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Representantes de partidos na Câmara divergem sobre texto da reforma que recebeu aval de Bolsonaro na quinta-feira
Com as informações divulgadas até agora sobre a reforma da Previdência, que contemplam idade mínima e tempo de transição, líderes da Câmara demonstram que deve haver resistência ao texto que será apresentado pelo governo na próxima quarta-feira.
Para o deputado Arthur Lira (AL), líder do PP, o governo tem pecado na articulação com o Congresso.
"Eu fiz um pedido para o governo para que fôssemos os primeiros a ser chamados, porque seremos os primeiros a ser demandados.
Mas até agora temos apenas o que está sendo divulgado pela imprensa", afirmou. Para ele, faltou ao governo fazer "um aceno político" aos parlamentares.
Já o líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), acredita que o presidente Jair Bolsonaro terá dificuldades para convencer a sua base de apoio no Congresso e a população em geral. Para ele, o próprio presidente, quando era deputado, foi contrário a aspectos centrais da sua atual proposta, como a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e de 62 anos, de mulheres.
"Quando ele estava aqui na Câmara, ele se manifestou, por muitas vezes, contrário a essa questão. Dizia que essa idade era uma desumanidade. Ele construiu uma trajetória com um discurso contrário ao que está sendo apresentado agora", disse.
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Antes mesmo de ver o texto na íntegra, o Solidariedade já alertou que vai apresentar emendas ao projeto. Para o presidente nacional do partido, Paulinho da Força, a reforma é necessária, mas a definição da idade mínima precisa levar em consideração as diferenças regionais do País.
"Desconsiderar as diferenças regionais que existem no Brasil é muito grave, pois a variação de expectativa de vida de um Estado para outro é muito grande", disse o parlamentar.
Já o líder do PSL, Delegado Waldir (PSL-GO), disse que a reforma terá o total apoio da bancada. Os deputados do PSL se reúnem na semana que vem com Bolsonaro e o com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, para que haja consenso e pacificação entre os parlamentares sobre a reforma. A ideia é que eles sejam os primeiros a fazer uma defesa enfática do texto a ser enviado pelo governo ao Congresso.
Bolsonaro também vai se reunir com os líderes partidários. Eles serão recebidos para um café da manhã no Palácio da Alvorada na quinta-feira, dia 21. A intenção é convencer os deputados sobre a importância da aprovação do texto. De acordo com o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), foram convidados os partidos que o governo acredita que estarão em sua base de apoio. Já da oposição, foram chamados apenas o PSB e o PDT. Os líderes do PT, PCdoB, Psol, Rede e PPL ficarão de fora da conversa.
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