2019-05-31T17:45:30-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
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Alô, Correios! Bolsonaro deu sinal verde para privatizar empresa

As informações são da revista Veja. Nas palavras de Bolsonaro, o PT destruiu a empresa e é preciso “mostrar à opinião pública que não tem outro caminho a não ser privatizá-la”

31 de maio de 2019
15:45 - atualizado às 17:45
, Jair Bolsonaro
Imagem: Marcos Corrêa/Presidência da República

Depois de o secretário especial de desestatização e desinvestimentos, Salim Mattar, ter dado a primeira deixa que poderia privatizar os Correios, o presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista publicada hoje (31) à revista Veja, que já deu o sinal verde para que isso ocorra.

Nas palavras de Bolsonaro, o PT destruiu a empresa e é preciso "mostrar à opinião pública que não tem outro caminho a não ser privatizar os Correios. Será assim com outras estatais. Há muitos cabides de emprego dentro do governo".

O presidente ainda fez menção aos problemas de corrupção encontrados nos fundos de previdência da empresa e falou que "a bandalheira era tão grande que o fundo de pensão dos funcionários, que hoje está quebrado, fez investimentos em papéis da Venezuela".

Prioridades

Ainda que as privatizações estejam no radar de Bolsonaro, o presidente deixou bem claro que o foco agora é de fato a Previdência. Durante a entrevista, Bolsonaro disse que a reforma da Previdência é uma das missões mais difíceis que já teve e ressaltou que era contra a medida até assumir a presidência.

"Na Câmara, muitas vezes você tem uma informação de orelhada. Por isso, eu sempre fui contra a reforma da Previdência. O que faz a gente mudar? A realidade. O Brasil será ingovernável daqui a um, dois, três anos. Se a reforma da Previdência não passar, o dólar pode disparar, a inflação vai bater à nossa porta novamente e, do caos, vão florescer a demagogia, o populismo, quem sabe o PT, como está acontecendo na Argentina, com a volta de Cristina Kirchner. O Brasil não aguentaria outro ciclo assim", destacou o presidente.

Desemprego

E ao ser questionado sobre aspectos econômicos e sobre a sua expectativa para diminuir o atual nível de desemprego, Bolsonaro se esquivou e preferiu não trabalhar com prazos.

No lugar, o presidente respondeu que aqui no Brasil há muita burocracia para a criação de empregos. Ele ainda fez referências ao processo de construção de usina hidrelétrica na China para falar sobre o tema.

"O general Mourão acabou de chegar da China. Lá também tem desemprego. Mas há uma diferença. Quando os chineses quiseram fazer a usina hidrelétrica de Três Gargantas, só avisaram: Olha, daqui a dois anos a água vai subir, se vira. No Brasil você não faz isso. Aqui, Belo Monte está sendo construída há quase dez anos", afirmou o presidente.

Bolsonaro também ressaltou que o alto desemprego no Brasil está ligado ao fato de que "uma parte dos nossos milhões de desempregados não se encaixa mais no mercado de trabalho, por falta de qualificação. Há também os universitários que só têm diploma".

O presidente finalizou dizendo que "alguns acham que gastar mais dinheiro é sinal de que está melhorando a educação. Tem país que gasta per capital menos que nós e tem uma educação muito melhor. A situação não está nada bacana. Essa é a realidade".

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