% nas últimas 15 sessões, afastando-se de vez da faixa dos R$ 6,00 — na bolsa, o Ibovespa também teve alívio forte no período, retomando os 90 mil pontos

Atenção com contas públicas

Déficit fiscal poderá ser de 12% do PIB, diz Armínio Fraga

“Estritamente do ponto de vista fiscal, estamos trabalhando com uma margem de manobra muito apertada. Tenho comentado que a consequência disso vai ser um crescimento imenso das necessidades de financiamento do governo”, comentou Fraga ao participar de uma live promovida pelo BTG Pactual

seu dinheiro na sua noite

Velozes e furiosos, parte 91 mil

Eu não sou um grande fã de filmes de ação, e ainda menos da franquia Velozes e Furiosos. Assisti apenas ao primeiro longa da série, tentando imaginar como um roteiro tão desconectado da realidade foi parar nas telas – ainda que tenha seus momentos. Foi só alguns anos depois, durante uma discussão de bar (saudades das […]

ex-ministro da fazenda

Pedro Malan vê excesso de otimismo em órgãos internacionais para o pós-pandemia

O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan disse nesta terça-feira, 2, que vê um excesso de otimismo nas previsões de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), e também de parte do mercado, de uma recuperação na forma de “V” após a pandemia do coronavírus

Procurador-geral da República

Alinhado a Bolsonaro, Aras diz que Forças Armadas podem atuar em caso de ruptura

A posição do procurador está alinhada à do presidente Jair Bolsonaro, que tem citado o artigo 142 da Constituição como uma saída para a crise do governo com o Supremo

Alívio inesperado?

Dólar despenca a R$ 5,20 e Ibovespa sobe forte: o que aconteceu com o mercado?

Enquanto o mundo passa por forte turbulência, os mercados estão mais calmos que nunca: o dólar teve a maior queda diária desde 2018 e o Ibovespa foi às máximas em quase três meses

Dados de associação

Comércio paulistano cai 67% nas vendas de maio

Mês é estratégico em razão do Dia das Mães

Presidente da Câmara

MP que estabelece crédito para folha de pagamento não pode ser votada, diz Maia

Editada no dia 3 de abril, a medida estabelece uma linha de crédito de R$ 34 bilhões para garantir o pagamento dos salários em empresas com receita anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões durante a pandemia do coronavírus

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements