Três vetores tornam improvável votação da Previdência na CCJ
Apresentação de novo parecer, sigilo sobre dados técnicos da reforma e ataques à base do governo dificultam votação prevista para terça-feira

A expectativa é de que seja votado o parecer do deputado Marcelo Freitas sobre a reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta terça-feira. No entanto, há ao menos três vetores que tornam essa tarefa pouco provável, podendo somar mais prazo à tramitação.
A se confirmar essa tese, certamente teremos repercussão no mercado, que já reagiu de forma negativa ao atrasado imposto na semana passada, com queda da bolsa e alta do dólar.
O primeiro vetor jogando contra é que o parecer de Freitas ainda é desconhecido. Na semana passada, o presidente da CCJ, Felipe Francischini, anunciou que o texto poderia sofrer modificações e a votação se arrastou para essa semana.
Atendendo a pedidos de partidos do chamado “centrão”, como PP e PR, pontos como fim da multa do FGTS para aposentados e mudanças no abono salarial devem ficar de fora, bem como questões que são tratadas como desconstitucionalização da Previdência.
A apresentação de um novo relatório abre espaço para que os deputados, notadamente os da oposição, demandem mais tempo para avaliação do texto antes da votação. Francischini pode conceder o prazo de uma sessão, tentando fazer a votação na quarta-feira.
No entanto, a oposição e até mesmo parte da base, ou daqueles que declaram apoio condicionado à reforma, têm mais “munição”, além dessa já citada, para tentar segurar a votação, impondo novo desgaste ao governo.
Leia Também
“Moeda do Trump” de US$ 1 entra em circulação nos EUA e desafia lei nacional do século 19
O cavalo de batalha que certamente será explorado é o sigilo sobre os estudos que embasaram a proposta decretado pelo governo, conforme noticiou a “Folha de S.Paulo”.
O tema pode servir de base para inúmeros requerimentos e questões de ordem, alegando que o público e os próprio parlamentares não têm acesso aos cálculos e metodologias utilizados pela equipe econômica para justificar as mudanças propostas e como se constrói, de forma detalhada, o R$ 1 trilhão em economia fiscal ao longo de dez anos. Os deputados já vinham criticando a falta de transparência.
No lado mais político da coisa, também deve repercutir, entre a “base” e a oposição, o vídeo postado, e depois retirado, das redes sociais do presidente Jair Bolsonaro, no qual o filósofo Olavo de Carvalho faz duras críticas a apoiadores políticos do presidente e aos militares. Entre outras coisas, Carvalho fala que os políticos que chegaram ao governo com ajuda de Bolsonaro largaram o povão e querem entrar para a “elite” e não derrubar a “elite”, querendo ficar em Brasília e “embolsar dinheiro do governo”.
É a realidade
Já dissemos, mais de uma vez, que apesar de barulhenta, a oposição não tem votos para barrar a reforma. No entanto, as dificuldades na articulação política e na criação de uma base de apoio fazem essa primeira etapa da reforma se arrastar.
Sozinho, o PSL, partido de Bolsonaro não tem votos na comissão, então tem de compor com outros partidos, notadamente os do centrão, que explicitam seu descontentamento condicionando o apoio ou impondo condições, como no caso atual. É necessária maioria simples dos 66 deputados da comissão.
No fim de semana, chamou atenção a atuação do líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo, nas redes sociais. O deputado foi ao “Twitter” se defender das críticas que vem recendo, falando que existe sim uma estratégia, mas que como o governo não loteou ministérios, “acertadamente”, não se criou uma base de apoio. “Ela simplesmente não existe. É a realidade”, escreveu.
Vitor Hugo também fala que a responsabilidade pela criação dessa base é compartilhada com vários atores, como Casas Civil e Secretaria de Governo.
O líder voltou a falar que uma das ideias é criar uma base tema a tema, ou seja costurar maiorias conforme o projeto votado e pede apoio da população para que cobre coerência e esforço dos deputados. “Continuamos precisando muito d apoio de vcs. A guerra apenas começou; a eleição, por incrível q pareça, foi apenas uma batalha”, escreveu.
Esse modelo caso a caso já tinha sido mencionado pelo próprio Bolsonaro, mas exige um esforço enorme de coordenação, com a barganha por votos sendo desenhada dentro de uma agenda de projetos. Algo como, vocês me apoiam na reforma e eu mobilizo votos por um projeto X de interesse de determinados partidos e/ou bancadas.
