O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Instituição Fiscal Independente do Senado elaborou um estudo para abrir o jogo sobre a real situação da Previdência no país
A necessidade de uma mudanças nas regras da Previdência no Brasil é quase unânime. É preciso colocar a palavra "quase" porque, apesar do rombo bilionário que avança ano após ano, há ainda quem defenda que não há déficit, e muitas categorias, especialmente no serviço público, se mobilizam para tentar barrar as mudanças propostas no projeto de emenda constitucional (PEC) enviada pelo governo ao Congresso.
Na segunda-feira, 11, a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado apresentou um estudo que joga um pouco mais de luz sobre o tema.
O trabalho aponta as principais distorções na Previdência hoje e os desafios que terão de ser enfrentados.
Veja os principais pontos:
Segundo o estudo, a aposentadoria média do servidor público da União que deve ser paga neste ano chega a ser quase 19 vezes superior ao benefício médio pago ao segurado do INSS. Em média, um aposentado do Legislativo deve receber R$ 26,8 mil - 18,9 vezes o valor de R$ 1,4 mil mensais de um segurado do INSS.
Já em relação às pensões, a média paga ao servidor público é até 17 vezes superior à paga no INSS. A maior pensão média é paga a beneficiários ligados ao Legislativo, R$ 21 mil, enquanto a média do INSS é de aproximadamente R$ 1,3 mil.
Leia Também
Segundo dados da Secretaria de Previdência, quem solicitou ao INSS aposentadoria por tempo de contribuição no ano passado tinha em média 54,6 anos e ganhou cerca de R$ 1.984,75.
Já os segurados que solicitaram o benefício por idade (que é hoje de 65 anos para homens e 60 anos para mulheres, desde que tenham contribuído por no mínimo 15 anos) tinham em média 61 anos e só receberam R$ 969,08.
Isso mostra que, atualmente, os mais pobres já se aposentam por idade, e recebem menos da metade de quem consegue ter emprego com carteira assinada pelo tempo suficiente para se aposentar por tempo de contribuição - em geral, pessoas da classe média.
A IFI destacou no estudo que os benefícios têm crescido sistematicamente acima da inflação nos últimos 20 anos. Enquanto o nível de preços multiplicou-se por 3,3 vezes (uma inflação acumulada de 228%), o benefício assistencial pago a pessoas com deficiência ou idosos miseráveis (BPC) multiplicou-se por 7,6 vezes (variação de 661% do benefício médio) entre 1999 e 2018.
Nesse mesmo período, os valores médios das aposentadorias por idade foram multiplicados por 6,1 vezes. Já os valores médios das aposentadorias por tempo de contribuição, por 3,6 vezes, e os valores médios das pensões por morte, por 5,8 vezes.
De acordo com os cálculos da IFI, os gastos com aposentadorias por idade e por tempo de contribuição no INSS podem mais que dobrar em relação ao Produto Interno Bruno (PIB) num período de 40 anos, se não houver uma reforma profunda.
Esses gastos somaram R$ 295,6 bilhões no ano passado, o equivalente a 4,3% do PIB. Mas, na dinâmica atual, segundo a instituição, podem chegar a R$ 6,8 trilhões em 2060 - cerca de 10% do PIB. A conta considera uma evolução do benefício médio a uma inflação anual de 4% e mais uma taxa de crescimento real de 1% dos benefícios (abaixo do que vem sendo registrado nos últimos anos).
O governo tem R$ 427,4 bilhões em dívidas previdenciárias para recuperar, segundo dados de 2017, mas nem tudo é efetivamente atingível.
A IFI diz que o potencial efetivo com as medidas de melhora na cobrança que serão encaminhadas ao Congresso Nacional é de R$ 87 bilhões. Isso porque aproximadamente R$ 71 bilhões do estoque da dívida ativa previdenciária estão parcelados. Outros R$ 269,4 bilhões são créditos considerados de difícil recuperabilidade (com nota C ou D).
A frase de Adam Smith é uma das reflexões do livro “A Riqueza das Nações”, obra seminal do liberalismo econômico.
De benefícios sociais a prêmios milionários na loteria — confira as matérias mais lidas no Seu Dinheiro na semana e saiba como aproveitar as oportunidades de maio
Banco atualizou as projeções para inflação, PIB e diz como a guerra no Oriente Médio pode mexer com o bolso do brasileiro
A semana que começa será carregada de eventos, tanto no Brasil como no exterior, capazes de mexer com o bolso — e os nervos — dos investidores
Geladeiras, celulares e fogões estão entre os produtos considerados essenciais e que exigem solução imediata segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC)
O governo Lula se tornou pauta do jornal de finanças mais influente do mundo, que destacou o atraso do Brasil em tratar sobre o tema
Itaú, Bradesco, Santander e Nubank não só aderiram ao Desenrola 2.0 como criaram programa similar para público não elegível
A Pseudomonas aeruginosa está presente até mesmo no ar e pode causar distúrbios sérios, com risco de morte
Acordo foi firmado entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para reduzir custos e prazos, ampliar a previsibilidade das regras e oferecer maior segurança jurídica
Lotofácil não foi a única modalidade a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (7). A ‘menos difícil’ das loterias da Caixa contou com a companhia da Dia de Sorte.
Presidentes, políticos, bilionários, atrizes e ganhadores de Prêmios Nobel passaram por essa universidade, unidos pelo lema “Veritas” — a verdade.
Enquanto alguns bancos privados ainda se preparam para o Desenrola 2.0, outros já estão renegociando dívidas
Banco do Brasil já realizou 1.807 renegociações apenas na quarta-feira (6), primeiro dia do programa Desenrola 2.0
Corretora passou a prever Selic de 13,75% no fim de 2026 diante da alta do petróleo, piora das expectativas e tensão geopolítica — mas não é a única a elevar as estimativas para a taxa básica
Lotofácil 3678 teve três ganhadores na quarta-feira (6), mas não foi páreo para o prêmio milionário da Dupla Sena
Segundo Ricardo Kazan, impasse sobre urânio enriquecido trava negociações e amplia incertezas no mercado de commodities
Gestor da BTG Asset alerta para risco de disparada do petróleo e racionamento global com estoques em queda e conflito no Oriente Médio
Desenrola 2.0 chama atenção de endividados e golpistas; especialista também destaca papel de instituições financeiras e bancos
Para ex-secretário do Tesouro Nacional, ajuste fiscal é possível e não precisa ser drástico, mas precisa de qualquer forma focar em controle de gastos: “Brasil tributa muito acima da média da América Latina”
Jordan Adams não está correndo apenas cerca de 42,2 km todos os dias por mais de um mês, ele também disputa contra o tempo