Vitor Hugo também reconhece a falta de unidade do próprio PSL e diz que o partido tem de buscar união de forma mais rápida.
Enquanto isso, o líder do PSL, delegado Waldir, segue atirando contra a articulação do governo e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Segundo um consultor político, por mais que tenha razão em alguns pontos, essa medição de força com Lorenzoni pode acabar derrubando Waldir da liderança.
+4 CORINGA
Acabou o impasse: Mattel cria campeonato de UNO e vai pagar R$ 257 mil para descobrir quem é o melhor jogador
2 de setembro de 2026 - 12:00Conteúdo Empiricus
Dólar acima dos R$ 7 e Ibovespa abaixo dos 107 mil pontos? Entenda o que pode acontecer se o Brasil mergulhar numa crise fiscal
2 de setembro de 2026 - 10:00ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3777 e Dia de Sorte 1287 fazem novos milionários; Mega-Sena 3052 acumula e prêmio vai a R$ 41 milhões
2 de setembro de 2026 - 6:53CALENDÁRIO DE BENEFÍCIOS
PIS/Pasep acabou? Veja se haverá pagamento em setembro e quando os depósitos retornam
2 de setembro de 2026 - 5:19FITCH NO BRASIL 2026
CIO da Bradesco Asset vê piora até mesmo no investimento que é o ‘porto seguro’ dos investidores
1 de setembro de 2026 - 16:55INVESTIMENTO NO AGRO
Até 97% do CDI, isento de IR e com renda mensal: como funciona o Fiagro do BTG que pode captar até R$ 20 bilhões
1 de setembro de 2026 - 11:16GALINHA DOS OVOS DE OURO
Quem é o “Rei do Ovo”, novo membro do Top 10 da lista de bilionários da Forbes e empresário por trás dos ovos da Gracyanne Barbosa
1 de setembro de 2026 - 10:45NA CIDADE MARAVILHOSA
Lotofácil 3776 premia bolão carioca com valor milionário no último sorteio de agosto; Mega-Sena entra em setembro acumulada em R$ 36 milhões
1 de setembro de 2026 - 7:07PROGRAMAS SOCIAIS
Bolsa Família setembro 2026: veja quando começam os pagamentos e quem poderá se beneficiar
1 de setembro de 2026 - 5:39JORNADA DE TRABALHO
Em semana de decisão da escala 6×1, estudo da CNI diz que Brasil vai levar até 30 anos para recuperar produtividade
31 de agosto de 2026 - 19:25BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
O que precisa acontecer para os juros caírem no Brasil? Grandes mentes do BTG Pactual apontam o caminho
31 de agosto de 2026 - 19:01MACRO DAY 2026
Brasil está sendo “massacrado” na corrida por inteligência artificial e pode voltar à condição de colônia, alerta ex-Microsoft
31 de agosto de 2026 - 17:15LINHA DE PRODUÇÃO
Fábrica de fortunas: herdeira da WEG é a bilionária mais jovem do mundo segundo a Forbes
31 de agosto de 2026 - 13:05MACRO DAY 2026
O que falta para o ajuste fiscal? Alckmin põe parte da culpa no Banco Central
31 de agosto de 2026 - 12:30MACRO DAY 2026
Efeito de 30 programas sociais: André Esteves, do BTG, diz qual é o remédio que pode levar Selic a 7% ao ano
31 de agosto de 2026 - 11:15ÚLTIMO LOTE REGULAR
Receita Federal libera R$ 1,24 bilhão: veja se você está entre os 522 mil que recebem hoje a restituição do imposto de renda
31 de agosto de 2026 - 9:01O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Vender ou alugar o imóvel, o prejuízo do dinheiro parado, IPO da Shein, e o que mais move os mercados
31 de agosto de 2026 - 8:16PRÊMIOS MILIONÁRIOS
R$ 300 milhões da Lotofácil da Independência aparecem no horizonte das loterias e ofuscam Mega-Sena e +Milionária
31 de agosto de 2026 - 7:01ATENÇÃO, ESTUDANTES!
Pé-de-Meia setembro 2026: veja quem recebe a sexta parcela e as datas de depósito
31 de agosto de 2026 - 5:06QUESTÕES POLÍTICAS